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Mostrando postagens de 2013

O que eu desejo tem nome e está aqui

E então? Então que eu vim aqui, humildemente, fazer meus votos a vocês para o tal doismilequatorze, porque, muito embora eu seja avessa a sentimentalismos encomendados, também tenho um coraçãozinho passível de virar manteiga nas viradas. Ok. Nas viradas e em tudo que é situação: o fato é que eu sou uma manteiga derretida ambulante - ainda que disfarce razoavelmente. Quem eu quero enganar? Afe.
Bom, eu desejo que no novo ano - ou amanhã, enfim - vocês descubram suas verdades e grudem nelas, apesar de tudo e de todos. E se alimentem da força que habita vossas almas sedentas de felicidade. Porque vocês podem tudo. Um espírito radiante é capaz de promover mudanças - eu acredito, sabe. Desejo que pensem em trabalhar em algo que amem - e não em algo que possa enchê-los de dinheiro. Tá, tá, eu sei que dinheiro é bom, mas não vamos dar tanta moral assim pr'ele, né? Desejo que vocês escutem menos Jorge e Mateus e mais Jorge Ben Jor. Ou mais Jorge Drexler, que também é uma pedida ótima. E q…

Sem admirar, não rola

Vocêsjá devem ter passado pela situação, óbvio. Se perguntarem o que viram em determinada pessoa e por que, hoje em dia, parece improvável terem nutrido algum sentimento por ela. Seria hipocrisia dizer que eu não me arrependo de ter dispensado atenção a certos caras por aí, mas tenho amadurecido quanto a alguns estigmas amorosos conhecidos. Tipo, renegar alguém que já me deixou com borboletinhas no estômago. Não dá, cara, é babaquice. Ok, a borboleta, digo, a pessoa teve sua importância. Fim.
Porém, agora vamos esculhambar com o bom-mocismo do parágrafo acima: simplesmente tenho vontade de vomitar quando lembro que já me interessei por uns figuras aí... quer dizer, o vergonhômetro alheio nem existe mais para contar a história, já explodiu há eras. Bem escroto admitir isso, sabemos, mas rolam uns arrependimentos escabrosos, no puedo evitar. Dia desses, estava eu de bobeira neste antro de perdição conhecido como internets, quandoacabei topando com a página de um menino que deveras já i…

Eu, o Marinho e o croissant de chocolate

Aí, ontem, numa destas provas de seleção da vida, veio a tiracolo na prova, um texto incrível da Cláudia Laitano. Puta crônica! Tanto gostei do pensamento da Dona Clau, que, após a leitura, fiquei tentada a ovacioná-la. É, aplaudir mesmo, eu e a prova, barulhão e tudo. Mas fiquei na minha, porque né, não preciso de mais motivos para ser tachada de louca. Só fiquei pensando: que baita cronista essa mulher! E aí, enquanto eu viajava nas questões de Português, fiquei a pensar, de soslaio, quase que inconscientemente, nesta ingrata - porém deliciosa, admito - tarefa de ser cronista. Porque o cronista é um atirador de opinião. Ele fica ali, na dele, observando, emprestando um olhar crítico, tentando promover uma reflexão de um jeito engraçadinho e cativante ao seu eleitorado. E, inevitavelmente, muito da sua credibilidade acaba vindo da sua atuação profissional de antes do delicioso e libertador ato de simplesmente escrever, sei lá, uma coluna no suplemento do jornal de sábado.
Mas, pera l…

Sobre trocentos rascunhos que não viram a luz do dia, camaros amarelos, e ilusão como prova de estar no jogo

Não gosto de espaçar as visitas, mas acontece que minha inspiração anda num limbo desgraçadinho. Não gosto disso, e, olha, não é frequente: eu sempre ando com a cabeça fervendo de indagações prontas para virarem textos. Mas tem vezes em que acontece, néam? No fundinho, mas bem no fundinho, deve ser a tal pressão do final do ano, certo que é. Retrospectivas, planos, contabilizações de acertos e erros - aquela cantilena conhecida que nos persegue, mesmo que não queiramos. Vocês não sabem, mas, geralmente, quando eu sofro de crises que me bloqueiam as palavras e me fazem sumir, é porque eu já estive por aqui e abri uns trocentos rascunhos que não viram a luz do dia. Eu ensaio, busco uma energia figadal - cês sabem, texto bom é aquele feito com as entranhas - mas aí vou me embananando. Em suma: não sai nada, porque eu já me distraí com a brisa, com o meu gato se espreguiçando com as patinhas coreografadas, com a manchete do jornal que, olha, dava uma crônica melhor e... fim. Lá vai o rasc…

Não troco o meu James Bond por você

A solidão assusta, claro que assusta. Solitude não é o projeto de vida de ninguém na vida, não é mesmo? Mas eu convivo bem com a ideia. Não que eu seja uma pessoa sozinha, longe disso, modéstia à parte, sempre dou um jeito de ter uma boa companhia do lado, de estar cercada de pessoas legais. Todavia, quando acontece, não deixa sequelas. Definitivamente, não sou o tipo de pessoa que perde um filme, por falta da dita ''parceria''. Ainda mais sendo o novo do James Bond. Jura!
Eu gosto de ficar sozinha, acho de grande necessidade. Eu me aprecio, gosto da minha companhia, do que eu descubro enquanto testemunha de mim mesma. É sempre libertador. E é meio curioso confessar isso, porque pressupõe que eu sou uma extraterrestre: quase ninguém que conheço é muito fã de uma solidãozinha. Deve haver, claro, mas, no geral, eu noto relações marcadas (ainda) pela posse, pelo controle, pelas cobranças, pela zaga retrancada - ainda mais em tempos esquizofrênicos de redes sociais (esquizo…

Sobre barbas

Neste site de amenidades denominado Agridoce, hoje, vamos falar de barbas. Ai ai, a barba. Sim, tem um caralho de coisa bizarra acontecendo no globo e que merece comentários, mas quem decide a relevância das pautas sou euzinha. A editora-chefe, a suprema dama da redação - ao menos aqui. Risos.

Surfando no achismo e sem nenhuma pesquisa de campo que embase meus argumentos, eu venho dizer que... amados, cês entenderam errado. Não é para virar Papai Noel. Não é para fazer cosplay de Karl Marx. Não é, definitivamente, para virar profeta bíblico. Tô pisando em ovos aqui, reconheço, porque não entendo bulhufas de barbas, mas... ah, eu sei o que agrada minhas retinas. Pegando carona naquela letra raimundiana que deveras ecoou em vossos radins nos anos 90, conheço bem o que faz levantar minha saia - ou, vá lá, o que abre meu calção. E, geralmente, fazendo cair alguma lágrima também.
Penso ser o segredo da coisa a história de mostrar, escondendo. Quer dizer, sou um homem feito - veja a prova…

Acho que era Ramones

Eu tinha uns dezesseis, eu acho. Dezesseis para dezessete. Falava com ele diretão, a gente trocava uma ideia legalzinha - legalzinha leia-se insípida - muito embora alguns diálogos fossem monólogos e quase nada tivéssemos em comum. Ele gostava de mim - e até que era bom ser gostada daquele jeito. Numa época de inseguranças latentes e desejo de autoafirmação, aquele sentimento era quase um sopro de vida.

''Gosto de ti de óculos'', dizia o mancebo.  
Até que um dia, ele veio com uns papos estranhos. Ele tinha cara de quem gostava de namorar no domingo, assistindo Faustão no sofá da sala. Um arrepio correu minha espinha. Engoli a seco, blefei:  
- Legal aquela música que tocou no filme, né? Acho que era Ramones...

Não que eu quisesse ir nadar com as baleias do Ártico ou escalar o Everest em pleno domingo, mas ter me acenado com um pouquinho mais de aventura, de traquinagem na vida, teria sido determinante. Determinante para quê? Sei lá eu, cara-pálida. Mas sinto que teria.…

Tipo o pão caindo com a parte da geleia para baixo

Tem coisas que são tipo o pão caindo no chão com a parte da geleia para baixo: se existe a possibilidade de ser sacal, vai ser sacal. Vizinho e música em um volume ensurdecedor, por exemplo. Não adianta: entra geração, sai geração, os vizinhos nunca vão escutar nada que você goste. Nem nada pelo que, ao menos, você tenha simpatia. Se é para passar pelo purgatório musical, que seja do jeito mais merda possível. O IBGE, nos seus famigerados censos, deve explicar isso. Eu nunca tive um único vizinho que comungasse do que eu amo ouvir. No geral, sempre fui acordada aos domingos com playlists do melhor do sertanejo da dor de corno. Não que o que eu escutasse não cantasse as dores de amor, mas a diferença entre um:

- AQUELA DESGRAÇADA ME DEIXO O O O OUUUU...

e um

- Eu sei e você sabe, já que a vida quis assim, que nada nesse mundo levará você de mim...

... é de uma sutileza escandalizante. Tem diferença. Faz diferença no ouvido e faz na vida. No jeito de encarar o, vá lá, amor e seus tropeços.…

Hey, Lúcifer, vai tomar no cu

Pois eu, recém chegada de Saturno, acabo de saber que o peixão da vez no mar de aplicativos dos celulares-robôs, atualmente, atende pelo nome de Lulu. Sei lá eu por que caralhos, mas é. A mulherada está em polvorosa, atribuindo na internet notas a homens de sua lista pessoal de amigos - e com os quais eventualmente queiram ter um romance, ficada, pegada, lance, enfim. Vejam bem, embora tal começo soe machista, vou me defender dizendo que sempre fui a favor de que nós, mulheres, tenhamos plena liberdade para conduzir nossas vidas sexual e amorosa, e nos libertemos de ''velhas'' amarras. Eu falo, aqui, é da bizarrice desta onda de aplicativos para celular, que parece hipnotizar e emburrecer. Em tempo: tem alguém muito esperto ganhando milhões com a nossa insegurança de tatear no escuro, quando o assunto é amor.
Pode até ser mau humor, como disse a Claudinha Tajes na Zero de sábado, mas talvez seja só o fato de eu ser pragmática demais - ao menos no referido campo. Celula…

Sobre desejar igual à ucranianinha, conversar com gatos estranhos, um moreno de coração quente

Aqui, neste site, estamos começando a desenvolver poderes mediúnicos. Cara, em maio do ano passado, eu fiz uma postagem meio esquizofrênica, enumerando coisas que eu queria fazer, mas, sei lá, não sei se faria, mas estava a fim de fazer, mas, sei lá eu, não sei se faria, mas rolava uma ideia de fazer e tal. Ou não, não sei, talvez não rolasse nada, mas o fato é que havia uma vontadezinha e etc. Uma postagem pouco séria, como é do feitio do ser humano que vos escreve. Lá pelas tantas, eu dizia que queria adotar um gato e batizá-lo de Joseph Tribbiani - Joey pros íntimos.

Lá vem ela com o gato de novo........ 

Ora bolas, mas é claro que eu venho com os gatos. A paixão por eles tem aumentado em progressão geométrica, é uma coisa assim... não sei explicar, é como se eu não conseguisse assimilar de onde vem tanto amor. Enfim, voltando ao post, é como se eu tivesse adivinhado que o Joey ia aparecer no meu caminho, é como se eu tivesse aberto meu coração e o chamado para perto de mim... ô hist…

Sobre compromisso, sacrifícios em nome do amor, Bruna sendo vaca

Hoje, o dia é dos 124 anos da Proclamação da República, mas a noite é dos solteiros. Não, pera, viajei. Aqui, onde me encontro, cai uma chuvinha marota no momento - o que eu considero um convite à reflexão. Logo, convido vocês e o Deodoro para uma prosa descompromissada. Descompromisso, mas que palavra fabulosa.

Compromisso é o tipo de palavra que me apavora. É forte o embate interior, não me perguntem o porquê, já disse, um dia resolverei isso - ou não - com umas sessões de análise. Claro, para os rotuladores de plantão, não passarei, euzinha, de uma irresponsável, uma doidivanas, uma hippie. Mas eu acho que não é bem por aí, penso que a confissão não me descredibiliza muito, sabe. É que compromisso lembra contrato, que lembra cláusula, que lembra.... vixe, chega. Ninguém gosta de amarras, por mais que seja fã de um discursinho cheio de protocolos, enquanto tenta elevar seu marketing pessoal. É claro que, querendo ou não, acabamos criando vínculos, compromissos, rotinas, um contrato …

Nem todos querem propaganda de margarina

Dia desses (tipo, ontem), encontrei, por acaso, um cara que foi meu coleguxo nos tempos dos gloriosos -  porém ao contrário - anos de ensino fundamental. Ele empurrava um carrinho de bebê. Com um bebê dentro, por supuesto. Ele não me reconheceu, creio eu, mas eu o reconheci - não esqueço facilmente um rosto, eu poderia ganhar facinho uns trocados desenhando retratos falados. Mas, enfim, fiquei pensando com meus botões. Seria a criança filha dele? Possivelmente. Grande parte da galera que jogou bola comigo na rua, já juntou as escovinhas de dentes e tratou de procriar. Há uns anos, isso me assustava, quer dizer, assumir um compromisso patriarcal com vinte e poucos anos por pressão de sei lá quem me parecia insanidade. E eu chegava a fazer comentários radicais a respeito. Hoje, no entanto, tenho olhos mais tolerantes em relação à pauta. Tolerantes, ok, mas não menos intrigados. Eu ainda me pego pensando no porquê de a ideia genérica de casamento - ou, vá lá, união sem assinar papel - co…

Quando um jornal sobre coxas fala por ti

Se me permitem, hoje, vou nostalgicar. E inventar um neologismo, que o momento pede - e eu tenho crédito com o Pasquale.

Eu ando remexendo gavetas. Gavetas, gente, gavetas! É sempre um mundo à parte, vocês hão de convir comigo. Nem sei bem o sentimento que me invade, só sei que eu precisava divagar sobre. Ah, tem isso também: eu ando divaguenta (digo, dois neologismos). Não que eu não seja divaguenta desde sempre - só o fato de a pessoa se prestar a atualizar um blog fodido simpático com regularidade professoral, já pressupõe que o ser humano é fã duma conversa fiada - mas, nos últimos tempos, eu chego a estar piegas. Ternuras estranhas têm escorrido do meu coraçãozinho quando divago sobre a minha vidinha. Acho que foram as gavetas, essas sabidas.
Porque a gaveta sabe do nosso passado, ela fica, ali, à espreita, esperando nossa volta. E a gente sempre volta - nem que seja para procurar um boleto vencido, uma prova perdida de faculdade, um gosto ou uma sensação. Ela sabe dos vacilos, d…

Expressões que eu não aguento mais usar, mas sigo usando, afinal, eu não sei parar

“Querendo ou não!”
Querendo ou não, eu não sei parar, porque lá se vão alguns anos repetindo à exaustão que, querendo ou não, eu não tenho nada mais relevante a dizer, então, querendo ou não, você vai ter que engolir essa opinião sem definição. O "querendo ou não" é meu encerra-discussão. O "querendo ou não'' é o meu atenuador preferido: com ele, vocêtira o seu da reta, e seu interlocutor nem percebe. Querendo ou não, é o que temos para o momento.
“JESUS MARIA JOSÉ”
Aqui, vai um exemplar católico, porém bem inofensivo. Usado em momentos de extremo arrebatamento, como quando eu vejo um gato fofo, e não sei lidar com aquele momento em que minhas retinas são invadidas por centenas de arco-íris de sorvete de flocos, ficando, assim, congeladas naquele lapso do mais puro amor, e tudo que sai é isso. Em letras garrafais mesmo, que é para a coisa ganhar o sentido desejado.
“Que loucura, Jorge!”
Nem sei de onde/quem catei isso, tampouco quem seria esse tal Jorge que eu vivo e…

A caçadora de capitais

Sempre a mesma cantilena. É só isso que eu ouço (tá, não é só isso que eu ouço, mas precisamos de um tom enfático aqui, ok) quase como um mantra sussurrado inconscientemente para dentro de nossos cérebros resignados. Não, não acho que as pessoas - sempre elas, as pessoas - estejam/sejam vazias. Ninguém é vazio, quer dizer, bradar que''fulano é vazio, cicrana é vazia'' pressupõe uma totalidade, dá a entender que não há nada no fulano e na cicrana - e isso não tem lá muito sentido. Digamos, então, que elas estejam cheias de algo que não nos interessa. Ou já nos interessou, mas agora não tem mais apelo, acontece. Tô só chutando mesmo que todos parecem estar estafados de tanta ''vaziez'', mas por que esse sentimento, se teoricamente ninguém é tão vazio assim? Boa pergunta, eu é que não vou responder. Er, pensando bem, eu tenho uma sugestão. Não me culpem, tudo isso é fruto de uma incursão perigosa e infantil aos diários de um tal Bourdieu - ele que nos diz s…

Sobre meta batida e paz de verdade

O departamento de estatística aplicada da Agridoce Enterprise declara que a meta de postagens do presente ano foi alcançada. A tentativa era a de passar o número do ano passado, sabe, bem óbvio, e então conseguimos. Aqui, fala-se de quantidade, não de qualidade, é bom que se explique.

Vejamos... nessa imersão de relembrar postagens... nossa.... tem umas aqui que, francamente, tengo ganas de me estapear por ter escrito. Não é fácil se autoanalisar. Em mais de 200 postagens (cof cof), alguma coisinha eu ia detestar depois de algum tempo, lógico, mas aí eu paro e percebo que, poxa, aquilo ali também sou eu. Não posso fugir do que eu senti no momento em que transmutava demônios em palavras. Não posso apagar nada, por mais que eu ria copiosamente do que eu já fui. Ao menos, eu me divirto. Ao menos, eu dou uma chorada eventual.
''Mas consegui, pelo menos, escrever uma canção...'' (Cê Pê Ême Vinte e Dois) 
Consegui, ao menos, escrever uns textos. A galera leu, curtiu. A vida s…

Para minha cria predileta

Eu tenho um amor da vida e o nome dele é Leonardo. É o meu caçula, o meu bebê, o meu melhor amigo, a minha metade, o meu melhor e o meu pior. Eu sou apaixonada pelo meu irmão, trata-se de um platonismo alimentado diariamente. Eu amo a risada gostosa dele, eu amo seu talento tímido pro piadismo, eu definitivamente sou mais feliz quando rio com ele. E disso nós dois entendemos: quando estivermos muito sérios, desconfie. Mamãe diz que fui eu que o batizei, porque eu era uma entusiasta da já encerrada dupla, brejeira e graciosa, Leandro & Leonardo. Então, quando ela perguntava como eu queria que meu caçulinha fosse nominado, eu devia soltar algo como um Linardo ou Nunado, porque o fato é que quando a criaturinha chegou, lá nos idos de agosto de 1992, o nome já estava certo. E aí fomos apresentados. O danado quase nasceu no meu aniversário de 3 aninhos, percebam como é uma ligação curiosa e indissolúvel. Naquele ano, eu não tive festinha nem parabéns em volta de uma mesa decorada, todav…

Solos de guitarra não vão me conquistar

''Solos de guitarra não vão me conquistar...''

HÃN???
PAULA TOLLER, AMADA, CÊ TÁ LOUCA??????
SOLOS DE GUITARRA VÃO, SIM, ME CONQUISTAR, INCLUSIVE JÁ ESTOU CASANDO NUM CHALEZINHO NAS MONTANHAS ANDINAS

Porque é aquela coisa: um menino com uma guitarra faz estragos violentos. Uma guitarra ou algo que o valha, não interessa muito quantas cordas o tal instrumento tenha pra mim - que, sim, tenho um coraçãozinho ridiculamente groupie batendo dentro do peito. Ria da minha patetice, estranho, é de graça.
Música é um departamento perigoso, eu não sei lidar.


Mas, hein, eu queria mesmo era dizer oi. Então, oi. Ainda não havia dado as caras nesse outubro maroto. E vim fazer isso com essa pagação deslavada, uma vez que o registro de um flagrante de um certo semblante compenetrado dedilhando coisinhas gostosas de ouvir precisava ganhar forma. Tá aí.
Quando abri as estatísticas aqui, e vi que as visitas estavam gentilmente escasseando, senti uma dorzinha na alma. Eu tinha que fazer al…

Sobre ignorar, ficar quieta e cuecas

Pegando um gancho na postagem em que confessei não saber bulhufas sobre o que ocorre na Síria, vamos analisar a palavra ignorante. Sim, eu sou ignorante quanto aos causos de lá, só sei meio por cima que há um ditador - óbvio - que oprimiu por trocentos anos uma galera, e era isso. Não quis ler mais nada, ando f a r t a, >> farta <<, fArTa destas mesmas coisas de sempre. Ou seja, eu sou ignorante, uma vez que ignoro. Ignorar não é crime, não sei o porquê de tanto pavor em relação à palavra. No fundinho, ignorante é tipo aqueles vocábulos que já incorporaram a sua semântica um estigma pejorativo indestrutível. Ignorante é xingamento. Mas o fato é que a gente ignora, eu ignoro, tu ignoras, nós vivemos ignorando. Na verdade, eu acho uma delícia ignorar, tenho pra mim que é um estímulo a seguir melhorando como pessoa, lendo, sei lá, passando por cima dos meus preconceitos. Não me apavora a ideia de ignorar, mas sim a de sair despejando palavras sobre o que eu desconheço. Ah, aí…

Lagriminha

Ele tem aquele jeito que faz cair lagriminha de quem olha, mas nem nota isso, porque é muito ocupado. E é um jeito tão dele, que é impossível não querer ter perto, não querer encostar. É um jeito tão curiosamente comum, que instiga. Tão estranhamente bonito, que afasta. Tão urgente, que paralisa. Tão anônimo, que sensibiliza. E sensibilizar é o que menos quer, na verdade, ele só fica ali existindo na dele, incógnito, e nessa distração é que acaba sendo percebido. Rompendo com o horizonte de expectativa dos olhos que querem encostar. Das mãos que querem dizer.





Auxiliou no post:

No cimento - Érika Machado










Eu não li nada sobre aquele negócio lá na Síria

Vocês querem conhecer a história do Vítor e da Lorena, eu sei. Eu também quero contar, mas vou fazer isso em doses bem homeopáticas. Ou vocês morrem de tédio com a falta de continuidade da trama ou ardem de curiosidade, vou correr o risco. Porém, na postagem de hoje, não tem nenhum dos dois. Na verdade, eu ando meio sei lá com essa vida, sabem? E vim despejar coisas.


Nem sei onde li, mas sei que li por aí que nós, consumidores e receptores, andamos produzindo um absurdo de conteúdo inútil na internet - inclua, por obséquio, meu bloguinho na jogada. Aonde vai o monte de abobrinha que a gente escreve, pessoas? Já pararam pra pensar a respeito? É muito fácil interagir hoje em dia, né? A gente fica se sentindo assim meio superespecial, apto a falar de qualquer coisa, a produzir conteúdo. Conteúdo a um click de ser gerado, é a era da instantaneidade (fiquei meia hora raciocinando pra escrever instantani? cuma mesmo?). Ninguém escreve cartas pro Domingo Legal mais. A gente senta o pau no Tw…

Lorena ainda não sabe lidar com a corrente elétrica – Capítulo 1

Ela dizia que não se importava mais, Lorena, a cética. Mas no momento em que o reviu naquela fatídica tarde de verão, indo para o trabalho, sentiu aquela maldita corrente elétrica percorrendo todo seu corpo de novo. A corrente elétrica era a conhecida paralisia incompreensível, que fazia com que todos os ossos fossem tomados por uma energia arrebatadora - e com a qual ainda não sabia lidar de modo racional, por não ter conseguido subtrair aquele rosto da memória. E era isso o que mais doía – mais que sentir o estômago retorcido, os olhos começando a lacrimejar timidamente, o coração atordoado dentro do tronco, como se pudesse ser ouvido a quilômetros de distância dali. E para ela, seus batimentos cardíacos eram ouvidos por todos, em uníssono, como se fossem a pior sinfonia de acompanhar. Tanto que, quando se cruzaram na Avenida Morrinhos, na mesma tentativa de alcançar a calçada, ela não soube o que dizer, ela engasgou nas palavras, ela emudeceu e ficou ali, olhando pro chão, pro nada…

Deu merda

Olá, pessoas legais que leem meu bloguinho!

Pela primeira vez, em quase 3 anos escrevendo, eu ando sem tempo para atualizá-lo. Santa ironia, Batman! Logo eu, que sempre procrastinei everything, a fim de abastecer meu filhote de coisas legais e tal, não tenho arrumado horas no dia pra lhe dispensar atenção. Mimimi. Ou seja, as visitas desta que vos escreve neste setembro – ou neste semestre, não sei - possivelmente serão mais esparsas. Tudo porque eu resolvi não procrastinar outras coisas por aí. Percebam a mudança: eu sempre fui uma procrastinadora de marca maior. Eu até já documentei isso, tomada por um acesso de fúria indescritível, (cata os arquivos de fevereiro do ano passado aí, ô, preguiçoso), porque, realmente, hein, Bruna, ajeitar a versão final da monografia cinco dias antes do prazo final para entregá-la à universidade não é lá uma jogada muito promissora, né não???? É claro que ia dar merda. Ia dar e deu. Deu uma merda abissal. Uma merda antológica. E lá fui escrever uma crôn…

THE BIG ONE

De acordo com o IBGE, 74,3% das pessoas que me cumprimentaram pela passagem do meu aníver, me desejaram um amor... um moço assim, que digamos mexa com as minhas estruturas. Ah, acho super válido, né, eu quero o meu barbudinho, the big one, cês sabem, pra assistir a reprises de Friends e criar gatos. Se foi de verdadinha ou não, o fato é que foi desejado. Ok. Eu também vivo sonhando com aquele ideal inatingível, é do cerne do ser mulher  humano - essa espécie que curte alimentar uma ilusão, especialmente quando assiste a comédias românticas protagonizadas pelo garoto Ashton em feriados chuvosos. Todos temos o ideal de pessoa que se encaixaria perfeitamente em nossa estranheza, não? Podem confessar, eu tenho o meu. Só que, contrariando a lei basilar de O Segredo - aquela que diz que desejando ardentemente determinada coisa, ela aparece no seu apartamento e toca o interfone - as opções que aparecem, vez que outra, não são assim tão como eu tinha imaginado... sacam? Oras, então a solução …

Tutorial para assimilar a autora

Neste blog, basicamente, externo situações chatinhas que me ocorrem. Chatinhas, mas sempre muito ridas, porque comigo é assim: pra eu me recuperar, eu preciso rir. E eu tô sempre fazendo piada com o que acontece comigo sem que eu possa evitar, com o que eu provoco e sei que tô fazendo errado, etecetera. Talvez isso seja, como diz o menino Roberto Frejat, nada mais que desespero. Que seja então, néam? Se eu não ironizar, enlouqueço.
Porém, mesmo à mercê de todos os tipos de sentimentos depreciativos e da conjunção astral do cruzamento de Saturno com os Cavaleiros do Zodíaco, eu posso ser surpreendida por uma vontade inabalável de simplesmente não tolerar ser abalada por nada. Eu posso, um dia, levantar com um espírito tão radiante, que esqueço de reclamar, esqueço de olhar só o concreto da cidade onde vivo, esqueço de me vitimizar. Mas que delícia sentir isso? Como foi que aconteceu mesmo? Tá, eu levantei, escovei meus dentinhos e coloquei minha camisetinha poser do Queen, foi isso? Pr…

Telefonemas

Ah, os telefonemas...

Chico ligou, né? Cês sabem, ele sempre liga, é um querido mesmo, e fica todo prosa, me cantando Futuros Amantes, pra eu entender que um amor é atemporal de qualquer jeito e que o importante mesmo é amar. Em meio a compromissos burocráticos, ele dá um tempo na genialidade e faz um 21 pra desejar uns mimos pra Bruninha, é um galanteador incorrigível esse Seu Francisco. Miúcha manda saudações também, claro, assim como sua filhota, Bebel, e todo o clã. Ai que amores que eles são! Me desmancho! Mas não contente com meus ããããins suspirados via telefone, ele ainda encerra com Todo o Sentimento. E aí eu não aguento, né? Tipo, todo o sentimento tá ali, eu já tô vulnerável. E me lavo chorando. Mas eu ainda tenho lágrimas pro Caê, né... ah esse baiano atrevido, esse menino do rio e do meu coração. Leonino entende leonino, percebam. E ele sabe como me pegar. Não é que o danado cantou Céu de Santo Amaro pro coração de manteiga aqui? É bem verdade que eu ando numa levada Podre…

Habemus censuram

Sempre que eu me sinto muito sufocada de sentimentos e eteceteras com os quais não sei lidar, eu lembro do bloguinho. É tipo uma reação em cadeia: eu preciso escrever sobre isso, preciso externar minhas impressões, preciso que leiam como me sinto (ô ego maldito!). Preciso desabafar no blog!!!
Minha vida, por mais sem gracinha que seja, é matéria-prima pra isso aqui que vocês leem - o que não quer dizer que isso aqui seja inteiramente biográfico. Mas é aquela coisa, eu conto minha história pra vocês de qualquer jeito, seja, por exemplo, quando eu comento que algum moço não quis meus beijos (eu ia escrever amor, mas né, não vou vulgarizar o dito cujo), ou quando eu digo que fico deveras puta ao ler ''nada haver'' e "concerteza'' pelos redutos internéticos, ou quando eu corrompo algum autor por aí, tipo a Ciça Meireles:
''Eu falo merda porque o instante existe E minha vida está completa Não sou alegre nem sou triste Sou pateta.''
Eu sou eu aqui, s…

Pidona

Oi, gente, sentiram falta da lesma?

É, eu ando nessas de pensar se alguém sente minha falta. Quem será que sente? Será que eu sou querida, mesmo que, por puro talento, faça de tudo pra ser intragável? Eu explico: vai chegando meu aniversário, e eu vou ficando mais reflexiva, mais introspectiva, pensando no que eu andei fazendo nos últimos trezentos e poucos dias... é meio que um exercício inevitável de contabilizar perdas e ganhos. É instintivo, não que eu queira, simplesmente acontece. Vamos colocar a culpa disso no famigerado inferno astral, sempre ele, se é que existe.  E eu também fico carente, caralhos, eu fico carente num nível pidão inenarrável. Eu torço por abraços, por cafunés familiares, por declarações do universo que façam eu me sentir um ser humano assim... digamos que fabuloso. Que sortudos somos por conviver com você, agridoce!!!! Feliz ano novo, adorável criatura!!!! Ass: Universo
Percebam a ingenuidade da pessoinha... é esse o espírito que me habita nesses dias, um es…

Vovó é que é sortuda

Dia desses, falávamos, uma amiga e eu, sobre como os caras ficam mais atraentes quando não se expõem tanto nas ditas redes sociais. Não sei se somente nós fomos acometidas pela síndrome, mas rola uma curiosidade maior. Sempre rola. Sei lá eu se é mistério, sé é porque eles parecem mais maduros, se é porque ao vermos que não tiraram fotos na última festa a que foram, automaticamente deixaram de usar a túnica da vulgaridade e se converteram em seres superiores. Não sei o que é, mas aí reside um bom chamariz. Ao menos, pra mim. (Aqui, é válido salientar que eu não entendo bulhufas de meninos e desse jogo fabuloso da conquista, ok.) 
Só se fala em redes sociais. Tudo acontece ali: manifestos ganham forma, casamentos e namoros são acompanhados em tempo real, notícias polêmicas e opiniões a tiracolo são difundidas pra todo o globo, etc, etc, etc. Qualquer um tem ao menos algum canal em que é visto, sentido, julgado, acompanhado tipo novela. Os que não têm - possivelmente a minoria - não sab…

Há um ano

Joey está comigo há um ano, desde que o resgatei do submundo da orfandade. Joey, há um ano, me faz ver que eu sempre amei gatos e que eles são criaturinhas fascinantes e doces, ao contrário do que a oposição diz. Joey, há um ano, é meu saquinho terapêutico de banha: não há tristeza que resista a essas dobrinhas peludinhas. Experimente abraçar isso, e sua vida nunca mais será a mesma. A minha não é há um ano.




Ah, abaixo eu trago uma parte (de três) de um documentário bem bacana - e curtinho, nem cansa! - que eu catei no youtube, há uns meses - desde que iniciei os trabalhos na maternidade felina - falando sobre gatinhos e suas curiosidades, além de depoimentos de gatólatras assumidos, tipo o Ruy Castro, por exemplo. (Devo reconhecer que eu já assisti a esses vídeos algumas várias vezes, e em praticamente todas acaba escorrendo alguma lágrima. Mas também, as criaturas colocam Clair de Lune na trilha, pô!) 



Felinem-se!