segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

3 passos para o pa pa pa pa-radise

       O ''Garota'' já está em clima de doismiletreze (sério?) e eu, como sou uma mãezona para essas gurias queridas que leem minhas crônicas/desabafos/pseudopoeminhas, resolvi iniciar a era dos tutoriais por aqui. Querem levar um fora caprichado e sem volta do boy magia? Trabalhado na crueldade e no talento? Se joguem nos três passos do pa pa pa pa-radise abaixo. E sejam (in)felizes!

1- Além de se encantar pelo homem de forma animalesca e pouco elegante, beije-o como se não houvesse amanhã. Como se estivesse indo lutar na Guerra do Vietnã ou sei lá eu, e nunca mais fosse voltar a vê-lo. Agarre-o pelo colarinho e aja como Edward Cullen quando deu uns pega na Bella, ou seja, dê a entender que estava numa seca sem precedentes. Coma-o vivo praticamente. Sabe quando a leoa vê um invasor na savana? Por aí.

2- Também aja como se ele fosse a última garrafinha de água do deserto do Atacama: deixe claríssimo que só andava pegando trastes/fracassados/garotosdesprovidosdesexappeal, e coloque-o em um pedestal. Faça isso, todavia, não dizendo para ele palavra por palavra, mas, sim, através de olhares vidrados, sorrisos emocionados e conversas nas quais mostra-se uma atenção hipnotizada - tipo o contrário de quando você fala com alguma atendente de telemarketing. Ah, claro, adicione-o em todas as redes possíveis, mande mensagens de celular, perguntando quando ele aparecerá para o pedido de casamento um próximo agito juntos, enfim, corra muito atrás do dito-cujo. Esqueça que um dia teve dignidade.  

3- Nasça Bruna Daniele Souza de Castro, na manhã do domingo, 20 de agosto de 1989, mais precisamente às 10h10min.


VIRAM COMO É FÁCIL?



                               


*Imagem meramente ilustrativa







Sobre agradecimentos, coincidências e beijos

       Faz tempo que não posto, então farei um ''apanhadão''. Imaginem vocês, que eu havia preparado algumas postagens muito antes da passagem do Natal, porém, em virtude de ter ficado ''sem internet'' por cerca de duas semanas, acabei deixando o bloguinho jogado às moscas - até o presente momento, como veem. Até uma postagem sobre sugestões de músicas com temática natalina eu tinha planejado fazer, mas acabei desistindo - claro, levando em consideração a clássica procrastinada, pois isso nunca sai de moda no espaço agridoce, né mermo? Enfim, se ainda houver interesse, busquem por All alone on Christmas, de Darlene Love (trilha do conhecido de nossas infâncias, Esqueceram de Mim), Christmas is all around me, da trilha do ótimo Simplesmente Amor - lançado em 2003, e All I want for Christmas is you, na voz da musa suprema, Mariah Carey. Três baladinhas ótimas que têm tudo a ver com o clima. Caiam nos fones!

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        Eu ando meio preguiçosa, não nego: por muitas vezes negligenciei esse que é meu companheirinho de noites insones, desde o longínquo 22/12/2010. Há dois anos, mantenho uma relação de amor e alguns acessos de ódio com o ''Garota Agridoce'', mas não posso fechar os olhos para o fato de que, aqui - ainda que de maneira errática - consigo ser eu mesma, sem retoques, sem frescuras, sem pretensão de ser algo: apenas uma guria jornalista, que é gaúcha por nascimento, mineira de coração, e brasileira de corpo e alma, desvelando um pouco dos assuntos que a instigam e a fazem ser um caleidoscópio, uma mutante, uma aprendiz da vida. Obrigada a todos que leem meus textos! Obrigada por gastarem seus preciosos minutos diários, digerindo meu tempero agridoce. Sintam-se abraçados, do fundo do coração.

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         Se me permitem, vou filosofar. Essa história de umas coisas acontecerem quando outras coisas resolvem não acontecer definitivamente, nesse ano que finda, conseguiu me desestabilizar. Mas foi um processo fabuloso de descoberta, não há nada de dramático na assertiva acima. Estou convencida de que tudo acontece por um motivo. Coincidências são mera especulação, e nada, nadica que nos visita nesses dias - que parecem todos iguais - é leviano. É um clichê assombroso, mas segue verdadeiro: tudo tem um porquê escondido e bem intencionado. Nos transformar em seres humanos melhores? Possivelmente. Ninguém é vítima da vida, todos - com seus pensamentos e ações - têm porcentagem na balança dos erros e acertos. E nosso incrível poder de pensar positivo e transmutar desejos em atos comprometidos com o bem comum segue imbatível. É verdade também que sem amor não há nada que vigore. Não é autoajuda de almanaque, queridos, é constatação própria desta que voz escreve. Conclusões apocalípticas não são do meu feitio, mas sabe o que eu acho? Que não há segredo, há, sim, atitude e postura de pensar diferente, agir diferente, querer. Nesse 2013, desejo a todos meus leitores - e também para os que nunca vieram até aqui - que amem com vontade, pensem positivo, inundem a vida de sentimentos nobres e queiram. Queiram ser melhores, por eles e para os que os cercam.

                                           

Beijos agridoces!



       

     
 

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

MAGINA QUE TRI


        E se as entrevistas nos teles, no impresso e etc fossem sinceras? Já pararam para pensar no caos? EI, MAGINA QUE TRI! Enfim, se há um desejo coletivo insano por ‘’pão e circo’’, que, ao menos, esse circo seja bem feito. Whatever... vamos a algumas falas então:


Jogador de futebol falando sobre os três pontos – que, vejam só, não vieram naquela rodada. Pena!


- Fulano, faltou o que para marcar?

- Ah, véio, faltou eu ser bom, né? Não adianta, tô aí por falta de opção, eu sou um arroz, meu! kk o clube não tem plantel, não tem dinheiro pra contratar, tá tudo uma droga kkk. Falando nisso, nem recebi ainda esse mês, pode isso? Bom, nem tô merecendo na real, porque né, pra isolar uma bola na frente do gol, só sendo muito eu kkkk digo, só sendo muito vesgo kkkkk não, pera, só sendo muito ruim kkkk enfim, abraço aí, fé em Deus e boa transmissão!


BBB ansiosa por ingressar na casa mais vigiada do Braseeel, indagada por Vinicius Valverde – o eterno.


- Eaí, fulana, como tá o coração? E a expectativa?

- Olha, nem sei o que é expectativa kkkk do coração eu nem sei, mas a bunda tá em polvorosa, louca pra aparecer, ainda mais que passei 10 meses indo na acadi, pra preparar meu psicológico kkkk né, BBB não é fácil, o Brasil vai ver quem eu sou, o meu sonho, a minha luta, desde o tempo do Bambam, eu venho esperando essa oportunidade de vencer na vida, sabe? Beijo pros meus pais que sonham em me ver mostrando meu talento na Playboy.


Ministro da Economia falando sobre as compras de Natal e a movimentação na economia. (ah vá, Bruna! kkk)


- E então, ministro, o que esperar dessa injeção de milhões na economia tupiniquim?

- Olha, não sei de que milhões fala, meu jovem, porque né, o país segue mei quebrado kkk mas assim, espero que a galera não gaste o que não tem, né? Porque depois vai chorar na fila do banco pra pagar a fatura do cartão kkkkkk , capaz, cês não cansam dessas perguntas genéricas? kkk que saco! Bom, as criaturas vão se empanturrar de peru e panetone, comprar presentes pra pessoas que elas detestam, e depois ficar 12 meses pagando prestações, pra depois fazer tudo de novo. E era isso, abração e feliz 2013!


Em instantes, dentro de nossa programação agridocinha, mais relatos.









quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

O problema

      "O problema da Bruna é que ela dá opinião demais". E assim, dizendo essa frase em algum chá de sermão nos idos dos anos 2000, papai mei que profetizou que eu - sua primogênita - ainda ia me foder muito na vida por ter um bocão sem papas na língua, quase que agoniado por deixar sua marca no mundo. Quase um animal agonizante, que percebe que vai morrer, sem ter chance de ser ouvido - ora porque seu grito não é tão importante assim, ora por pura falta de talento no propósito de compadecer os interessados.
       O fato é que eu sempre fui assim. Como deveras ecoou o grupo rebolativo É o Tchan nas televisões cristãs do Brasil - agora na década de 90 - "pau que nasce torto nunca se endireita''... eu, na minha tortuosidade sem fim, acabei por me converter num autêntico exemplar da garotinha que não sabe controlar a língua, e sai despejando suas impressões pela rua - tipo lixo, percebem? Muitas vezes, já me disseram que eu sou uma pessoa ''engraçada''. Luto ferozmente, para lembrar do momento em que reuni milhares em uma plateia e ganhei uns pilas com esse incrível dom que desconheço em mim. Não sei de que graça falam, mas é possível que façam referência à sinceridade que busco prezar em minhas relações, sejam elas efêmeras ou duradouras. Não se trata, todavia, daquela sinceridade que traz consigo a denotação que já se incorporou ao senso comum. É uma sinceridade pueril, ingênua. É uma sinceridade que acredita em Cinderela e Papai Noel. É uma sinceridade brasileira, uma sinceridade arisca, talvez, em determinados momentos, mas sempre muito arraigada, aglutinada no que entendo essência do que sou. É uma sinceridade fodida, se preferirem.



                                                         Veja bem, minha jovem...


        Começo a perceber de onde vem minha fama circense não identificada: é de ser eu mesma, e não pedir licença. É tudo culpa dessa mania de ser uma sem-noção com imã para horários e lugares impróprios. Fazer perguntas quando o horário da aula está acabando, por ter achado o assunto explanado pelo professor realmente interessante. Falar dos próprios erros cotidianos como quem pede desculpa por ser tão humana e, no fundo, tão frágil. Rir, em sonho, do Delfim Netto, quando tal simpático ministro afirma que ''é preciso esperar o bolo crescer, para só então dividi-lo'' - logo eu que vejo não existir bolo algum, no máximo, algumas migalhas. Tratar chefes com a indiferença de quem nunca vai ir muito longe na vida, se depender daquela esperteza corporativa e disciplinada que só os visionários possuem. É tudo culpa de ter nascido uma fodida, como muito bem disse papai, ainda que eufemisticamente







domingo, 2 de dezembro de 2012

Ping-pong agridoce

"O que eu vou dizer pra vocês???? Tenho umas ideias super boas de texto, sei lá, fico horas viajando em parágrafos carregados de lascívia agridoce, mas acho que acabo sempre não sabendo me expressar como gostaria. Fico um tantinho prostrada, me acho demasiado mimizenta, e quase sempre acho que tá tudo uma porcaria... ou não, também, sei lá. No fundo, a gente que lida com texto e essa tarefa árdua de provocar sensações no leitor, vive sempre se cobrando pra ser impecável. Isso é um saquinho."


"Imagino início, meio e fim das postagens - mas, claro, pouco me fodendo para a cartilha do bom texto, difundida pelos cursinhos e pelas profuxas de Portuga: 4 parágrafos, sendo um de introdução, dois de desenvolvimento e um de conclusão, e no máximo de 25 linhas. Elas que tomem no meio do seus acentos circunflexos, eu escrevo o quanto eu quiser - ainda mais quando estiver verborragicamente insana e ridícula. Esses manuais de redação, principalmente de vestibulares, sempre me emputeceram. Pra mim, eu nunca tinha escrito tudo que gostaria, sempre tinha algo mais que merecia aparecer, mas eu, como boa (ou péssima?) editora, sempre cortava... será que o exercício de edição no jornalista não começa desde cedo mesmo? Boa pergunta...''


''Foras são sempre um angu, você quer morrer, quer matar o cara a facadas, quer chorar até desidratar, e, invariavelmente, começa uma investigação abissal dos seus passos e do cara em questão, que possam justificar a chutada. Sempre assim. A gente fica se sentindo um lixo. Tipo... o que foi que EU que fiz? A culpa é MINHA? Acho que a gente precisa se livrar dessas amarras e entender que se não rolou, não era pra ser... poxa, ser feliz é uma vez na vida, entendem essa raridade? Eu assimilei isso muito bem depois desse ano, foi uma mudança muito profunda de pensamento. Não vou ficar a vida inteira ''parada'' na de um cara que não quer nada comigo. Posso até lutar por ele um tempo, lógico, mas não volto atrás nessa concepção.''


"Eu nunca, em hipótese alguma, poderia trabalhar trancada em um escritório, por exemplo. Desempenhando funções burocráticas e lidando com gente cheia de protocolo e falsa até no perfume que usa, sabe? É claro que na minha área, rola muita falsidade, muita egolândia, às vezes me emputeço com os ''meandros'' que corrompem o bom jornalismo, mas, ainda assim, é como estar desempenhando uma missão social. Eu gosto de estar na rua, de estar no meio da loucura, eu curto as histórias desse mundão povoado por gente anônima e cheia de curiosidades insanas. Eu curto a loucura, o cheiro de pauta quentinha saindo do forno. Isso é uma cachaça desgraçada, tô nessa por puro feeling mesmo, não foi algo que eu quis desde criança, a vida me direcionou o caminho." 


"Até tava falando com uma amiga minha sobre isso, dia desses. Eu lido muito bem com tudo, não curto frescuras, acho um saco esses "manuais de relacionamento" ou "10 passos para o cara cair na sua". Minha filha, se tu for uma baranga mala, ele nunca vai cair na tua, mesmo que tu siga todos os tutoriais possíveis existentes nesses sites "mulherzinha". Essa de que só o cara tem que ir atrás é uma babaquice absurda. Se os dois querem, por que só um pode efetivamente "jogar"? As revistas mandam a gente fazer um charminho, pois se não, eles não virão atrás. Isso é um machismo terrível, parece que só nós somos "conquistáveis", e eles que podem tomar a dianteira sempre. Qual é? E meu direito de conquistar? Tô me lixando pra isso do fundo do coração, eu sou o que eu sou, e acho uma delícia isso. Se eu achei lindo, eu falo e pronto. Se eu tô amando aquele momento, vou falar e pronto, vou propor um novo encontro na cara dura, dane-se. Não é questão de assustar o outro, é questão de ser honesto com o que rola por dentro. É claro que assim, a gente toma mais no cu, mas né, acho mais digno.  


"Eu tenho certo problema com pessoas tímidas, sabe... nada contra, mas bom mesmo é conversar com alguém que se revela, alguém que se confessa humano pra ti na mais correta definição da palavra. Que ri com vontade, fala bobagem, de-bo-cha do sistema, dessa sina brasileira, discorre sobre variados assuntos sem medo de soar ridículo ou alienado. Eu gosto de gente que ferve por dentro, gente que mostra os dentes, que chora com paixão, e vive eletrizado por sei lá o quê. Eu gosto de gente cerebral, vibrante, otimista, eu gosto dos românticos, sabe? Se tem uma coisa que me desconcerta, é eu falar de algo que detesto, e o outro dizer.. '' ah, pra mim, isso tanto faz... sou eclético". Eu respeito os tímidos, os comedidos, os discretos, mas sou fã mesmo é dos que se doam por inteiro, quebram a cara, e seguem sendo eles mesmos, porque não sabem ser outra coisa.



*Ping-pong é um tipo de entrevista. Imaginem vocês as perguntas.