terça-feira, 28 de janeiro de 2014

O quase riso do Luiz Maurício

Vim falar do Luiz Maurício. Ou melhor, do quase riso do Luiz Maurício. Fico voltando a música over and over again só para escutar. Porque eu a adoro. E porque ele quase ri. E é um quase riso tão gostoso, que eu rio junto. Nossa, eu sempre rio junto, fico igual a uma idiota rindo sozinha. É bom rir sozinho, não? Amo. Talvez se ele tivesse consumado a gargalhada, eu não desse grande importância ao trecho em questão, é possível.
Porque é o charme da impossibilidade de ele rir que me ganha, que me faz rir - como ele não pôde, uma vez que estava ocupado cantando. E encantando. Das profundezas das recordações de momentos em que foi rido um riso proibido, eu lanço a questão:

A melhor gargalhada não é aquela censurada?




                                   

Assistam aí, porque eu não vou contar. Hihi







domingo, 26 de janeiro de 2014

Não queremos mozão nenhum

Que coisinha bem escrota essas cronistas medíocres que, na esperança de angariarem mais leitores, publicam postagens de cunho extremamente pessoal, né, não???? ((((eu))))

A real é que a última listinha do mal foi fruto de uma conversa arriada sobre preferências... e, entre uma gaitada e outra, eu resolvi publicizar, só para ver no que ia dar. Não deixou de ser uma chance de queimar sem-noção. Sim, eu sei que isso é bem quinta série, mas no fundinho, bem no fundinho, a gente guarda alguns resquícios, faz parte. E, brincando, brincando, foi uma postagem que acabou recebendo muitas visitas - fato este que, francamente, me deixou desconcertada!!! Poxa, me puxo legal em vários textos por aqui, e, muitas vezes, os coitados ficam às moscas, mas aí eu resolvo falar de supostas dicas (nada como um título malicioso para fazê-los clicarem, hein?) para que algum possível candidato me aqueça no inverno sulino, e geral cai matando??????? Ou eu estou cheia de pretendentes anônimos, ou vocês são uns urubuzinhos mesmo, sedentos por uma polêmica, por um escândalo, por algo com aura de segredo que, ops, alguém resolveu contar. Quem explica isso? Fiquei a pensar...
É um tipo de interesse intrigante. Por que a vida do outro nos chama tanta atenção? É como se fosse um (perdão pela colocação nem tão pertinente) voyeurismo meio latente em nós: da observação diária da vida alheia, busca-se um alento, uma motivação para a nossa própria. Sei que não devia ser assim, mas é. Arrisco dizer que os itens supracitados vieram ao encontro dos anseios de boa parte das gurias que leem o blog, pois, do contrário, eu não teria recebido feedbacks tão positivos, não? Mas, sei lá, não foi isso que me deixou confusa, e, sim, a quantidade de visualizações de um post idiota em que eu enumero minhas preferências sobre os homens - eu, que sou uma anônima completa, uma completa imbecil. Acho que meu projeto de vida amorosa não deveria importar tanto a vocês. Só acho, hein.
Parece a releitura daquele clássico, quando, recém chegados a um novo local, tratamos de despejar histórias sobre nossas vidas pessoais, a fim de ganhar a confiança alheia - tipo um ''veja, eu sou de carne e osso como você, me dê sua fidelidade''. Tipo um código íntimo da sedimentação das amizades, afinal, só confio em quem já passou pelo que eu passei. Ou, quem sabe, um ''isso aí, guria, escreve o que eu quero ler, porque eu não tenho teu culhão, vai lá, sua ridículaaaaaaaa''. Foram várias as impressões, daria um livro. E olha que não queremos mozão nenhum. A propósito, cafonice tem limite: mozão força, né?





Auxiliou no post:

Here's where the story ends - The Sundays







 

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Dez dicas para ser meu mozão (mas só no inverno).

Daqui a pouco, o inverno tá aí, e eu preciso garantir o meu cobertERROR


1- Não tenha um Instagram.

2- Seja sarcástico, pensante, sagaz, metido a inteligentão, o que for. Só não seja um babaca-repete-senso-comum.

3- Não seja obcecado por carros, logo, não faça books deles.

4- Seja o Wagner Moura. Se não der, seja uma encrenca com borogodó, que tá valendo. Ô se tá valendo.

5- Não seja uma filial ambulante da Nike.

6- Não legende suas fotos com ''parceria top'', ''parceria dimóóóis'', ''agregando valor à porra do não sei o quê''. Melhor, não legende fotos. Não, pera, seja discreto: não poste fotos.

7- Domine com maestria a norma culta da língua materna.

8- Tenha pavor de rodeios. Sendo, você, gauchinho de nascença, deboche do Bento e da revolução. (revolução HAHAHAHAHAHAHA)

9 - Seja um roqueiro transgressor - nem que seja de espírito.

10- Não seja ciumento, inseguro, desconfiado, afetado. Me ignore, às vezes.


HORS CONCOURS

Dedilhe Cartola no violão, seu cretininho de uma figa.  



Auxiliou no post: 

La la love you - Pixies









segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Filialzinha do inferno

Escrevo, aqui e agora, pós recuperação de um baile de formatura de uma amiga queridíssima. Festão. Festa linda, mas não menos bizarra. Festas – ao menos estas que seguem o padrão vigente - são bizarras - e só para que fique claro o espírito da postagem: meu baile também foi bizarro. De referida bizarrice ninguém está imune, uma vez que está condicionada desde muito tempo atrás.  
Mas, desconstruamos o termo "festa". Aquilo ali não é festa, é meia-irmã do pau-de-arara. Por isso as pessoas, estando ali, bebem pra caralho: não aguentariam sóbrias aquela filialzinha do inferno. Festa já é um troço indigesto, a começar pela imposição do salto. Quem disse que seríamos plenamente felizes, nos equilibrando em sapatos altíssimos? Claro, claro, dirá você que, se "está ruim", eu devo é aderir às sapatilhas, mas vamos combinar que o mundinho machistinha que habitamos – esse que afirma que mulheres ficam muito mais "femininas" usando salto alto – não está preparado para presenciar moças bem resolvidas usando singelas rasteirinhas, sem proferir escárnios das mais variadas naturezas. Enquanto isso, dá-lhe abraçar o padrão de feminilidade da revista Nova. Viva!   
Bom, daí para a frente é o show dos horrores e só com muita cachaça correndo no sangue, para aguentar. De repente, eu tô ali, pouco me reconhecendo, fazendo movimentos igual a um boneco de Olinda com lordose – uma massa de estranhos me acompanha na empreitada, lógico – escutando músicas escrotas que deveras já foram zoadas por mim (Deus castiga, viu?) e sorrindo como se eu realmente estivesse realizadíssima com o fato. Sorte minha que eu rio até com o vento passando e, de quebra, ensaio umas análises sociológicas de araque.
Falando em música, tá aí um troço que sempre tem que ser muito ruim. Não existe meio-termo. Como já falou a sempre sagaz e psicótica, Natália Klein, não existem concessões no inferno. Se é para sofrer, que seja do pior jeito possível. Se é para sofrer, vamos balbuciar umas onomatopeias com duplo sentido, do tipo "pra nós fazer parapapá", "eu vou pegar você e tãããe", além do famigerado "tchu tchá tchá", até sentir o rosto arder de vergonha alheia. Se me permitem uma comparação, não é impunemente que o Chico, por exemplo, não frequenta tais playlists mundanas. Ele foi feito para ser tragado no mais íntimo silêncio, no mais doce dos momentos. Chico não combina com cerveja barata, com alegria vazia, com sorrisos falsos. Ele é da existência diária, da melancolia de sentir a vida no que ela tem de mais triste e mais poético. E outra: as letras dele não são remixáveis. É outro nível, galerinha.
Eu, hoje em dia, me permito ir a festas mais temáticas, em que toquem músicas que tenham mais a ver comigo, que me recebam de braços abertos - ainda que eu chegue usando meu All Star velho de guerra. Mas faço concessões, claro, pois aqui a diplomacia reina. E sexta que vem tem de novo.





    

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Polvorosa

Até parece que o último texto fica me ''cuidando''. Vou é tratar de ''iniciar os trabalhos'' por aqui. Não, não falo de tirar uma foto pseudointimista de uma cerveja artesanal, legendando-a com os dizeres citados, a fim de fazer alguma linha do tempo espumar de inveja. Eu vou é tirar a derradeira postagem de 2013 do foco de vossas atenções. Comecemos... porque uma hora teremos que.
Bom, er, eu nem sei sobre o que falar no momento, na verdade não me programei para hoje. Só vim saudar minha casa. E aí, como vão? Não tô torcendo o nariz pro finado ano - nem poderia: foi um ano de denso amadurecimento pessoal. Eu aprendi uma caralhada de coisa - o que não quer dizer, claro, que tal caralhada não tenha sido conquistada sob um custo emocional altíssimo. Doeu. Mas realmente posso dizer que gosto muito do ser humano que venho me tornando. E devo isso às experiências do período encerrado na última terça-feira. Lógico, nem tudo saiu do jeito que eu queria, me negligenciei em várias situações, fui fraca e omissa. Todavia, entendi que perdoar a si mesmo é uma conquista e tanto. E também merece celebração, ora pois.
Não vou entrar em detalhes aqui - até porque já acho que conto muito do meu folhetim pessoal por essas bandas - mas, sabe, quando olho para aquela guria de uns sete, oito anos atrás, eu me percebo diferente. Muito mais conectada com o que eu realmente quero, com o tipo de pessoas com quem quero me relacionar. Eu sinto mais verdade e consigo, aos poucos, me afastar do que não me faz bem. Serão os louros de envelhecer? Talvez.
A primeira postagem dos novos 365 dias não está lá essas coisas, mas é porque os inícios são sempre sem graça mesmo. Lá pelo meio da coisa é que vai começar a ficar bom. Então, tratem de começar, que eu também vou. Estou em polvorosa, yaaaaay.


Auxiliou no post:

On 2nite - Stick Figure, aka MELHOR REGGAE DA VIDA DO MUNDO