terça-feira, 31 de dezembro de 2013

O que eu desejo tem nome e está aqui

E então? Então que eu vim aqui, humildemente, fazer meus votos a vocês para o tal doismilequatorze, porque, muito embora eu seja avessa a sentimentalismos encomendados, também tenho um coraçãozinho passível de virar manteiga nas viradas. Ok. Nas viradas e em tudo que é situação: o fato é que eu sou uma manteiga derretida ambulante - ainda que disfarce razoavelmente. Quem eu quero enganar? Afe.
Bom, eu desejo que no novo ano - ou amanhã, enfim - vocês descubram suas verdades e grudem nelas, apesar de tudo e de todos. E se alimentem da força que habita vossas almas sedentas de felicidade. Porque vocês podem tudo. Um espírito radiante é capaz de promover mudanças - eu acredito, sabe. Desejo que pensem em trabalhar em algo que amem - e não em algo que possa enchê-los de dinheiro. Tá, tá, eu sei que dinheiro é bom, mas não vamos dar tanta moral assim pr'ele, né? Desejo que vocês escutem menos Jorge e Mateus e mais Jorge Ben Jor. Ou mais Jorge Drexler, que também é uma pedida ótima. E que estreiem, quem sabe, um outro Jorge - o argentino Borges - assim como eu farei, por não aguentar mais o fardo de nunca ter lido nada deste moço. Desejo que vocês leiam mais, aliás, porque livro é uma coisa maravilhosa realmente. Não queria ser chata, sabe, mas a literatura tupiniquim é uma delícia. Um Drummondzinho de leve, às vezes, não cai mal. Sei que os não-sei-quantos-tons é que estão na moda, mas uma Cecília Meireles, um Guimarães Rosa, um Castro Alves, um Machadinho? Não é coisa que se ignora. Não custa nada. Desejo que leiam ainda sobre política, que tentem aprofundar suas opiniões e abrir a mente para o desconhecido - porque, se não, pouco adianta sair gritando que o gigante - este indecifrável - acordou. Porque, se não, é quase sonambulismo.
Eu desejo que desejem o que já têm, o que já conquistaram - e que se perdoem pelo que não conseguiram fazer. Eu desejo que, quando tiverem o ímpeto de se fotografarem em frente ao espelho, parem, olhem para a superfície em questão e se admirem, se gostem do jeito que são - e aí, fotografem um cactus, sei lá. Não há nada de errado em fotos no espelho, eu sei, mas creio que haja uma espécie de patologia se instalando, fiquem atentos ao exagero. Eu desejo é outros exageros, aqueles. Eu desejo que vocês vendam saúde física, porque sem ela nada é possível. E desejo vontade, porque vontade é o mais eficaz dos combustíveis. Eu desejo que não desejem celulares moderníssimos, se antes não aprenderem a conversar, a trocar ideias, a debater, a esbanjar gentilezas. Do fundo do meu coração, desejo que vocês sejam mais gentis amanhã. E entendam que vocês não têm inimigxs, invejosxs e o diabo a quatro querendo passá-los para trás. No máximo, alguns fãs - e fã, a gente trata bem. Desejo que vocês tenham gatos (cêis acharam que eu ia esquecer?) e aprendam a amá-los com as peculiaridades que lhes são características. Desejo, enfim, que, caso nada surta efeito, toquem o foda-se com gosto, pois também é deveras terapêutico. Mas tem que ser um foda-se do fundo da alma. Há uma lenda que diz que o tal ''foda-se'' é imune a indiferenças forçadas.
Ah, e desejo que vocês sigam me lendo, me acompanhando, porque eu não pretendo parar tão cedo. E tragam mais leitores, sempre e sempre, pois coisa boa merece ser apreciada, néam? Hihi.


Seguimos juntos em 2014. Feliz virada!

Beijão






domingo, 29 de dezembro de 2013

Sem admirar, não rola

Vocês já devem ter passado pela situação, óbvio. Se perguntarem o que viram em determinada pessoa e por que, hoje em dia, parece improvável terem nutrido algum sentimento por ela. Seria hipocrisia dizer que eu não me arrependo de ter dispensado atenção a certos caras por aí, mas tenho amadurecido quanto a alguns estigmas amorosos conhecidos. Tipo, renegar alguém que já me deixou com borboletinhas no estômago. Não dá, cara, é babaquice. Ok, a borboleta, digo, a pessoa teve sua importância. Fim.
Porém, agora vamos esculhambar com o bom-mocismo do parágrafo acima: simplesmente tenho vontade de vomitar quando lembro que já me interessei por uns figuras aí... quer dizer, o vergonhômetro alheio nem existe mais para contar a história, já explodiu há eras. Bem escroto admitir isso, sabemos, mas rolam uns arrependimentos escabrosos, no puedo evitar. Dia desses, estava eu de bobeira neste antro de perdição conhecido como internets, quando acabei topando com a página de um menino que deveras já incendiou meu discernimento. Foi curioso - para não dizer bizarro. Instintivamente, comecei a ler alguns de seus compartilhamentos - aquele julgamento raso básico a que estamos habituados nesta era facebookiana moderna - e, olha, foi difícil não sentir nojinho em relação a um específico. Que criatura é essa? Que merda, hein? Que babaca! EEEEEEEEEW.... - nada muito argumentado, como é perceptível. Aliás, pouco deste texto está razoavelmente fundamentado, a verdade é que eu só queria desabafar mesmo acerca de como certos posicionamentos podem trucidar com a admiração que temos por outrem. E, sabe, sem admiração pouca coisa dura. Sem admiração não há tesão que vá longe. Sem admirar, não rola.
Algum replicador maroto aí na sala talvez me diga que eu não posso julgar por uma página. Claro que não numa totalidade, meu chapa, mas você há de convir comigo que muito do que reproduzimos nas redes carrega nossa essência, o âmago dos fatos, vide Samuel Rosa. Logo, o meu vômito - ainda que figurado - segue soberano e indiscutível.
Você, leitor sagaz, certamente já se ligou que determinada postagem que me enervou é de cunho político. Sabe, nós, aqui do site, estamos longe de ser extremistas em relação ao assunto, mas também não perdemos tempo discutindo sobre certas cicatrizes sociais. Não voltamos atrás e cabô - excetuando-se, claro, alguma situação em que um extraordinário argumento seja desenrolado. Mas não, não era o caso. Não sei se me sinto envergonhada com o fato de me confessar intransigente, ou orgulhosa por me apegar a um princípio que nada contra a correnteza. Só sei que é sempre um embrulho gratuito no estômago perceber naquele lapso de segundo que o fulano em questão não pensa como você... tipo, é uma pena, dê uma outra volta no quarteirão, pois a gratuidade não se instalou aqui, minha cara. Aham, é um idealismo bem fodido, amiguinhos, mas isso, para mim, é o começo do fim. Pior ainda é quando a criatura finge que partilha da sua opinião, única e exclusivamente para fomentar uma situação, cês sabem qual. Aí é de chorar no cantinho. Bom mesmo é quando uma palavra cola na outra sem querer, no meio duma conversa aleatória numa fila de festa, e tudo faz sentido, ainda que só naquele minuto. Ou quando um jeito de olhar para a vida simplesmente faz eco no jeito do outro olhar a vida, e um silêncio de aprovação faz mais barulho que tudo. É idealismo fodido, mas também pode ser magia acontecendo. E, às vezes, não é que acontece?


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Explorers - Muse






segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Eu, o Marinho e o croissant de chocolate

Aí, ontem, numa destas provas de seleção da vida, veio a tiracolo na prova, um texto incrível da Cláudia Laitano. Puta crônica! Tanto gostei do pensamento da Dona Clau, que, após a leitura, fiquei tentada a ovacioná-la. É, aplaudir mesmo, eu e a prova, barulhão e tudo. Mas fiquei na minha, porque né, não preciso de mais motivos para ser tachada de louca. Só fiquei pensando: que baita cronista essa mulher! E aí, enquanto eu viajava nas questões de Português, fiquei a pensar, de soslaio, quase que inconscientemente, nesta ingrata - porém deliciosa, admito - tarefa de ser cronista. Porque o cronista é um atirador de opinião. Ele fica ali, na dele, observando, emprestando um olhar crítico, tentando promover uma reflexão de um jeito engraçadinho e cativante ao seu eleitorado. E, inevitavelmente, muito da sua credibilidade acaba vindo da sua atuação profissional de antes do delicioso e libertador ato de simplesmente escrever, sei lá, uma coluna no suplemento do jornal de sábado.
Mas, pera lá, não quer dizer que os cronistas estejam em uma posição de destaque única e exclusivamente pelo acaso do destino: é evidente que muitos deles são ótimos. Mas talvez alguma centelha de suas famas, a exemplo da Claudinha, tenha pegado carona em anos de labuta como repórter ou editor em uma redação de prestígio. Em alguns casos, o cara era cantor, teve uma carreira promissora na música, sendo convidado, anos mais tarde, a dar pitacos num jornal de renome nacional. O que o impede? Ou o cara fez tantos gols nos Paulistões da vida, que acabou como um ás da coluna esportiva no Estadão. Quem pode culpá-lo? Eu diria que a crônica é um dos gêneros mais democráticos que existem, estando ao alcance de qualquer zé que sinta necessidade de poetizar o cotidiano. Ou criticá-lo ferozmente, que mané poesia, moça! Munido de uma observação decidida e uns parágrafos fazendo gracejo, não há impedimento. É só escrever - e tal exercício exorciza, vocês hão de convir comigo.
Um dia após a final da Copa do Brasil de 2001, o conhecido da crônica esportiva gaúcha - e gremista até dizer chega - Paulo Sant'Ana, no auge da emoção pelo tricolor haver copado o torneio, não teve dúvidas: fez do seu texto uma canção de uma nota só. Tratou de escrever umas trocentas vezes o nome de um dos heróis (dizem, não me lembro do jogo, muito embora eu tenha assistido a uns lances) do título, o tal Marinho - zagueiro que jogou na Azenha nos anos de 2000 e 2001 - e estava feita a crônica da celebração. Pra que mais? Deixa ele, pô, ele estava regozijado com a atuação do Marinho. Percebem? É como se o coleguxo da Cláudia Laitano estivesse usufruindo de uma espécie de licença-cronística, uma vez que, em virtude de anos de amor à camisa, ele simplesmente podia escrever o que bem entendesse. No caso, uma declaração ao xerifão, por que não? E eu, que sou apenas uma anônima com boas intenções, entro no mundo dos cronistas celebrados por que porta mesmo? Vou eu escrever umas vinte linhas de croissant de chocolate, croissant de chocolate, croissant de choc... e vocês vão me tacar pedras. Eu tenho que comer muito feijão para poder, eu sei. Sorte minha que eu tenho fome. Muita fome.



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You got it - Roy Orbison







segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Sobre trocentos rascunhos que não viram a luz do dia, camaros amarelos, e ilusão como prova de estar no jogo

Não gosto de espaçar as visitas, mas acontece que minha inspiração anda num limbo desgraçadinho. Não gosto disso, e, olha, não é frequente: eu sempre ando com a cabeça fervendo de indagações prontas para virarem textos. Mas tem vezes em que acontece, néam? No fundinho, mas bem no fundinho, deve ser a tal pressão do final do ano, certo que é. Retrospectivas, planos, contabilizações de acertos e erros - aquela cantilena conhecida que nos persegue, mesmo que não queiramos. Vocês não sabem, mas, geralmente, quando eu sofro de crises que me bloqueiam as palavras e me fazem sumir, é porque eu já estive por aqui e abri uns trocentos rascunhos que não viram a luz do dia. Eu ensaio, busco uma energia figadal - cês sabem, texto bom é aquele feito com as entranhas - mas aí vou me embananando. Em suma: não sai nada, porque eu já me distraí com a brisa, com o meu gato se espreguiçando com as patinhas coreografadas, com a manchete do jornal que, olha, dava uma crônica melhor e... fim. Lá vai o rascunho ser descartado. Pobre rascunho. Foi mal aí, rascunho, não foi a intenção. Eu iludi o rascunho.
Eu iludi vocês quando falei que não apareceria com frequência, em virtude de outros projetos aí - e o fato é que eu apareci mais do que previa e fiquei satisfeita com isso. E vocês ganharam mais postagens. E, se eu falo assim, é porque eu sei que vocês aparecem e leem - nem que seja para rir e se perguntar ''o que que essa mina quer com esse blog, escrevendo abobrinhas?''
Não que eu me dê importância, sabe, longe disso, mas sempre tem um zé para nos ridicularizar, colocar em xeque o que curtimos fazer - ainda que seja anonimamente. Os fazedores sempre serão massacrados por não fazedores e também por fazedores de outras coisas que não blogs, e o mundo gira e estamos conversados e vacinados. Eu acho o sertanejo universitário o nível musical mais degenerescente a que o ser humano pode se prestar, mas né, nem por isso os camaros amarelos deixam de circular, lépidos por aí, cagando para a minha existência. A galera segue arrochando, e eu sigo escrevendo abobrinhas. E é isso aí.
Mas, falando sobre ilusões (só para que este papo tenha alguma finalidade), é sempre uma coisa curiosa, né? Como iludimos, às vezes até sem querer. Talvez do jeito mais trivial possível, tipo, dizendo que ''vamos, sim, naquela festa, fulana'', mas, ainda assim, fazendo uma trapalhada gigante com a expectativa alheia. Como somos, também, iludidos por nada mais que nossos próprios pensamentos e vontade de enxergar o que queremos enxergar. O fato é que somos marionetes a serviço da ilusão, sempre, toda hora. Caminhando na rua, falando no telefone, fazendo planos mentalmente enquanto tomamos banho, cozinhando e esperando que a receita dê certo...  
Lógico, existem níveis e níveis de ilusão - tá certo isso? - e ''sofrimentos'' condizentes (porque ilusão só faz sofrer, certo?), todavia não consigo ver só o lado obscuro delas, as ilusões. Às vezes, só quer dizer que a gente tentou. Tentou e não deu certo. Ok, na próxima, dá. A gente se ilude, se recupera, segue vivendo, porque se iludir é estar no jogo, por mais que seja cruel, sacaram? E, no fim, a gente sempre dá a volta por cima, nem venham com papinho derrotista - que o digam meus rascunhos relegados ao ostracismo da lixeira, que, de uma forma ou outra, trataram de existir em outras postagens. Eles estão aqui também.



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Fly away from here - Aerosmith








quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Não troco o meu James Bond por você

A solidão assusta, claro que assusta. Solitude não é o projeto de vida de ninguém na vida, não é mesmo? Mas eu convivo bem com a ideia. Não que eu seja uma pessoa sozinha, longe disso, modéstia à parte, sempre dou um jeito de ter uma boa companhia do lado, de estar cercada de pessoas legais. Todavia, quando acontece, não deixa sequelas. Definitivamente, não sou o tipo de pessoa que perde um filme, por falta da dita ''parceria''. Ainda mais sendo o novo do James Bond. Jura!
Eu gosto de ficar sozinha, acho de grande necessidade. Eu me aprecio, gosto da minha companhia, do que eu descubro enquanto testemunha de mim mesma. É sempre libertador. E é meio curioso confessar isso, porque pressupõe que eu sou uma extraterrestre: quase ninguém que conheço é muito fã de uma solidãozinha. Deve haver, claro, mas, no geral, eu noto relações marcadas (ainda) pela posse, pelo controle, pelas cobranças, pela zaga retrancada - ainda mais em tempos esquizofrênicos de redes sociais (esquizofrênicos, sempre escrevo isso). ''Por que não me ligou, fulana?'' ''O beltrano tá estranho, não me ligou mais...'' "Vou parar de ser disponível, ninguém me valoriza...'' Blergh. Preguiça de quem se dá importância demasiada. Preguiça crônica de quem se leva a sério demais. Na boa, não se levem a sério, isso que a gente atravessa todos os dias não é nada demais, é só vida, coisa boba. Você também é coisa boba, ninguém está tão preocupado assim em chateá-lo, em bolar planos maquiavélicos para fazê-lo sofrer. Não crie casinhos, não alimente bolas de neve. Escreva textos sarcásticos, que é mais negócio. Bole um stand-up, ao menos os outros vão rir da sua desgraça - se é que é uma desgraça mesmo.   
Lógico, Batman, quando gostamos, sentimos ciuminhos, sensações estranhas que talvez não sejam nada mais que amor trajando outras máscaras. Eu sinto. Até hoje, tenho acessos de posse estranhos com meu irmão, sinto uma falta desgraçada de contar minha vida para ele, ai dele se não dispensar um tempinho na agenda para falar merda comigo. Não compreendo o porquê da coisa, deve ser do cerne humano de querer controlar, sei lá eu, mas a gente precisa aprender a ser feliz sozinho também. Aprender a extrair felicidade de nós mesmos. Já fui aquele tipinho maçante, que ficava puto da vida, por uma semana, quando a turma do colégio não me convidava - por esquecimento ou de propósito - para fazer tal coisa - e depois tinha que aguentar trocentas fotos lá na parede marcando minha ausência. Tenho pânico só de pensar em agir assim de novo. Credo, nada vale minha paz, só sendo muito ninja para me tirar do sério com uma bobagem dessa. Hoje em dia, mesmo sem ter sido convidada, eu me ofereceria para ir tirar as tais fotos - só pelo prazer de ver os outros se divertirem.  
E dá para acreditar que ainda há pessoas por aí rogando pragas contra o mundo, porque ninguém quis assistir tal filme com elas? Porque o fato é que são muito importantes para chegarem ao cinema sem uma multidão de súditos em seu encalço. O que a oposição irá dizer? Seria uma mácula em suas biografias, obviamente. Ir ao cinema sozinho pode até ser ridículo, mas deixar de ir, por medinho do que os outros - os assustadores outros - vão pensar é bem mais. Vai, que dá nada, bobinho. É só vida. 



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Oswaldo Montenegro, com Lua e Flor e Bandolins   






segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Sobre barbas

Neste site de amenidades denominado Agridoce, hoje, vamos falar de barbas. Ai ai, a barba. Sim, tem um caralho de coisa bizarra acontecendo no globo e que merece comentários, mas quem decide a relevância das pautas sou euzinha. A editora-chefe, a suprema dama da redação - ao menos aqui. Risos.

Surfando no achismo e sem nenhuma pesquisa de campo que embase meus argumentos, eu venho dizer que... amados, cês entenderam errado. Não é para virar Papai Noel. Não é para fazer cosplay de Karl Marx. Não é, definitivamente, para virar profeta bíblico. Tô pisando em ovos aqui, reconheço, porque não entendo bulhufas de barbas, mas... ah, eu sei o que agrada minhas retinas. Pegando carona naquela letra raimundiana que deveras ecoou em vossos radins nos anos 90, conheço bem o que faz levantar minha saia - ou, vá lá, o que abre meu calção. E, geralmente, fazendo cair alguma lágrima também.
Penso ser o segredo da coisa a história de mostrar, escondendo. Quer dizer, sou um homem feito - veja a prova na minha face, garota!!! - porém ainda cultivo uma ingenuidade pueril. É a barba por fazer, aquela desgraçada. Ih? Tô barbudo, é? Nem vi, tava lendo Hermann Hesse. É a desconstrução milimétrica da vaidade, que deixa um ar sorrateiro de despreocupação, mas que nada. Sabem bem como fazer. Barba cerrada, não nos deixe jamais!!!

Bradley, tudo bem que cê é um espetáculo até fantasiado de Bozo, mas não faça mais isso:




   

Siga assim, ó:





Cês lembram do Rodrigão? Ele entrou, aqui, pela cota de ex-bbb. No plantel do Morenos Futebol Clube, ele é camisa 10.



Só porque somos groupies e amamos os ''cozinheiros'' da música - e porque eles quase sempre são ofuscados pelos guitarmans, uma dose de Fabrizio. Aêêê!





E um pouco de Japa, porque amamos este temperinho oriental combinado a este charme autenticamente tupiniquim, combinado também a este cabelo estiloso, por favorzinho, nunca corte tal cabelo e siga envelhecendo ao estilo Benjamin Button. Grata.





Sabe aquela história de não virar Papai Noel? Pois é, o Daniel Galera pode. Mas só ele. Se você não for o Dani, melhor evitar.





A barba é a vedete da vez, mas os bigodes também têm seu valor, vai dizer?
Arrasou, gato! Assim como os outros felinos de cima.






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Pour some sugar on me - Def Leppard