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Mostrando postagens de Outubro, 2012

Aleatorize-se

Pois eu, que já havia decorado a ordem de músicas do meu tocador pessoal, resolvi colocá-las para dar o ar da graça de modo aleatório. Que grata surpresa. No aleatório, tudo é possível. A surpresa é sempre grata. Músicas no aleatório é tipo dar uma chance para as supresas deliciosas da vida, é viver sem medo, é abrir um sorriso para o desconhecido e se descobrir encantado - passível de gargalhar como se não houvesse amanhã outra vez.         A cada música que começava, eu me surprendia com a infinidade de possibilidades com que poderia ser agraciada. Desse modo, a californiana Under the bridge, a country escandalosa If it’s make you happy, as guitarrísticas Tunnel of love, Lady writer – entre outras – foram apreciadas de forma singular. Perguntarão vocês que grande porcaria é isso, não? Pois eu garanto que tem graça – e muito! Poderia ser a vez de Caetano ou quem sabe, de sua irmã cantando Vinícius - aquele carioca diabólico? Poderiam ser os olhos cor de ardósia de Chico ou out…

Humor sociológico

Aí, a Agridoce se dirige a uma banquinha de livros, cuja temática passeia pelas ciências sociais, humanas e musicais. Tudo muito lindo, muito de encher los ojos, muito comprável e etc. Eis que suas retinas deparam-se com um livro sobre Noel Rosa, o poeta da vila, o genial sambista - cuja vida foi ceifada precocemente pela tuberculose - e ela tem um ataque levemente histérico. Coisa pouca, sabem.

- NOEEEEEEEEEEEL ROOOOOOSA???? (cara de ''estou vendo os cavaleiros do Apocalipse vindo em minha direção.")

Garoto da Sociologia, ignorando a obviedade, responde: 

- É, é um livro do Noel e talz.

- Que tudo na vida! E tem mais de algum compositor por aqui?

Garoto da Sociologia fazendo gracinha para quebrar o gelo:

- Ah, tem daquele cara, o Che...

Agridoce entrando na onda e ajudando estragando a piada:

- Hum, da clássica dupla sertaneja Che e Fidel????

- Sim, CHECHERERECHECHÊ.

Fim.









Sobre cafeína e rótulos

Cheguei ao teste combinado, um pouco adiantada. E fui recebida na sala onde seria testada, com um singelo oferecimento:

- Quer um copo de café????
- Obrigada, não vou querer, café me faz mal... (favor imaginar essa assertiva dita em slowmotion, como naquelas zoações típicas do Programa Pânico.) 

Foi o mesmo que dizer ''Sim, eu fui cúmplice de Hitler no Holocausto." ''Sim, eu sou a menina que quase foi estrangulada pela boneca da Xuxa, devido ao pacto que ela fez com o cramunhão.'' 

        CHOCADOS!Os senhores daquele recinto ficaram chocados. Eu, jornalista, negando café. E, mais: tendo o disparate de dizer que o fulano me fazia mal. Não adiantou nem eu argumentar dizendo que ''me baixava a pressão e coisa e tal, mas que eu até que tomava umas xícaras...'' Nada disso, minha credibilidade já havia sido abalada para todo o sempre. Poser, essa mina é uma baita duma poser! Se bobear, nem bloquinho ela carrega na bolsa, esse projetinho de jornal…

Amores (im)possíveis

(Escute, lendo What if..., da Blubell. Ops, é o contrário.) 


         Dia desses, eu escrevi um texto sobre o homem ideal. Cêis lembram, né? Tudo muito lindo, muito idealizado, muito amor, mas muito sem sentido. Não que o resto do que eu escreva faça algum, mas eis que fiquei refletindo nesse particularmente, e tive um ímpeto de rir desgraçadamente pro meu reflexo no espelho. Quem eu queria enganar? Quem vocês querem enganar com fórmulas prontas que cabem numa caixinha? Acho que caí na real, que dor. (Sim, o texto é meu e eu faço conclusão na introdução. Se não gostou, é só ler alguma redação chatinha de vestibular, rs)
         Quando se trata do homem - ou vá lá da mulher - ideal, nós, minas e manos, temos nossas preferências nacionais na ponta da língua. Ai, detesto tatuados! Porra, cara, mulher pra mim tem que ter bundão e peitão e saber se arrumar! Ai, adoro engravatados que usam óculos e são magrinhos! Curto mulher que se valoriza e gosta de um bom rock! Não me imagino namorando…