sábado, 29 de abril de 2017

Os 45 anos do padrinho

Sim, O Poderoso Chefão completou 45 anos agora em março, e eu estou enrolando há um mês esse texto, logo, falemos de uma vez dos Corleones - até porque, vocês sabem, presente bloguinho ama um clichê cinematográfico. Devo confessar que não simpatizava com os mafiosos de Nova York quando mais nova, achava-os qualquer coisa menos lendários, só que aí - só que aí!!! - me caiu às mãos o livro do Mario Puzo, irmãozinho... e eu não estava preparada. A história é machista, feita por homens e basicamente para homens? Uhum. Mas, como sou uma familióide sentimental gravíssima, há tempos diagnosticada, acabei achando uma brecha para uma paixão arrebatadora. Don't ever take sides against the family again, seu fiadaputa!
Devorei as famigeradas páginas após ter visto a trilogia, por isso foi meio impossível não associar Vito Corleone a Marlon Brando, Michael Corleone a Al pacino, Kay Adams a Diane Keaton, Tom Hagen a Robert Duvall (brilhante, por sinal!), e por aí vai. Os mais puristas talvez considerem isso uma blasfêmia, mas o fato é que enriqueceu o folhear de páginas - o que uma trilha sonora de gênio não faz também, né? Aquela valsinha do Nino Rota sabe moer os pobres corações sicilianos. Soube moer o meu, lia e chorava, coisa linda.
É possível que eu tenha um passado policialesco sombrio, porque o fato é que aquela trama de cabulosidades me prendeu do início ao fim, me fazendo realmente tomar partido daquele lodo mafioso amparado por sangue quente e amor paterno além das consequências. São fabulosas, por exemplo, as tramas psicológicas dos personagens que tinham tudo para serem secundários mas revelam-se determinantes, como Michael, o filho militar que considerava odiosas as práticas do pai e inicia o filme de maneira ponderada e alheia - quase adolescente -, e acaba por ser sua cópia fiel, talvez até pior. As circunstâncias levaram-no a isso? Michael era, de fato, um assassino cruel apenas não iniciado no jogo? Se Sonny não tivesse virado queijo suíço em Long Beach, o caçula teria tido o destino que teve? Terá sido a cena inicial em que o padrinho afaga aquele gatinho tigrado lheeendo o que me fez simpatizar de vez com com suas bochechas de buldogue? São questões, meus caros, são questões...
Penso ser muito convincente também o próprio Marlon Brando como o patriarca da famiglia, em uma atuação tão lacônica que se tornou icônica - rimamos sem querer. Fala sério, até coçando o queixo a criatura tem mais presença de espírito que muito ator por aí! A dor do pai em ver, de mãos atadas, o caminho tortuoso por que o filho predileto está indo, é algo que me pareceu bem construído idem. Do gostosão Stanley Kowalski a um paizão de índole duvidosa cheio de remorsos e fantasmas. Well done, Brando.
No geral, a saga deste clã horroroso e digno de pena é algo que sempre estou disposta a rever, porque é fascinante. Não é como se eu assistisse à coisa repetidas vezes só por causa da carinha sexy e fratricida de Alfredo James Pacino, todo engomadinho e de suspensório ao melhor estilo gângster, parecendo que tira minha roupa só de olhar e reacendendo meu lado stripper-fora-da-lei Bonnie & Clide, sabe? Nem um pouco. Eu, mezzo colérica estilo Santino Corleone, mezzo calculista e dissimulada estilo Connie Corleone, digo a todos eles que fiquem, fiquem muito em nossas vidas. E não se esqueçam dos cannolis, por obséquio.








domingo, 2 de abril de 2017

TPM - Triagem de Pensamentos Maléficos

Ai, pelo amor de Deus, nunca vou curtir essa página ridículaaaaaaaaaa, sai daqui!! Fuja! Odeio esse programa de vocês, é horrível, nunca vou recomendar isso. Putz, e essa cólica? Parece que tão dançando flamenco na minha barriga, pode mais, pode doer muito mais, DÓI MAIS CARALHA, EU AGUENTO!!
Ah não, lá vem a creiça de novo citando Zack Magiezi com essas selfies aleatórias do nada... será que não tem ninguém mais pra citar nessa merda? Que saudade do Caio Fernando Abreu, porque, convenhamos, desse ainda os textos tinham um começo, um fim, uma lógica... esse não, tipo, são umas afirmações... hum... ''ela é daquelas que não suporta mentira''. Dãã, hein? Jura, amore? Ela gosta de abraços apertados e jeans com lycra. UAU, GÊNIO, MARAVILHOSO, LANÇA UM LIVRO. Não aguento mais esse cara e nem sei quem ele é. Notas sobre ela, notas sobre ela, notas sobre elazzzzzz... nota a minha mão na tua cara aqui, sua chata.
Falando em livro, e o teu romance, hein, Bruna, sua cretina podre? Por que parou? Vai ir até quando com essa desculpa de crise de criatividade? Puta que pariu, esqueci minha chave na cadeira, como vou entrar em casa hoje? Hummm, e esse boyzinho novo no pedaço? OLAR! Quer ver que é casado há 5 anos e pai de quadrigêmeos? Eu, hein, vou ficar bem longe, pena que é tão bonito o rosto. Falando em rosto, minha cara cansada tá de chorar. Amore, tu tem 27 anos, tu tá na flor da idade, vai curtir tua sexta-feira, sabe? Ah, claro, tu vai assistir Scarface de novo porque, olha, tá passando do TCM, não custa nada... LOSER! Posso ser loser, mas pelo menos não sou biscoiteira na rede do lado igual a c e r t a s p e s s o a s. Vou escrever sobre isso um dia, o mal do biscoitismo desenfreado em rede social. 
Hoje é o dia dos idiotas? Não, eu não assisto The Voice Kids, tia, não sei quem tá na final. Na verdade, eu tenho implicância com crianças fazendo qualquer coisa que não seja brincar e ser criança. Eu tenho pânico de programa com gente cantando. Eu cresci vendo Raul Gil, sabe? É trauma. Ai, faço ou não faço essa pós? Nossa Senhora dos Jornalistas Desgraçados das Ideias, me dê uma luz!!! Hummm, talvez eu devesse sair hoje à noite, tem um tributo ótimo a... a quem mesmo? Não, pera, foi num tributo desses que vi pela última vez aquele boçalzinho... credo, quero passar longe! E ele achando que eu queria casar, disse que eu assustei ele........... amore, olha bem pra minha carinha de quem quer casar nessa vida. Intimidade é uma merda, casamento lembra compromisso e só de pensar em compromisso eu entro em combustão, ainda mais contigo. Sem falar no dress code que não me causa nada além de sono. Se for pra casar, vai ser com um vestido vermelho tomara que caia com uma fenda generosa, dá licença. E certamente não vai ser com alguém que usa Nike Shox num tributo a Creedence. Creedence, porra, lembrei!!! Ai ai, acho que vou tomar uma cerveja e acompanhar o pessoal do flamenco na dança. Que belíssima coreografia em meu útero.






Auxiliou no post: 

Chelsea Dagger - The Fratellis