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Mostrando postagens de Outubro, 2016

Orna Donath e o Regretting Motherhood

Lá vamos nós de novo. Acabei lendo uma entrevista de uma socióloga que afirma não existir o tal instinto materno. Polêmica à vista. Aí eu gosto, porque polemizar - dependendo do assunto - nem sempre é gastar energia de graça. Muitas vezes é simplesmente pensar fora da caixa. Que delícia, vocês deveriam experimentar.  A israelense Orna Donath, em seu recém lançado livro Regretting Motherhood, entrevistou 23 mães que se arrependem de terem tido filhos. Chocados? Que nada, isso deve ser mais comum do que pensamos. E amor não tem nada a ver com a questão. Estou convicta de que se pode amar imensamente um ser, e ter ojeriza à relação e às circunstâncias tidas com esse ser. É claro que se perguntarmos a nossas mães se elas se arrependem da concepção, as coitadas vão desfiar um rosário dizendo que é uma indagação descabida, que fomos a melhor coisa que aconteceu na vida delas e blá blá - e longe de mim ser responsável por um congestionamento nas salas de espera dos terapeutas de vocês -, ma…

Dia mundial de amar o Cartola

Eu tinha tudo para dar certo na vida, mas conheci o Cartola com 15 anos. Juventude roubada é pouco. Foi assim, eu fui ver Cazuza - O Tempo não Para no cinema sozinha (ênfase no ''sozinha'', porque amo ir sem ninguém mesmo), e naquela cena fatídica em que Roberto Frejat todo mauzão dá um chilique dizendo que o Barão toca rock, porra!!!! ecomeça aquela intro doída de "O mundo é um moinho", eu entendi um pouco da vida. Aí não teve jeito. O Agenor Cazuza deixou o Barão Vermelho, e eu deixei a sala, maravilhada, conhecendo uma pista do Angenor de Oliveira, ou se preferirem... Cartola. Aqui até cabe uma curiosidade: diz que o exagerado detestava se chamar assim, porém passou a gostar quando descobriu a coincidência com o icônico mangueirense - que teve a letra n adicionada ao nome devido a um erro de registro. Espero que eles tenham falado disso quando se encontraram. Gosto muito de ambos, mas o sambista me comove, me deixa catatônica. É muita sabedoria para algué…

As questões dos minions e da passagem do tempo

Um dos maiores medos da minha vida é começar a compartilhar Minions Irônicos ou Qualquer Personagem De Novela Indelicado na rede ao lado sem nenhum pudor. Imagina só, ir dormir sendo um ser humano normal e acordar no outro dia... glup, uma tiazona. Se eu começar a compartilhar videozinho de receita, aí é pulinho do 13º andar. Que terror. É claro que eu tenho medo de envelhecer. Rezo para envelhecer cabeça e bem, com o mínimo de sintomas possível. E sem minions, lógico, que moda desgraçada. Mas queria mesmo é fugir dessa obrigação de passar os anos. A juventude é tão boa. Inebriante. É ter uma folha de papel em branco no caderninho da vida (cristo, que cafona isso!). Dá para escrever qualquer coisa ali, tudo é permitido. Talvez por isso estejamos tão doentes e ansiosos: diante de todas as possibilidades do mundo, bugamos e congelamos nas próprias ambições. A juventude é um concerto de rock, uma madrugada insana na rua, no copo, desce mais uma dose que hoje eu vou me acabar! Coisa boa …