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Mostrando postagens de Fevereiro, 2015

Sobre o exército imbecil da curtida e o jornalismo colaborativo

É claro que o último post ia dar pano pra manga. Daria uma camisa inteira. Porque o fato é que eu maculei o sagrado tecnológico de cada um que já fez o que condenei - talvez, muitas vezes, sem noção do alcance de sua atitude. No geral, as pessoas acham simplesmente que podem postar o que quiserem nos seus perfis. Queime no inferno, sua hipócrita! Queime, Bruninha, queime.
É notória a utilidade da ''instituição compartilhamento'' para fins de caráter social, de difusão de conhecimento, de promoção de relacionamentos. Eu, por exemplo, sou team-compartilhar-foto-de-cachorrinho-e-gatinho-pra-achar-lar-forever, dane-se quem não gosta. É saudável e diria mais: é necessário. No jornalismo, que foi uma esfera que citei anteriormente, por exemplo, vemos casos de pessoas que reportam amadoramente aos veículos, fatos por meio de vídeos e fotos - e, assim, auxiliam repórteres que não puderam, por algum motivo, ''pegar'' determinado ato in loco. Esse tipo de contrib…

Exército imbecil da curtida

VAMO LÁ, BRASIL, QUE HOJE A ESTUPIDEZ TÁ NOOOOOTA 10

Eu até não sei como não escrevi antes sobre isso que estou prestes a escrever, visto que é algo que me embrulha o estômago desde sempre. Tá aí, tô aqui abobada pensando que nunca veio o insight pra comentar isso, essa nojeira de compartilhamento em massa da desgraça alheia, muito mais evidente, claro, nestes tempos escrotos de Facebook e smartphones inteligentíssimos - ao menos no nome. Galera vai lá e compartilha foto de cão ensanguentado. Galera vai lá e compartilha foto de acidente. Galera vai lá e compartilha foto de corpo estirado no chão. Galera vai lá e compartilha foto de gente espancada, QUAL É, MANO, CÊS PERDERAM A NOÇÃO DE EMPATIA? Quer dizer, vocês já tiveram algum dia empatia pela dor alheia, digo, antes de ter um celular com câmera? Ou esse emburrecimento veio como bônus na nota fiscal?
Mais que a atitude infame de fotografar e sair por cima como canal de notícias local, o que me deixa puta da cara mesmo são as curtid…

Henrique e Juliano - os manés

Poucos músicos fazem umas letras tão sem verossimilhança quanto os universitários, aqueles. Adoro, mas pra rir por dentro, sabe. Caso eu vá a alguma baladinha de música sertaneja universitária - e olha que sertanejo universitário é beeeeem diferente de um sertanejo gostosinho tipo o doAlmir Sater, por exemplo -, não raro, eu viro para quem está comigo e comento:''amiga, olha essa letra, presta atenção''. E me mato rindo. Sozinha, claro, porque esse é o meu destino na vida. Enfim, sobre o Henrique e o Juliano, por exemplo. Umas graças, mas né......... ai, que preguiça. Acompanhem comigo antes que eu pegue no sono:
Aqui sentado nessa mesa  Só o copo de cerveja é minha companhia E essa casa está tão cheia E parece vazia sem você comigo
(Um clichê horroroso, né, meu povo? Nem vou me dar ao trabalho.)
E hoje está fazendo um ano Aqui no meu calendário ainda está marcando O dia, o mês, foi a primeira vez E o que me prometeu, será que se esqueceu?
(Gatinho, o calendário mudou, o ano mud…

Se chorar, não poste

SE BEBER, NÃO DIRIJA
SE CHORAR, NÃO POSTE

Foda-se. Vamos lá. Eu sou um tipo desgraçado de entender. Eu nunca tive compreensão. Eu simplesmente não deveria existir do jeito que eu existo, mas cá estou, entregue à teatralidade miserável da vida real.

QUE TE DEIXA SEM FONE DE OUVIDO NA ENCRUZILHADA CONVULSIONADA
SEM FONE, SEM CARINHO, SEM LENÇO, SEM DOCUMENTO

A droga do fone simplesmente esfacelou-se dentro do meu bolso, como que por encanto. Deve ter sido no momento em que eu, muito provavelmente, me debulhava em lágrimas, honestíssimas lágrimas. Ai, fone, por que tão sorrateiro? Por que me deixaste, oh, pequenino e empoderador ser? Sem você, a catarse não é a mesma. Sofrer sem trilha sonora é o pior dos castigos. Chorarei também pelo fone derramado.
Fui ferida, porque viver é se ferir. Acho curioso quando no meio de um embolamento de ideias que não se reconhecem, alguém solta um ''tu é louca'', a fim de desestabilizar a outra parte e entregá-la ao pavor de talvez não rec…

CARNAVALZETA

ALALAÔ Ô Ô Ô 
MAS QUE CALÔ Ô Ô Ô
Não vou poder fugir, né? Falemos então dele, o magnânimo. Assim, o carnaval esconde um código de manifestações que eu não consigo entender. Fico deliberando sobre comigo mesma e não acho saída. (Com uma expressão facial tipo aquela do Chris, quando Greg Wuliger comenta que tem uma menina ''muito na dele''. ''Cara, ela tá tão na sua'', eis a frase.) Não tô falando positivamente ou negativamente, apenas como uma observadora, que sou, da realidade - que ônus na vida, a propósito. Claro, é fascinante essa coisa de pensar, pois nos sentimos o suprassumo da cadeia evolutiva da vida terrestre, mas é inevitável constatar que talvez pudéssemos ser mais serenos - isso mesmo, serenidade é o sentimento - sendo robôs. Bom seria... robotizar a existência para não perder tempo tentando explicar o que não se explica. Eu, por exemplo, não perderia meu precioso tempo antropologizando carnaval e seu modus operandi com cara de Tyler James Wi…

Sobre o litoral farroupilha e a polêmica do comunicador

O texto do tal comunicador sobre nosso litoral farroupilha mexeu aqui com meu senso de ridículo, logo, também vou opinar. O fato é que não vi nada demais. Tá engraçado? Não sei, sabe, para achar determinada coisa engraçada, é preciso estar a par do objeto que faz graça, dos seus antecedentes, e não sou discípula do cara. Não por nada, só não sou - nem dele, nem do programa do qual faz parte - então, pra mim, soou forçado. Achei alguma ou outra coisa sagaz e bem escrita, mas opino como uma pessoa que dá uma olhada nos textos alheios, a fim de ter repertório. Não achei ofensivo, só, sei lá, irrelevante? Mas, beleza, tem quem tenha achado ultrajante, minha nossa, Bento Gonçalves está a chorar nas trincheiras, alguém leva esse ''catarina'' para fora de nossos domínios já.
Fiquei a pensar que grande parte da possível ofensa residia no fato de o cara ter nascido em Santa Catarina, e, né, onde já se viu essa gente falar mal do Rio Grande do Sul? ''Ai, Bruna, você está…

Os hominhos e a astrologia

Astrologia é aquela coisa: não acredito nem desacredito. Na real, acho que serve pra gente se sentir menos culpado pelas merdas que faz na vida, né, migos? Tem quem odeie e tem quem ame. Eu, no caso, tô sempre dando uma olhada, confesso. Não custa nada. Sei que vocês também olham. Abobrinha por abobrinha, poderia citar umas histórias de como a astrologia previu tudo direitinho. Enfim, tô aqui de bobeira e resolvi fazer análises sobre os hominhos com quem já topei neste jogo pedregoso que é o amor, baseando-me no meu parco conhecimento astral. E também porque eu li um livro muito engraçado a respeito, dia desses, e não paro de rir.

ÁRIES: Não tenho muita propriedade para falar dos arianos, só sei que fiquei encantadíssima por um na praia, certa feita. Só que ele morava longe, enfim, mas parecia ter uma personalidade instigante, gosto de gente assim. E ele era de fogo, o que muito casa comiguinho. Só não vem ser esquentadinho pro meu lado, que vai levar um corte. Detesto gente estúpida.…

Depois

''DEPOIS DE TANTOS DESENGANOS, NÓS NOS ABANDONAMOS COMO TANTOS FICANTES''


Quero que você vá pra puta que pariu
Hei de ir pra lá também
Depois de varar madrugadas, esperando por nada
De aguardar nem que fosse um não
Em vão
Tu viraste-me as timelines
Não digitou as respostas
Que eu preciso atualizar

Quero que você baixe uma versão do android melhor
Hei de baixar uma melhor também
Nós dois já tivemos conversas
Mas venceu nosso Vivo Tudo
Não podemos negar
Foi péssimo
Nós fizemos históricos
Pra ficar na memória
E a cabeça nos desgraçar

Quero que você viva sem fazer check-in
Eu vou conseguir também
Depois de aceitarmos as mensagens ignoradas
Vou trocar seu whatsapp pelo de outro alguém
Meu bem, vamos ter liberdade para trovar à vontade
Sem sacanear mais ninguém
Quero que você seja infeliz
Hei de ser infeliz também depois.



Desculpe, Marisa.
Marisa, sabia que você é minha cantora nacional preferida? Deixa pra lá.










Sobre matar uma postagem e joguinhos mentais

Tô aqui, com uma cara de pateta, olhando pra tela deste famigerado notebook, imaginando que se eu mentalizar, o texto que escrevia há uns minutos voltará. Ele volta, tem que voltar. Ok, ele não vai voltar, reconheçamos o óbvio, a droga não salvou. Parece muito com algumas coisas que já fiz na vida. Abre outro rascunho aí e cala essa boca. Olha, ele, o texto, tinha potencial. Tava ficando do jeito que eu gosto - eu, que nasci assim tão enjoadinha exigente pra gostar de algo. É bem verdade que não são uma unanimidade nem pra mim mesma, mas tenho que confessar que ó: dos meus textos eu gosto. Da maioria. E não é uma autoestima pseudo-literária forçada, do tipo ''se eu não gostar, ninguém gosta''; eu realmente sou louca por essas abobrinhas adoráveis que escrevo, de coração.
Tá, mas não é sobre isso que vim falar. Quer dizer, no finado texto que ficou perdido aí no submundo do Blogspot, falava eu sobre jogos de poder. Joguinhos mentais, sabe? Aquela coisa de ver quem domin…