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Mostrando postagens de 2012

3 passos para o pa pa pa pa-radise

O ''Garota'' já está em clima de doismiletreze (sério?) e eu, como sou uma mãezona para essas gurias queridas que leem minhas crônicas/desabafos/pseudopoeminhas, resolvi iniciar a era dos tutoriais por aqui. Querem levar um fora caprichado e sem volta do boy magia? Trabalhado na crueldade e no talento? Se joguem nos três passos do pa pa pa pa-radise abaixo. E sejam (in)felizes!

1- Além de se encantar pelo homem de forma animalesca e pouco elegante, beije-o como se não houvesse amanhã. Como se estivesse indo lutar na Guerra do Vietnã ou sei lá eu, e nunca mais fosse voltar a vê-lo. Agarre-o pelo colarinho e aja como Edward Cullen quando deu uns pega na Bella, ou seja, dê a entender que estava numa seca sem precedentes. Coma-o vivo praticamente. Sabe quando a leoa vê um invasor na savana? Por aí.

2- Também aja como se ele fosse a última garrafinha de água do deserto do Atacama: deixe claríssimo que só andava pegando trastes/fracassados/garotosdesprovidosdesexappea…

Sobre agradecimentos, coincidências e beijos

Faz tempo que não posto, então farei um ''apanhadão''. Imaginem vocês, que eu havia preparado algumas postagens muito antes da passagem do Natal, porém, em virtude de ter ficado ''sem internet'' por cerca de duas semanas, acabei deixando o bloguinho jogado às moscas - até o presente momento, como veem. Até uma postagem sobre sugestões de músicas com temática natalina eu tinha planejado fazer, mas acabei desistindo - claro, levando em consideração a clássica procrastinada, pois isso nunca sai de moda no espaço agridoce, né mermo? Enfim, se ainda houver interesse, busquem por All alone on Christmas, de Darlene Love (trilha do conhecido de nossas infâncias, Esqueceram de Mim), Christmas is all around me, da trilha do ótimo Simplesmente Amor - lançado em 2003, e All I want for Christmas is you, na voz da musa suprema, Mariah Carey. Três baladinhas ótimas que têm tudo a ver com o clima. Caiam nos fones!

                                                …

MAGINA QUE TRI

E se as entrevistas nos teles, no impresso e etc fossem sinceras? Já pararam para pensar no caos? EI, MAGINA QUE TRI! Enfim, se há um desejo coletivo insano por ‘’pão e circo’’, que, ao menos, esse circo seja bem feito. Whatever... vamos a algumas falas então:

Jogador de futebol falando sobre os três pontos – que, vejam só, não vieram naquela rodada. Pena!

- Fulano, faltou o que para marcar?
- Ah, véio, faltou eu ser bom, né? Não adianta, tô aí por falta de opção, eu sou um arroz, meu! kk o clube não tem plantel, não tem dinheiro pra contratar, tá tudo uma droga kkk. Falando nisso, nem recebi ainda esse mês, pode isso? Bom, nem tô merecendo na real, porque né, pra isolar uma bola na frente do gol, só sendo muito eu kkkk digo, só sendo muito vesgo kkkkk não, pera, só sendo muito ruim kkkk enfim, abraço aí, fé em Deus e boa transmissão!

BBB ansiosa por ingressar na casa mais vigiada do Braseeel, indagada por Vinicius Valverde – o eterno.

- Eaí, fulana, como tá o coração? E a expectativa?
- Ol…

O problema

"O problema da Bruna é que ela dá opinião demais". E assim, dizendo essa frase em algum chá de sermão nos idos dos anos 2000, papai mei que profetizou que eu - sua primogênita - ainda ia me foder muito na vida por ter um bocão sem papas na língua, quase que agoniado por deixar sua marca no mundo. Quase um animal agonizante, que percebe que vai morrer, sem ter chance de ser ouvido - ora porque seu grito não é tão importante assim, ora por pura falta de talento no propósito de compadecer os interessados.
       O fato é que eu sempre fui assim. Como deveras ecoou o grupo rebolativo É o Tchan nas televisões cristãs do Brasil - agora na década de 90 - "pau que nasce torto nunca se endireita''... eu, na minha tortuosidade sem fim, acabei por me converter num autêntico exemplar da garotinha que não sabe controlar a língua, e sai despejando suas impressões pela rua - tipo lixo, percebem? Muitas vezes, já me disseram que eu sou uma pessoa ''engraçada'&…

Ping-pong agridoce

"O que eu vou dizer pra vocês???? Tenho umas ideias super boas de texto, sei lá, fico horas viajando em parágrafos carregados de lascívia agridoce, mas acho que acabo sempre não sabendo me expressar como gostaria. Fico um tantinho prostrada, me acho demasiado mimizenta, e quase sempre acho que tá tudo uma porcaria... ou não, também, sei lá. No fundo, a gente que lida com texto e essa tarefa árdua de provocar sensações no leitor, vive sempre se cobrando pra ser impecável. Isso é um saquinho."

"Imagino início, meio e fim das postagens - mas, claro, pouco me fodendo para a cartilha do bom texto, difundida pelos cursinhos e pelasprofuxasde Portuga: 4 parágrafos, sendo um de introdução, dois de desenvolvimento e um de conclusão, e no máximo de 25 linhas. Elas que tomem no meio do seus acentos circunflexos, eu escrevo o quanto eu quiser - ainda mais quando estiver verborragicamente insana e ridícula. Esses manuais de redação, principalmente de vestibulares, sempre me emputecer…

Carta para um obeso

Cresci, achando que felinos eram vilões. Em meio a situações acompanhadas pela TV, nas quais Tom perseguia Jerry, e Frajola tentava a todo custo jantar o Piu-Piu, ficava fácil alimentar essa ideia - que, hoje vejo, era de uma miopia galopante. Somando-se a isso uma mãe temerosa de que seus filhos - mi hermano e yo - desenvolvessem alergias e demais enfermidades provenientes do contato com os bichanos, estava feita a distância dos peludinhos. Não só isso, claro: estava feita toda uma infância/adolescência achando-os desprezíveis, apavorantes, estranhos e o diabo a quatro. Porém, a vida manda seu recado: eu não estava preparada para Joey...
        Joey, assim batizado por mim em alusão a Joey Tribbiani - o nova-iorquino de alma siciliana menos inteligente de Friends - foi muito petulante na hora de conseguir meu amor e derrubar meus preconceitos - e talvez aí resida a lógica da paixão com que fui atacada tão violentamente na noite de julho em que nos conhecemos. Na ocasião, tinh…

Pegação louca

Pegação louca não é heresia, é fantasia. Pode ser sacanagem da boa, mas é bem mais que isso. Talvez seja uma espécie de feitiço. Não acontece toda hora, não é em toda sexta que vigora. É uma união de almas no mais íntimo de suas necessidades física e psicológica. Nisso, honestamente, não existe lógica. É uma venenosa loteria. É um lapso de bem vinda loucura em um apático dia. Pegação louca é não saber se tem futuro, e querer sofrer toda a incerteza do depois. Nós dois? Não sei. É usar o coração até senti-lo mastigado em questão de segundos. Pegação louca é uma junção de mundos. É carne, é essência, é perfume, é poesia, é verso sacana, é um ato de Nelson Rodrigues, é rock doente no último volume com guitarras ensandecidas gritando. Pegação louca talvez seja amor brotando. Pode não ser, mas quase sempre é um pedaço de vida congelando. Vivo no passado, morto no presente. Pegação louca só se sente. Pegação louca é um pouco mentira e um pouco verdade. No fundo, é uma total insanidade. Quem…

Aleatorize-se

Pois eu, que já havia decorado a ordem de músicas do meu tocador pessoal, resolvi colocá-las para dar o ar da graça de modo aleatório. Que grata surpresa. No aleatório, tudo é possível. A surpresa é sempre grata. Músicas no aleatório é tipo dar uma chance para as supresas deliciosas da vida, é viver sem medo, é abrir um sorriso para o desconhecido e se descobrir encantado - passível de gargalhar como se não houvesse amanhã outra vez.         A cada música que começava, eu me surprendia com a infinidade de possibilidades com que poderia ser agraciada. Desse modo, a californiana Under the bridge, a country escandalosa If it’s make you happy, as guitarrísticas Tunnel of love, Lady writer – entre outras – foram apreciadas de forma singular. Perguntarão vocês que grande porcaria é isso, não? Pois eu garanto que tem graça – e muito! Poderia ser a vez de Caetano ou quem sabe, de sua irmã cantando Vinícius - aquele carioca diabólico? Poderiam ser os olhos cor de ardósia de Chico ou out…

Humor sociológico

Aí, a Agridoce se dirige a uma banquinha de livros, cuja temática passeia pelas ciências sociais, humanas e musicais. Tudo muito lindo, muito de encher los ojos, muito comprável e etc. Eis que suas retinas deparam-se com um livro sobre Noel Rosa, o poeta da vila, o genial sambista - cuja vida foi ceifada precocemente pela tuberculose - e ela tem um ataque levemente histérico. Coisa pouca, sabem.

- NOEEEEEEEEEEEL ROOOOOOSA???? (cara de ''estou vendo os cavaleiros do Apocalipse vindo em minha direção.")

Garoto da Sociologia, ignorando a obviedade, responde: 

- É, é um livro do Noel e talz.

- Que tudo na vida! E tem mais de algum compositor por aqui?

Garoto da Sociologia fazendo gracinha para quebrar o gelo:

- Ah, tem daquele cara, o Che...

Agridoce entrando na onda e ajudando estragando a piada:

- Hum, da clássica dupla sertaneja Che e Fidel????

- Sim, CHECHERERECHECHÊ.

Fim.









Sobre cafeína e rótulos

Cheguei ao teste combinado, um pouco adiantada. E fui recebida na sala onde seria testada, com um singelo oferecimento:

- Quer um copo de café????
- Obrigada, não vou querer, café me faz mal... (favor imaginar essa assertiva dita em slowmotion, como naquelas zoações típicas do Programa Pânico.) 

Foi o mesmo que dizer ''Sim, eu fui cúmplice de Hitler no Holocausto." ''Sim, eu sou a menina que quase foi estrangulada pela boneca da Xuxa, devido ao pacto que ela fez com o cramunhão.'' 

        CHOCADOS!Os senhores daquele recinto ficaram chocados. Eu, jornalista, negando café. E, mais: tendo o disparate de dizer que o fulano me fazia mal. Não adiantou nem eu argumentar dizendo que ''me baixava a pressão e coisa e tal, mas que eu até que tomava umas xícaras...'' Nada disso, minha credibilidade já havia sido abalada para todo o sempre. Poser, essa mina é uma baita duma poser! Se bobear, nem bloquinho ela carrega na bolsa, esse projetinho de jornal…

Amores (im)possíveis

(Escute, lendo What if..., da Blubell. Ops, é o contrário.) 


         Dia desses, eu escrevi um texto sobre o homem ideal. Cêis lembram, né? Tudo muito lindo, muito idealizado, muito amor, mas muito sem sentido. Não que o resto do que eu escreva faça algum, mas eis que fiquei refletindo nesse particularmente, e tive um ímpeto de rir desgraçadamente pro meu reflexo no espelho. Quem eu queria enganar? Quem vocês querem enganar com fórmulas prontas que cabem numa caixinha? Acho que caí na real, que dor. (Sim, o texto é meu e eu faço conclusão na introdução. Se não gostou, é só ler alguma redação chatinha de vestibular, rs)
         Quando se trata do homem - ou vá lá da mulher - ideal, nós, minas e manos, temos nossas preferências nacionais na ponta da língua. Ai, detesto tatuados! Porra, cara, mulher pra mim tem que ter bundão e peitão e saber se arrumar! Ai, adoro engravatados que usam óculos e são magrinhos! Curto mulher que se valoriza e gosta de um bom rock! Não me imagino namorando…

Salada de alface e paixão

E aí que, de repente, não mais que repente, acontece o improvável. Você é premiada pela vida com um cara do jeito que sempre sonhou. Do jeito que queria. Não entro em detalhes físicos e da personalidade, mas, enfim, o fulano é do jeitinho imaginado. Como você sonhou, que vida maravilhosa, não? Só tem um pequeno porém, coisa pouca, um detalhe de nada: você não está apaixonada. Você. Não. Está. Apaixonada. E desconfia que nunca estará, aliás. Detalhe pequeno, diferença brutal.
        Dias passam, e o cara demonstra estar totalmente ''na sua''. Gente boa, partidão. Trabalhador, honesto, um fofo. Ele é um amor, mas para você falta um pouco de loucura - coisa que sobrava com o outro - um que não se importava tanto assim com seus sentimentos, nem abria a porta do carro, todavia fazia você levitar de paixão com um único olhar. Você saiu algumas vezes com o projeto de Brandon Walsh, muito certinho, muito boa companhia, muito atencioso, muito tudo e mais um pouco, mas …

Equilibristas sem talento

Estava eu a pensar, há alguns dias, como é difícil equilibrar os setores da nossa vida. Vocês não acham? Desconfio que nunca consigamos estar ''100%'' em tudo que queremos. Às vezes, você  indo super bem no trabalho, galgando postos de trabalho de gabarito e etc, mas sua vida amorosa anda num limbo sem fim. Sai, vai a bares, dá uns pega em gente vazia e medíocre, e volta solitário para casa. Em outras, distribui mel por onde quer que vá, volta da rua com o celular abarrotado de números interessantes, porém a relação com seus pais beira o Apocalypse Now e sua carteira encontra-se num cruel ostracismo capitalista.      
       Acontece. Bem que tentamos, mas não conseguimos nos deixar em paz, vivemos loucos tentando equiparar os lados, numa frenética competição com nós, nós mesmos e Irene. Definitivamente, não somos justos com... er, essas pessoas, conhecidas pelas redondezas como nós mesmos. Somos mesquinhos, vivemos contabilizando acertos, nos massacrando por…

Sobre Prestes, resignação e o gigante

Olá, meus caros agridocinhos!



         Sobre o que falaremos hoje?? Hum, fiquei na dúvida, hesitei um bocado, mas, por fim, decidi. Eu havia prometido a mim mesma que não falaria de política por essas bandas. Primeiro, porque sempre sou mal interpretada. Sempre. E segundo, porque - na minha humilde opinião - é como dar murros em pontas de facas. Me entenderam, não? Pois é, mas mesmo demonstrando estar alheia a toda essa ''festa da democracia'', não consigo ficar abraçada ao silêncio, fingindo que acho tudo e lindo e etc. Eu sinto ódios extremos. Sinto um nojo que me sufoca. Muitas e muitas vezes, já fui julgada ''alienada" por não participar de forma efetiva de debates e manifestações relacionadas ao já mencionado banquete da democracia, o grande trunfo do povo de poder escolher seus governantes e eleger as melhores propostas. O que eu vou dizer? Eu sinto uma resignação desgraçada, é mais forte que um possível espírito combativo que eu possa carregar. Exis…

Top10 Agridoce

ÊÊÊÊÊÊ!!!! Hoje, tem Top10 na lojinha agridoce. Atendendo a inúmeros pedidos (um, e foi de um amigo, rs), eu volto para lhes contar o que anda excursionando em meus fones, enquanto ando em ônibus diversos, vou à feira, saio para flanar por aí, lavo louças e etc. Não deixem de mandar suas cartinhas, vai que uma delas seja lida no ar, hein? Beijinhos agridoces com muita música, telespecssssss!


1- Vo(C) - Vídeo Hits (Taí um autêntico one-hit wonder. Essa música é tipo um "Come on Eileen", do Dexys Midnight Runners - que também acho ótima, por sinal. Não sei de outra música dessa banda que tenha emplacado (se alguém souber, ignore minha ignorância), mas essa é uma delícia de escutar, sabe. Com esses versinhos ''vou lhe esperar comportadinho no quintal...", sabe? Ai, sabe? Que coisa, sabe? Por que eu fico fantasiando esse desgraçado fofinho e etc quando escuto isso, sabe? Odeio ter essa manteiga na cavidade torácica.)

2- Mystify - INXS (Eu acho INXS uma banda fabulos…

Pode ser Pepsi?

Aí, no auge da tepeême, Bonnie Blue Butler - uma adorável e decidida garota - foi ao bar mais próximo e pediu algo para beber - "algo" leia-se aquele líquido que se aloja de maneira aterradora em nossas bundas, mas segue delicioso e inigualável: Coca-cola, a maléfica, a imperialista, a cancerígena, a toda boa.

- Não tem Coca, mocinha! - disse o simpático - porém azarado - atendente.
- Pode ser Pespi? - prosseguiu, sem medo do perigo.

RESPIRADA DRAMÁTICA DE BONNIE

- Não. Definitivamente, não pode ser Pepsi. Aliás, nunca vai poder ser Pepsi, meu caro. Talvez no dia em que chova canivetes ou elefantes sobrevoem nossas cabeças, aí quem sabe, possa ser Pepsi. , esquece, nem assim. Me dá logo um copo de querosene, acho menos sofrível.

Em seguida, saiu, meio arrependida do showzinho, mas convicta de que nunca poderia ser.









O homem ideal

Eaí? E aí, que eu tava aqui, num tédio soberano, escutando "Love me, please, love me" - aquela breguice francesa sem igual, mas que tem seu encanto - quando sobreveio uma onda forte de devaneios, cujo carro-chefe era a tal incógnita do homem ideal. Ah homem ideal? Mulher ideal? De novo essa ladainha de pessoas ideais e mimimimi? Já disse, não existem pessoas ideais para ninguém, somos todos eternos imperfeitos buscando alguéns que se solidarizem a nossas fraquezas mundanas. Como diria Selton Mello, no filme brazuca "A mulher invisível": mulher ideal - ou, vá lá, homem, minha pauta de hoje - só existe na ideia. Só na idealização. Ah, Selton fofucho, mas quem disse que eu não tenho ideias? Meu homem ideal existe e tá por aí, quase posso sentir seu perfume, ao dobrar a esquina. Loguinho, esbarra em mim, póóódexar.
Meu homem ideal... hum... meu homem ideal seria um santo, para começo de conversa, porque aguentar meu gênio agridoce num é mole, nego. Tá, não é para tanto…

Fanática por mim

Ando pensando nessa história de ser ''fã'' de algo. Que coisa estranha, hein? Geralmente, dispensamos devoção cega a pessoas das artes, sejam músicos, atores, diretores, pintores, malabaristas ou palhaços de circo. Whatever, a gente gosta porque gosta. Eles lá na deles, mal desconfiando da nossa singela existência fanática e cheia de amor para dar, e nós, aqui, no limbo do ostracismo, amando, brigando por eles, indo aos shows e gritando histericamente. Gritando histericamente! Por pessoas que nem nos conhecem! Parei e me vi imersa no absurdo da situação. Creio que esteja faltando calor humano na coisa, hein, honestamente...
, eu sou fã de um monte de gente por aí. Sou fã do Freddie e dos outros incríveis do Queen, sou fã do Meu Amor Buarque, sou fã do Heródoto Barbeiro, sou fã do Lamarca, sou fã do Christian Bale e do Steve Martin. Sou fã da Amanda Peet, aquela fofa. Sou fã dos filmes do Almodóvar porque eles me perturbam e me fazem ver que tentar controlar a…

Festa da vinda

Por muito tempo (digamos que uns 10 anos, rs), eu detestei fazer aniversário. Pode ser que se sintam solidarizados com a causa, uma vez que também aniversariam todo o ano, né, amados? Pois bem, não sei se já tiveram esse ódio incontrolável pelo dia de vossos nascimentos e pela obrigação de estar em paz consigo mesmo e bla bla super resolvida com todos os setores da minha vida, não mais velha, melhor e bla bla bla. Não sei se curtem aniversariar, não sei se têm calafrios só de pensar... talvez isso role com everyone... talvez eu seja the only one... mas hoje vou lhes contar uma história pra boi dormir.


15 MINUTOS DEPOIS


          Demorei??? Tava lá mandando um e-mail pra Marthinha. Sim, a Medeiros, a escritora, aquela criaturinha genial e porto-alegrense... aniversariamos no mesmo dia, e - desde que eu soube - vivo me gabando do feito por aí, porque, né? Ela é uma das minhas favoritas (sei que de vocês também, rs)... e eu mando e-mails emocionados, desejando mais livr…

Top10 Agridoce

Agora, toda semana, terá um post especial, falando sobre meu intrigante gosto musical. Tenho um puta ciúme do que eu escuto (?), mas vou dividir com vocês o que anda passeando nos meus fones, enquanto eu ando pela cidade com aquela cara habitual de pateta. , mentira, não vai ter porra de post nenhum, detesto ficar presa a regrinhas de postagem, só me deu uma súbita vontade de vir falar disso - claro, pois nada de mais interessante povoa meus neurônios no momento. Vi que ando escutando com super frequência as canções a seguir. Sintam-se inspirados. Sintam-se musicados, música nunca é demais, né?

1- Matriz - Ramirez (Ah, super fofinha, super Malhação, super-tenho-16-anos- e-sonho-com-um-carinha-meloso-que- me-ponha-no-colo-e-cante-para-mim-e-meu-All-Star-surrado. Tô pouco me fodendo para o fato de que isso é Emo e etecetera, só quero saber se posso voltar pro Sweet Sixteen.)

2- Quero que vá tudo pro inferno - Roberto Carlos (Tamo junto, Rei, se bem que na cidade onde eu tô mor…

Sobre notícias sem-sal e reportagens charmosas

Eu sempre achei as notícias sem-sal. São sucintas, vá lá, têm sua serventia, enchem de novidade a vida dos transeuntes por aí, mas não queiram elas ter o charme das reportagens, dos livros-reportagem. Elas são frias, são pálidas, não escavam, não procuram além do que o fato oferece – ele e seu miserável lead. São ótimas, claro, super servis, informam com maestria, apavoram com crueza ímpar, embebedam de realidade todo o boteco..... ah, mas não queiram elas, no alto da sua previsibilidade, ter todo o arsenal de suas primas-irmãs. Tirem o editor-chefe da chuva, suas recalcadas. No Jornalismo, você aprende que deve ser breve. É tipo fazer um charminho e sair de cena. Conte o que, quem, quando, onde, e, se der, alguma outra coisinha e vaze, seu exibido! Seu leitor/ouvinte/telespectador não tem tempo para conversinhas para boi dormir. Tá, tudo bem, a gente entende. Mas é que... ah, sabe... eu não tava preparada para essa economia. Eu sou leonina, meu bem, sou tudo, tudo – menos breve. Sou e…

Sou e não nego

Brasileiro só aceita título se for de campeão. E eu sou brasileiro. (Ayrton Senna)


Mas o meu coração é brasileiro... (Natiruts)


(...) pouco executado pelas rádios brasileiras, Tom Jobim só encontrava o reconhecimento e os prêmios no Exterior. Dizia que o único país onde o atacavam era o Brasil. Uma vez lhe perguntaram por que sempre retornava.

- Volto para me aporrinhar. Para responder a esse tipo de pergunta. Para ser um dos 5% de brasileiros que pagam imposto de renda. Para perder o apetite ou morrer de indigestão. Volto porque nunca saí daqui – retrucou.


       De repente, eu tava ali, com a face sendo inundada por lágrimas, e o fato é que nem queria me conter. Poxa, finais olímpicas em que o Brasilzão é protagonista me fascinam um bocado. Me extasiam profundamente, pois, ali, na quadra, há um engrandecimento de uma pátria constantemente espezinhada. Maltratada. Seguidamente, pelos seus próprios filhos, aliás. Ali, no braço, na superação do atleta, por vezes desconhecido, surge um ím…

Relato piegas

Vou contar um segredo procêis: eu sou piegas pacaraleo. Uma chorona, vivo fazendo draminha à la Paulina Martins em A Ususrpadora. Super acredito em princípios, valores, amo um idealismo furado. Enfim, uma otária completa. Goethe e seu jovem Werther, por exemplo, me fazem entrar em profunda catarse.            Em se tratando do amor, por exemplo. Ahhh... o amor! Essa pulguinha atrás da orelha insistente. Sou tão piegas, que, por mim, nunca, jamais, em hipótese alguma, haveria desencontros. Tipo aqueles sobre os quais, meu Poetinha escreveu... nanana, não haveria sofrimento, nada de dores-de-cotovelo e vontade de chorar baldes. Na maternidade, nasceríamos com um itinerário amoroso e estaríamos fadados a viver algo verdadeiro: não passaríamos a vida inteira dando topadas na parede, insistindo em relações, ou, vá lá, platonismos que só nos machucam. Lindo de ver, almas gêmeas seriam uma realidade. Bateu o olho, foi correspondido, amou de verdade, ficou a vida inteira. Simples assi…

Prazer, balada

Copos cheios Corações vazios Luz colorida Por que viemos?
Prazer plástico Veneno indolor Pulsa a vida Mas não somos o que temos
Dor que sorri Paixão que corrói Não parece ter saída Isso que vivemos
Medo calado Pista sedutora Corpos quentes Mas que ainda têm fome
Vento gelado Nexo sem sentido Amnésias recorrentes Afinal, qual é teu nome?



Curiosidades agridoces

Como há um público muito seleto que clama por entrevistas aqui neste espaço, aqui vai uma EXCLUSIVA, feita pela produção do "Garota Agridoce" com a mina agridoce, Bruna Daniele Castro, diretamente do Castelo de Caras. Um luxo só. Confira!



Qual a sua lembrança de infância mais remota?
Eu fingindo que tava dormindo pra não ir ao jardim de infância de manhã, nos idos de 95. Me achava muito esperta. Aí, como meus pais eram coniventes com meu soninho rebelde, eu ia no horário da tarde e as freirinhas sempre me repreendiam. Lembro até hoje “Bruninha, tu não estás no teu horário..’’ (risos)
Maior ídolo na adolescência? Sei lá... acho que o Freddie Mercury, pela intensidade e magnetismo. E teve aqueles gurizinhos de boy bands, claro, peguei a fase áurea do KLB, logo...
Onde você passou as suas férias inesquecíveis?
Bah, quando eu tinha uns 8 ou 9 anos, ia pra uma fazenda de uns conhecidos da minha vó materna. Só hoje vejo o quanto aquele tempo era fabuloso. O verão de 2011 também ainda…