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Mostrando postagens de Maio, 2015

MERITOCRACIA MY ASS

Ando pensativa sobre meritocracia, merecimento, no pain no gain, fika grande porra, cresce caralhNÃO PERA ME PERDI

Voltemos. Eu ando meio incomodada com algumas coisas que vejo por aí - no Facebook, claro, principalmente, porque é ali que a vida acontece - e isso tem me martelado na cabeça. Assim, a gente sabe que merece as coisas, né, poxa, todo mundo merece ser feliz, blá, blá, o sol nasce para todo mundo, ok. Só acho muito curioso que os outros outorguem merecimento a nós. Sério mesmo? A sensação que me dá é que há uma linha divisória entre os que merecem ser felizes e os que não merecem - tudo porque alguns conquistaram um diploma, por exemplo. Ok, um diploma é muito válido, mas convenhamos, muitos de nós que temos um não fizemos mais nada que nossa obrigação, isto é, honramos a caminhada de ter recebido tudo de mão beijada sempre. A ordem natural era essa, não tivemos que sair muito da zona de conforto de termos nos desenvolvido sem grandes traumas. Quer que desenhe? Nunca passam…

À minha ''baby galota''

Não vou resvalar no clichê de dizer que ''minha mãe é a melhor do mundo'', isso é uma falácia ridícula. Mas, sem dúvida, ela é a melhor que eu poderia ter neste mundo - muitas vezes sem ser digna de tal. Sou abençoada. Só que, segundo ela, eu faço por merecer tudo de maravilhoso que ela faz. "Eu amo meus filhinhos amados'' - ela diz, como que tentando justificar todas as renúncias que fez e faz por mim e meu irmão. E eu rio condescendentemente porque sei que filho também sabe ser bem cruel quando quer. E seguimos neste equilibrar de fraquezas e erros com um balaio de amor e cumplicidade. Porque, apesar das diferenças evidentes, somos cúmplices. E falamos com vozes de criancinha. E eu, passional que nasci, falo tudo que me vem à cabeça com cobertura de chocolate. E chego a enjoá-la de tanto açúcar. Eu enjoo todos, vocês sabem.
A gente não tem uma relação perfeita. A gente já brigou muito. Felizmente, esses tempos ficaram na adolescência, aquela demônia, e h…

Vamos pro bar? Vai tocar Cartola feat. Dj Superego

Um dos grandes ônus de ser cronista, na minha humildíssima opinião, é se colocar, muitas vezes, como um cagador de regra em potencial. É incômoda a sensação, detesto. Mas ajo como uma, não nego. Existe um acordo sutil entre criadores de textos opinativos e leitores destes mesmos artigos baseado na cumplicidade e identificação de ideias. Se me permitem: um fã-clube. Olha, longe de mim achar que eu tenho fãs, de ver-da-di-nha, eu tenho noção do ridículo, mas inevitavelmente crio uma relação com inúmeros estranhos que comungam das minhas impressões. Relações de admiração talvez. Repulsa idem. Por menor que seja meu perímetro de atuação, ainda assim haverá - sempre haverá - alguém me lendo. É a lógica da exposição. Uma vez exposta, haverá um dedo indicador, nem que seja para rir da minha cara e dizer quão patética eu fui.
Eu gosto de ser cronista (a propósito, não gosto de me intitular assim, whatever) desde sempre. E penso ter facilidade para a coisa, inclusive já tive muitos feedbacks b…

Verborragia III - O que eu sou mas talvez nem tanto, agora já nem sei

Frequentemente, me pergunto que tipo de ideia passo na internet, aqui no blog mais precisamente, porque, vocês sabem - e não adianta torcer o nariz -, somos atores sociais. A gente se reinventa bastante dependendo das circunstâncias. Eu fico nessa noia e me questiono, tipo ''naquela postagem fui muito babaca'', e, na real, eu tô mais é pra um animalzinho com a pata quebrada atrás da moita. Não sei se minhas palavras sempre condizem fielmente com o que eu sou, isto é, eu tenho certeza de que sou uma pessoa afável e boa de se estar perto, mas possivelmente não me venda assim muitas vezes. É a lua em Áries, certamente. Odeio vendas.
Eu só queria mostrar meus textos pra blogosfera, minhas impressões e o modo como junto os períodos pro mundo. Fazer uns eufemismos gostosos como quando o pé amortece e a gente fica evitando o desconforto, até que é preciso colocá-lo no chão. E também brincar com a possibilidade infinita das hipérboles, pois, desde que eu escutei nos anos 90 q…