segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Uma loteria infernal

       A tragédia está ao alcance de nós todos sempre, bastando que abramos algum portal de notícia ao redor do mundo. Ou catemos na TV algum programa policialesco sensacionalista. Nunca o absurdo foi tão banal, tão corriqueiro, tão "de casa": definitivamente estamos vacinados. Só que a coisa muda de parâmetro, quando acontece no nosso quintal - a proximidade apavora e dilacera os - outrora - resignados. Em nosso quintal tudo aparece apático, nada acontece. É normal, é da natureza do nosso senso de comunidade: enquanto espectadores a quilômetros e idiomas de distância, nada parece merecer tanta atenção - não por insensibilidade, claro, nos chocamos do mesmo jeito, mas não há o sentimento de identificação gratuita. Todavia, o quadro muda de figura ao presenciarmos ruas que já percorremos, rostos com quem já cruzamos, seres com quem já tivemos algum tipo de relação, lugares que já frequentamos... ao presenciarmos, principalmente, histórias que se cruzam e que nos fazem alimentar angústias permeadas por coincidências, movimentações traiçoeiras, banalidades que, miseravelmente, podem ter custado uma vida.
        Definitivamente, ninguém está preparado para uma catástrofe como a ocorrida na boate Kiss, em Santa Maria. Ninguém está preparado, realmente, para a finitude - ainda mais uma finitude naquelas circunstâncias aterradoras. Estive no estabelecimento cenário da tragédia na sexta-feira, 25, com um grupo de amigos - e pensar que por um triz de 24h não compartilho de sentimentos mais penosos nesse início de semana me enche de dor, alívio, angústia e variadas hipóteses torturantes. É impossível não pensar, vocês sabem. Se estiveram lá na sexta, como eu, entenderão meu desabafo. Sorte? Destino? Anjo da guarda? De quem é a culpa? Existe culpado? As flores do quintal estão mortas, e não como plantá-las de novo.
       Não há como ficar indiferente a um troço desses, honestamente. Mesmo quem teve a dádiva de não estar diretamente ligado à situação, não consegue desviar o foco de atenção. É como se sentíssemos certa "culpa" por termos ficado e seguido sorrindo, apesar de tudo, e tocando nossas vidinhas prosaicas. Abateu-se sobre nós uma capa de tristeza e com ela seguiremos vestidos sabe-se la até quando. E os olhos... ah, eles enchem de água, a todo momento.





         Até hoje, perto de 2h, ainda não havia "pregado o olho". Sentia sono, mas a cabeça não acompanhava os olhos. Descompasso total, misturado a um vazio gigante. Fiquei sabendo do incidente por intermédio de um primo, que me ligou na madrugada de domingo, perto de 4h30min, aflito, perguntando se eu estivera na casa noturna, uma vez que eu comentei durante a semana que estava "a fim de ir". Atendi ao telefone, um tanto contrariada por ter sido acordada, mas o fiz até de maneira despreocupada e brincalhona - como é do meu feitio - e o tranquilizei, dizendo me encontrar, naquele momento, na casa dos meus pais. Então ele me relatou que havia ocorrido um incêndio e que estava ajudando feridos, no hospital de guarnição no qual "serve". A partir dali, foi como se eu tivesse levado uma paulada na cabeça, literalmente. Liguei a luz do meu quarto e não consegui mais dormir. Em um primeiro momento, me lembrei do meu irmão, que ficara em Santa Maria, entretanto, como sei que meu caçula não costuma ir a festas no fatídico local, cheguei a ensaiar um alívio. Porém, só fiquei em paz, quando escutei sua voz - também contrariada ao telefone, em virtude de ter sido acordado por mim, que ligava apreensiva há alguns minutos.
         Após isso, a cada amigo que eu confirmava ter ficado em casa dormindo, um sopro de alegria invadia meu coração agoniado. Mas a cada atualização das notícias, eu ficava mais e mais horrorizada. Não é preciso conhecer alguém para se solidarizar e sofrer; basta ser humano e se colocar na situação. Ninguém está livre de ser protagonista de um filme de terror desse. É uma loteria infernal. Loteria, pois nós, jovens, seguiremos prestigiando festas em locais similares ao da tragédia - quiçá os que saíram ilesos disso também, algum dia, pois a vida seguirá de alguma maneira. Há de seguir. É loteria, pois somos jovens e queremos celebrar nossos amigos e nossas vidas, e ter a certeza de que vamos chegar inteiros em casa. Loteria, pois somos ingênuos o bastante para acreditar que há cuidados com segurança e comprometimento das pessoas que respondem pelos locais que frequentamos. Loteria, pois nunca se acredita que o pior vai acontecer. Como bem li em algum lugar por aí: "ninguém vai a algum lugar e fica paranoico, buscando por saídas de emergência". Faz um sentido brutal.
          Desde então, o torpor segue. A cada vez que vejo o nome do município que aprendi a amar em poucos meses de vivência, manchando de sangue a imprensa nacional, o nó na garganta se torna mais forte. Quem conhece Santa Maria, sabe que se trata de uma cidade convidativa, alegre, jovem, sempre com muita gente bonita nas ruas, sempre com muitas opções de lazer. É uma cidade que acolhe qualquer pessoa, sempre oferecendo muita vida em todos os aspectos. Vida à disposição de quem quiser viver sob seu céu - talvez por isso seu epíteto, "Coração do Rio Grande". E agora, o "coração" sangra, sofre, chora. Não há como dimensionar o espírito de luto que se instaurou também no coração de seus filhos - sejam eles nascidos dele ou "adotados". As palavras perderam o sentido, bem disse Carpinejar. Apenas.



 

     




 
     

domingo, 27 de janeiro de 2013

Uma paixão e um frila

Frila – corruptela de freelancer em Jornalismo - é a denominação de um trabalho que tem data marcada para acabar. É um serviço temporário prestado a alguma empresa de comunicação – que pode ou não continuar. Que pode ou não ganhar ares de emprego fixo, se é que me entendem. No frila, é proibido dizer ‘’eu te amo’’, mesmo que em silêncio. É proibido ‘’se apegar”. É proibido entregar o coração assim tão fácil - bobo é quem não entende, e entrega. E nega que entregou.  

O frila tem um quê de amor de verão, de praia, de incandescência – aquele que parece escorrer pelos dedos, e deixa só um saudosismo aniquilando a alma, os pensamentos e os sábados – que agora estão misteriosamente livres e melancólicos. Por que nosso frila não subiu a serra? Frilas são amores de verão, concluo.

O frila é uma noite de amor, uma noite de loucura, nada dura, nada merece jura. Os contatos nervosos com as fontes são iguais aos beijos falsos. Cada beijo é uma tortura. Beijos e telefonemas são cadafalsos na sala escura.  

, dirão alguns puritanos que o amor sempre dura. Ok. Batizemos o frila de paixão, então. Aquela em que os dias passam meio no piloto automático - o encantamento é tão gratuito e recíproco, que você nem se dá conta que está vivendo – até parece um filme passado em preto e branco. Cores são dispensáveis para tanta novidade. Uma paixão e um frila. Uma paixão e um frila, quentes, por gentileza:

- A paixonite só vai durar 6 horas, vai querer?
- E eu lá tenho cara de quem dispensa uma ressaca? Embrulha essa garrafa pra presente, que eu vou levar e tomar sozinha.


Moça de coragem.


Uma paixão e um frila, uma paixão e um frila. Muito parecidos esses dois, fazendo os que entram de cabeça em seus domínios, não saberem como sair. O triste é ter tido os dois, mas não saber, do fundo do coração, como deixarem ir.     

“Mas o que eu queria mesmo é ver como andam teus dias, teus sonhos e ver se teu italiano melhorou. Ciao!’’






sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Da série: diálogos agridoces

MORANGO FRESCO


- Amiga, estou péssima. Vou ir atrás dele.
- Nem sei o que te dizer. Tu sabendo que ele é o tipo de cara que não se apaixona, né? Ele pode ter quem ele quiser.

EUREEEEEEEEEEEKA

- Mas aí é que , minha cara. Tu acha o quê? Uma hora, ele vai se apaixonar, sim, e vai ser por uma guria bem improvável, sabe, tipo novela. Essas coisas acontecem. , não comigo, claro, mas acontecem.

(risos)

- Acontecem, né?
- Claro que acontecem, mas ainda estamos lidando com hipóteses. Ele longe, curtindo os louros da fama, sabe, é horrível admitir, mas ele não tá nem aí…
- Filho da boa senhora sua mãe! Tomara que broxe. Bem broxado. E perca aquele sorrisinho malicioso…

(risos)

- É, o sorriso é cruel. Tu foi a vítima perfeita.
- Obrigada, tenho talento pra patinha, eu sei.

(monólogo – nesse instante, a amiga dorme)
  
- É que não é fácil, sabe, nenhuma de nós acostumada com aquele jeitinho de menino que esqueceu de se barbear, e sai pregando a parábola de bom moço que não conhece a cidade, e pega na tua cintura por pura estratégia. Beija tua boca como se mordesse um morango fresco, com maestria, com talento, dizendo adeus ao mesmo tempo em que rouba tua alma e teu coração. Não adianta, tu tira a roupa e conta a tua vida. A culpa é da tua carência, da tua fraqueza, da tua vontade de ser feliz, ainda que por alguns minutos. Sim, qualquer uma cai, até a mais sensata das criaturas. Tu me entendendo, piranha? Acorda, amiga querida, ou faço um escarcéu já! Não tenho estado medicada nesses últimos dias, viu?

(risos)

- Por isso, vai atrás do cara, né, tô vendo.
- Até parece que eu vou…
- Até parece que tu NÃO vai.
- Mas eu não vou, meu bem, estou vacinada. Não, peraí, essa fala não é minha… eu bancando a indiferente, erraram meu texto aqui, ô, produçããão!!!

(risos)

- Realmente, não é tua. Mas não vou deixar tu ir, de qualquer jeito. Sou uma amiga ou uma alface, afinal?
- Tu é uma otária, em primeiro lugar, por estar escutando essa ladainha pela enésima vez. E, não, tu tem cara de outra coisa, não, alface…

(risos)

- Falando em alface, vou começar uma dieta já. Olha essa barriga, cara?
- Falando em dieta, vou cortar homens do meu cardápio. Foco no meu trabalho de agora em diante.
- Falando em trabalho, meu amor, você está desempregada atualmente.
- Ah, é verdade, o que seria de mim, sem você pra me mostrar a realidade, né? Me leva na droga da rodoviária já.








quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

10 verdades agridoces



1- Eu morro de medo de lesmas. Acho-as assustadoras, pavorosas, nojentas, terríveis. Baratas não me incomodam, nem amigas-serpentes, nem homens-cachorros. Meu problema são as malditas lesmas.

2- Não acredito em homens apaixonados. No máximo, em homens excitadamente-confusos. Ou excitadamente-encantados, sei lá. Vai ver é porque nenhum se apaixonou por mim até hoje que eu tenha sabido HAHAHAHAHA não, sério, acho paixão masculina uma lenda das boas. E o recalque vai bem, obrigada.

3- Uma das grandes frustrações da minha vida é não poder ir a um show do Queen com sua formação original. Invejo ardentemente quem esteve no Rock in Rio de 85, por exemplo. Freddie, ressuscite logo, que eu quero lhe usar/lhe admirar/lhe ver cantar. Enquanto isso, mato a saudade com devedês, livros e sessões mediúnicas. (brinks!)

4- Não sou ciumenta, contrariando minha etiqueta astrológica. Nem um pouco. , talvez uns dez por cento, só para não dizer que eu sou uma fria desapegada. Em suma, não prendo ninguém com ciuminho. Sou quase uma hippie.

5- Realmente, depois de mi felino, fiquei obcecada por gatos. Louca, tarada, apaixonada, encantada. Posso ser uma poser, mas sou cheia de amor. Amo gatos e me deixem em paz. Fim.

6- Tenho sonhos adultos com James Franco. Ninguém manda ter aquela carinha linda de mafioso italiano.

7- Vivo rindo de tudo. Vejo graça em tudo. Me acho muito espirituosa, mas na verdade é só retardo. 

8- Passei os três anos do Ensino Médio só lendo. Fui de poesia condoreira com Castro Alves, passei pelo realismo do Machado, e me descobri no Modernismo. E não fui a nenhuma festa (tirando a minha formatura, lógico).

9- Não tomo chimarrão. Não gosto que me encham o saco para tomar.

10 - Ainda vou trabalhar na Wayne Enterprises.






segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Oswald me entende


        Ora bolas! Mas é claro que eu sei que não se começa nada com pronome oblíquo. Nem frase, muito menos texto. Eu sei disso, mas a vontade de simplicidade é maior. Tem um poeminha do modernista Oswald de Andrade que atesta bem o que digo:


Dê-me um cigarro
Diz a gramática
Do professor e do aluno
E do mulato sabido
Mas o bom negro e o bom branco 
Da Nação Brasileira
Dizem todos os dias
Deixa disso, camarada
Me dá um cigarro.


       
         Uma graça, né? Com essas palavras astuciosas, o maridinho da Pagu me absolve da pena de começar praticamente todos os murmúrios agridoces com ''mes'' bem teimosos, a cada postagem. Faz dois anos que eu tenho escrito bem errado, e vocês nem me boicotaram. "Me disseram", "Me indignei'', ''Me apaixonei'' -  me desculpem, mas vou seguir pouco me lixando para isso. De agora em diante, sempre que eu começar um texto com ''me'', pensem que eu poderia estar escrevendo ''concerteza'', ''seje'' e ''fazem dois anos''. Mea culpa sem culpa dessa vez.


"Tamo junto, Dona Agridoce!"




domingo, 6 de janeiro de 2013

Sobre ''O que é isso, companheiro?''


      E eu, pensando com meus botões aqui, lembrei que em 2012 completaram-se 15 anos do lançamento do filme nacional “O que é isso, companheiro?” - que recebeu indicação ao Oscar de melhor filme estrangeiro, em 1998, e foi baseado parcialmente no livro homônimo escrito pelo - hoje - ex-deputado, Fernando Gabeira. Com um elenco de peso, que, à época, contou com a participação especial do ator americano Alan Arkin, a fita foi, é e sempre vai ser uma boa pedida para amantes de história e de cinema brazuca, like me.  
      Gabeira foi uma das figuras centrais no desenrolar da história contada no filme - aliás, “figura central’’ é eufemismo puro: o mote do projeto - dirigido pelo cineasta Bruno Barreto - é a própria fatia da vida do político mineiro, enquanto militante do emblemático Movimento Revolucionário 8 de Outubro, o chamado MR-8 (sim, a data em questão é em alusão à captura de Ernesto Guevara pelos seus algozes americanos da CIA – 8/10/1967, o dia em que o mundo endureceu e, de certa forma, contrariando seu desejo latino, perdeu la ternura.)
      Pois bem, companheiros, o fato é que Gabeirinha esteve envolvido até a raiz de cabelo neste que é considerado um dos grandes acontecimentos dos conhecidos Anos de Chumbo: o sequestro do embaixador americano no Brasil, Charles Elbrick, no início de setembro de 1969. Na sinopse, acompanhamos os quatro dias (daí o nome do filme no exterior, Four days in september) em que Elbrick foi mantido em cárcere, sendo encarado como moeda de troca pela liberdade de militantes políticos brasileiros que estavam presos nos quarteis, e só Deus sabe onde mais. É um filmaço, jovens, e possivelmente arrancará algumas lágrimas.     
       O destaque, para mim, fica por conta do sempre ótimo Pedro Cardoso, na pele do jovem Gabeira, e de Fernanda Torres, que dá vida à Maria, uma personagem intrigante que acaba indo da altivez revolucionária ao drama pessoal. Também merecem um olhar atento, claro, os já veteranos do cinema nacional, Matheus Nachtergaele e Selton Mello, além de toda a produção do filme - cujo lançamento, há longínquos 15 anos, ajudou a refrescar a memória do nosso passadinho meio nebuloso. Enfim, o que é isso, companheiro? Que tal comemorar a democracia (uma vez que sem ela, esse filme lindo teria ficado só na vontade) com uma assistidinha bem atenciosa e crítica? Feliz début






quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Sobre o começo e o fim

         É claro que eu não vou ficar de fora das reflexões. Eu pago de revoltadinha com tudo que é previsível, mas também tenho minhas recaídas. Após mais 365 dias (366, no caso do finado doismiledoze) é inevitável olhar para trás e relembrar tudo que passou. Um ano, cara. Passa rápido e passa devagar. Os anos são umas merdas e são umas dádivas. Podem ser o que for, mas definitivamente chegar vivo nessa finaleira, em meio a tanta coisa ruim e mesquinha, é um baita motivo para celebrar. Sem sentimentalismos, sabe? Não deixa de ser uma vitória. Você, mesmo com todas suas perdas pessoais e seus dramas particulares, venceu. Foi mais forte que tudo. Vale um brinde com espumante ou água mesmo. O espírito festivo é o que conta e é com ele que (penso eu) se deve adentrar o novo ano: ânimos exaltados com a banalidade. Claro, o banal é tedioso, mas é a prova de que seguimos jogando. A gente no jogo, e isso merece gritos, risos, berros, escândalos elegantes, abraços apertados. Isso merece sangue correndo nas veias - não só no sentido literal. Isso merece mais da gente. Mais doação. Mais coração.

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          Eu, como jornalista, habituada a essas manchetes absurdas e que dão vontade de vomitar, chorar, desistir de tudo. Mas estar resignadamente habituada não quer dizer que eu não me indigne, comova e etc. O assassinato brutal do taxista Airton Vieira, em Santa Maria, na última segunda, conseguiu me revirar o estômago. Sempre faço uso dos serviços de taxistas, pois não tenho habilitação e não possuo carro, e, devido a isso, acabo trocando ideias com muitos deles sobre a vulnerabilidade da profissão que exercem. É complicado, pois na busca por clientes, podem encontrar a morte e engrossar essas enojantes estatísticas de violência urbana. Claro, há muitas outras profissões, cujos exercícios são um prato cheio para a ação de bandidos - a minha, inclusive - mas, francamente, basta olhar o triste retrospecto nos jornais amarelados pela passagem do tempo: os números são assustadores. Eu me solidarizo. Me ponho a pensar no que seus colegas de profissão estão pensando no momento. E essa família esfacelada, o que fará agora? Como seguir adiante? Francamente, ando farta dessas manchetes. Farta. Não mudo nada, ao escrever essa nota, mas o meu recado precisava ser dado. Só desejo paz para os que ficaram - se é que isso é possível.




             

Edu, o lindo

Tive que.

         Eduardo Leite, prefeito de Pelotas eleito em outubro passado, além de ser extremamente Lindo - sim, com L maiúsculo e tudo - ainda tripudia. Nessa foto, que eu catei na edição de hoje da Zero (e me prestei a escanear e tudo mais, por não ter achado uma versão online) observe, cara leitora, como o novo representante do Executivo de lá fecha um olho e joga charme des-ca-ra-da-men-te. Ouso afirmar que é uma piscadela marota. É, ele tem talento para a coisa: tô há cerca de meia hora vendo fotos dele no Google Imagens. Não me lembro de ter visto algum político tão bonito delicioso nos últimos tempos. Imaginem vocês, gurias, o drama que deve ser trabalhar com esse cara. Como haver foco? Como controlar a baba escorrendo no canto da boca? Não deve ser fácil. Eu, que não tinha feito nenhuma resolução especial para o novo ano, acabei de arranjar uma prioritária para 2013: virar a mais nova colaboradora do funcionalismo pelotense. HAHAHAHAHAHAHAHAHAHA (não me levem a sério, em clima de férias)



                            Ele e Paula Mascarenhas - a vice mais sortuda da face da terra.