sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Acho que era Ramones

Eu tinha uns dezesseis, eu acho. Dezesseis para dezessete. Falava com ele diretão, a gente trocava uma ideia legalzinha - legalzinha leia-se insípida - muito embora alguns diálogos fossem monólogos e quase nada tivéssemos em comum. Ele gostava de mim - e até que era bom ser gostada daquele jeito. Numa época de inseguranças latentes e desejo de autoafirmação, aquele sentimento era quase um sopro de vida.

''Gosto de ti de óculos'', dizia o mancebo.  

Até que um dia, ele veio com uns papos estranhos. Ele tinha cara de quem gostava de namorar no domingo, assistindo Faustão no sofá da sala. Um arrepio correu minha espinha. Engoli a seco, blefei:  

- Legal aquela música que tocou no filme, né? Acho que era Ramones...

Não que eu quisesse ir nadar com as baleias do Ártico ou escalar o Everest em pleno domingo, mas ter me acenado com um pouquinho mais de aventura, de traquinagem na vida, teria sido determinante. Determinante para quê? Sei lá eu, cara-pálida. Mas sinto que teria...

Vocês nunca se perguntaram onde estariam, com quem estariam, de que jeito estariam, caso tivessem feito outras escolhas???? Dããr. Claro que sim, né, penso ser algo recorrente quando a gente para e dá uma refletida. Alguns sentem culpas, outros, alívios. Eu sinto cócegas. Rir do passado é o melhor jeito de conviver bem com ele. É claro que eu julguei um rosto, um nome, uma mania de ser sempre comedido e inofensivo nas opiniões, mas.... mas.... não consigo, ainda, achar que eu estava totalmente errada naquela primeira impressão - que talvez pudesse me roubar um pouquinho de felicidade, vai saber. Não, não roubou mesmo.


Auxiliou no post:

The authority song - Jimmy Eat World








terça-feira, 26 de novembro de 2013

Tipo o pão caindo com a parte da geleia para baixo

Tem coisas que são tipo o pão caindo no chão com a parte da geleia para baixo: se existe a possibilidade de ser sacal, vai ser sacal. Vizinho e música em um volume ensurdecedor, por exemplo. Não adianta: entra geração, sai geração, os vizinhos nunca vão escutar nada que você goste. Nem nada pelo que, ao menos, você tenha simpatia. Se é para passar pelo purgatório musical, que seja do jeito mais merda possível. O IBGE, nos seus famigerados censos, deve explicar isso. Eu nunca tive um único vizinho que comungasse do que eu amo ouvir. No geral, sempre fui acordada aos domingos com playlists do melhor do sertanejo da dor de corno. Não que o que eu escutasse não cantasse as dores de amor, mas a diferença entre um:

- AQUELA DESGRAÇADA ME DEIXO O O O OUUUU...

e um

Eu sei e você sabe, já que a vida quis assim, que nada nesse mundo levará você de mim... 

... é de uma sutileza escandalizante. Tem diferença. Faz diferença no ouvido e faz na vida. No jeito de encarar o, vá lá, amor e seus tropeços. Imagina acordar escutando a Bethânia desenrolar os versos do Vinicius? Só nas minhas melhores utopias. Vai lá, engole o choro, que amanhã tem Gusttavinho Lima e você. Ou um Naldo perfurando uns tímpanos com muita vodka - ou água de côco, que, para mim, tanto faz.

Dia desses, pasmem, fui agraciada com Help, dos moços de Liverpool, num volume exorcizante. É você, Satanás? Depois de sofrer, calada, por tantas manhãs, ver os Fab Four invadindo minha janela foi um grata surpresa. A pena é que eu me encontrava numa ressaca tão desgraçada, que só pensava em dormir - sim, aquele sono de babar, o melhor que existe. No fundo, eu devo ter sonhado. Nunca saberei de verdade.



                                                                                  #chatiado




 

domingo, 24 de novembro de 2013

Hey, Lúcifer, vai tomar no cu

Pois eu, recém chegada de Saturno, acabo de saber que o peixão da vez no mar de aplicativos dos celulares-robôs, atualmente, atende pelo nome de Lulu. Sei lá eu por que caralhos, mas é. A mulherada está em polvorosa, atribuindo na internet notas a homens de sua lista pessoal de amigos - e com os quais eventualmente queiram ter um romance, ficada, pegada, lance, enfim. Vejam bem, embora tal começo soe machista, vou me defender dizendo que sempre fui a favor de que nós, mulheres, tenhamos plena liberdade para conduzir nossas vidas sexual e amorosa, e nos libertemos de ''velhas'' amarras. Eu falo, aqui, é da bizarrice desta onda de aplicativos para celular, que parece hipnotizar e emburrecer. Em tempo: tem alguém muito esperto ganhando milhões com a nossa insegurança de tatear no escuro, quando o assunto é amor.
Pode até ser mau humor, como disse a Claudinha Tajes na Zero de sábado, mas talvez seja só o fato de eu ser pragmática demais - ao menos no referido campo. Celular para mim? Não me deixando na mão em se tratando de sinal e enviando mensagens de forma eficiente, já está de bom tamanho. Meu aparelho está longe de ser um Tiranossauro Rex, mas é frequentemente subestimado pela dona: não faço questão alguma de zilhões de bobagens que mais enlouquecem do que promovem a luz. Tecnologia, para mim, só se for para facilitar a vida da preguiçosa que vos fala.
Seguindo no perímetro dos aplicativos - e indo na contramão do que escrevi acima sobre o Seu Lulu - vi por aí que há uns ótimos que nos ajudam, por exemplo, caso precisemos de um serviço de táxi de confiança em determinado lugar. Além de localizarem o carro mais próximo da pessoa, há programas que incluem até o valor estimado da corrida para o passageiro em potencial. Uau! Show! Aí falou minha língua, camarada. Praticidade para a vida. Agora, a troco de que catalizar o aparecimento de velhos fantasmas com um aplicativo cuja única finalidade é dar dor de cabeça? Sim, meu amigo, porque quanto mais vocês causam amorosamente online, mais choram nas minhas timelines. ''Ai, porque vi fulano numa foto com siclana''. ''Ai, beltrano postou que está na festa tal com o Pafúncio e o Teobaldo, e hoje eu não posso sair. Droga.'' Penso que o exercício do famigerado tomar no cu é, inevitavelmente, fruto da nossa própria vontade, não? A gente pede.
E, no mais, vão lamber sabão. Vocês e o tal Lúcifer.









domingo, 17 de novembro de 2013

Sobre desejar igual à ucranianinha, conversar com gatos estranhos, um moreno de coração quente

Aqui, neste site, estamos começando a desenvolver poderes mediúnicos. Cara, em maio do ano passado, eu fiz uma postagem meio esquizofrênica, enumerando coisas que eu queria fazer, mas, sei lá, não sei se faria, mas estava a fim de fazer, mas, sei lá eu, não sei se faria, mas rolava uma ideia de fazer e tal. Ou não, não sei, talvez não rolasse nada, mas o fato é que havia uma vontadezinha e etc. Uma postagem pouco séria, como é do feitio do ser humano que vos escreve. Lá pelas tantas, eu dizia que queria adotar um gato e batizá-lo de Joseph Tribbiani - Joey pros íntimos.

Lá vem ela com o gato de novo........ 

Ora bolas, mas é claro que eu venho com os gatos. A paixão por eles tem aumentado em progressão geométrica, é uma coisa assim... não sei explicar, é como se eu não conseguisse assimilar de onde vem tanto amor. Enfim, voltando ao post, é como se eu tivesse adivinhado que o Joey ia aparecer no meu caminho, é como se eu tivesse aberto meu coração e o chamado para perto de mim... ô história linda essa nossa, hein?
Faz tempinho que eu ando pensando na coincidência e tenho ensaiado escrever sobre, porque o fato é que ela me traz uma paz danada de boa. E ela me sussurra que aquilo que a gente deseja com todo o amor que se pode suportar dentro das veias, dentro dos neurônios, vai vir para nós. Mais cedo ou mais tarde. Vai vir, como que voltando à antiga casa, vai vir... tem que acreditar. Desejamos um balaio de coisas. E desejar é de graça, eu desejo é infinitamente, eu desejo o que não tem nome, como diz aquela ucranianinha amor. Eu desejo e coloco o meu coração leonino inteiro naquele desejo. Eu desejo e vejo no que dá. Aqui, neste site, também amamos ver no que dá. É sempre estimulante, apavorante, uma salada de emoções. Troquem a alface tragada a contragosto por uma salada de emoções, vez que outra, queridos.

Tá, voltando aos gatos – só porque eu amo escrever sobre esses seres peludos e obesos e incompreendidos – diga você, humano racional, como ainda não se deixou envolver pelos miados? Aquilo ali são notas musicais carregadas da mais pura ternura. Desde que Joseph aconteceu, naquela noite julina molhada de chuva, algo mudou dentro de mim. Hoje em dia, se vejo algum felino na rua, eu paro para observá-lo, perdida entre os transeuntes, num recanto particular. Só que, tímidos que só eles, quase nunca dão as caras para a Bru. Se vejo algum deles, refestelado em algum colo de algum dono por aí, eu paro e fico admirando-o. Eu converso com esse gato cuja procedência desconheço. Eu me saio com pedidos desconcertantes: 

- Oi, posso encostar no teu gato? Sacumé, eu amo, não posso evitar... 

Em um futuro próximo, consigo visualizar uma sala, algumas almofadas arranhadas, uma cortina rasgada, muito pelo no sofá - os pelos, naturalmente, são dos meus filhos – e muita vida entre miados. Trata-se da personificação daquela lenda da louca solitária dos gatos? Nananinanão
Também tem um gato de pelagem morena, de voz rouca e coração quente, vestindo cuequinha samba-canção para a dona aqui - que eu sou filha de Deus, né.


Auxiliou no post:

João e Maria - Chico Buarque







sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Sobre compromisso, sacrifícios em nome do amor, Bruna sendo vaca

Hoje, o dia é dos 124 anos da Proclamação da República, mas a noite é dos solteiros. Não, pera, viajei. Aqui, onde me encontro, cai uma chuvinha marota no momento - o que eu considero um convite à reflexão. Logo, convido vocês e o Deodoro para uma prosa descompromissada. Descompromisso, mas que palavra fabulosa.

Compromisso é o tipo de palavra que me apavora. É forte o embate interior, não me perguntem o porquê, já disse, um dia resolverei isso - ou não - com umas sessões de análise. Claro, para os rotuladores de plantão, não passarei, euzinha, de uma irresponsável, uma doidivanas, uma hippie. Mas eu acho que não é bem por aí, penso que a confissão não me descredibiliza muito, sabe. É que compromisso lembra contrato, que lembra cláusula, que lembra.... vixe, chega. Ninguém gosta de amarras, por mais que seja fã de um discursinho cheio de protocolos, enquanto tenta elevar seu marketing pessoal. É claro que, querendo ou não, acabamos criando vínculos, compromissos, rotinas, um contrato de leitura com a nossa audiência, mas penso que isso acaba sendo uma contingência, aquela coisa da qual, se tivéssemos opção, fugiríamos. Não aquilo para o que abrimos o peito, os sentidos, os olhos, os desejos mais entranhados e dizemos: venha. Os sentimentos são livres - pássaros em voo - já diria aquele ser incrível chamado Mário Quintana.


Pegando carona na ideia, vocês não acham curioso quando escutam frases do tipo "amigo que é amigo, faz tal coisa''? Ou, quem sabe, ''amor que é amor, não faz tal coisa''? Acho que vem bem ao encontro do que eu dizia, aquela coisa do compromisso como forma de sacrifício, de anulação (tá, eu não falei acima, mas agora tô falando), de se perder na busca por preservar uma convenção, um rótulo. Eu me enervo quando sou agraciada com alguma fala do tipo. E tenho muitos bons amigos, a despeito do que vou escrever mais adiante, se querem saber.
Mas, cara, amigo erra. Amigo tem preguiça. Amigo, simplesmente, às vezes, não quer te ver, porque não está a fim. Amigo não é uma entidade, amigo é humano. E humanos são isso aí que são mesmo, e não deixam de ser menos fascinantes por isso.
Ah, quanto ao amor... ah, o amor... o amor idem, pessoal. É claro que cada caso é um caso (como não amar clichês?), mas, no geral, se é para ficar junto, dividir uma vida, um cotidiano, é necessário que haja leveza, riso (muito riso, por obséquio), uma gratuidade que não se sabe explicar. Se a criatura já vem falando que eu preciso falar menos, gostar de aipo e ter doutorado, é porque talvez não queira ficar comigo de verdade. Vocês podem até achar que amor é sacrifício e etc, mas eu, como boa hedonista que sou, não levanto tal bandeira, não.


Vejam bem, se tem uma coisa da qual eu faço questão na vida, é a de ser extremamente educada com todo ser humano que me contate. Eu não abro mão. Também não sou educada somente com quem é comigo. Quando me tratam mal, eu faço questão de retribuir sendo amável (x10). Não é samaritanismo barato, só sei que, por enquanto, gosto de viver assim. É divertido.
Mas, hein? Só não vem me oferecer promoção via telefone, sério, eu não gosto de promoções. Eu não gosto de p r o m o ç õ e s. Eu não quero comprar nada. Eu não quero vender a alma ao Tinhoso para ter o celular do momento.

- Moça, estamos com uma promoção aqui do jornal...

- Er, eu já assino o jornal de vocês, moço. Serião.

- Bom, mas aqui não há registro de assinatura com esse número para o qual eu liguei...

- He he, tá... assim... é que na verdade eu tô mentindo, sabe? E não tô com tempo pra promoção, beijo pra ti.


Eu, que sou uma flor de condescendência, também sei ser bem vaquinha.








terça-feira, 5 de novembro de 2013

Nem todos querem propaganda de margarina

Dia desses (tipo, ontem), encontrei, por acaso, um cara que foi meu coleguxo nos tempos dos gloriosos -  porém ao contrário - anos de ensino fundamental. Ele empurrava um carrinho de bebê. Com um bebê dentro, por supuesto. Ele não me reconheceu, creio eu, mas eu o reconheci - não esqueço facilmente um rosto, eu poderia ganhar facinho uns trocados desenhando retratos falados. Mas, enfim, fiquei pensando com meus botões. Seria a criança filha dele? Possivelmente. Grande parte da galera que jogou bola comigo na rua, já juntou as escovinhas de dentes e tratou de procriar. Há uns anos, isso me assustava, quer dizer, assumir um compromisso patriarcal com vinte e poucos anos por pressão de sei lá quem me parecia insanidade. E eu chegava a fazer comentários radicais a respeito. Hoje, no entanto, tenho olhos mais tolerantes em relação à pauta. Tolerantes, ok, mas não menos intrigados. Eu ainda me pego pensando no porquê de a ideia genérica de casamento - ou, vá lá, união sem assinar papel - com filhos e papagaio ainda ser vendida como solução de vida feliz a todos os seres da Terra. (Sim, eu sei que vocês já estão me julgando um ser infeliz. Eu sei que vocês estão me julgando. E devem. Só não vale me apedrejar na rua, sim?)
Eu fiquei matutando sobre. Eu fiquei, foi inevitável. Talvez eu tenha sido traída pela imagem, e a criança nem tenha parentesco com ele, vai ver, a criatura só estava ajudando uma desconhecida na rua, que diabos tenho eu com isso? Mas sempre que eu vejo alguém que praticamente cresceu comigo, embebido, tão jovem, em um rol de tarefas, sabidamente, programadas socialmente para manter a ''ordem'', é quase impossível não começar a investigar mentalmente os caminhos que levaram a pessoa a assumir tal postura. Porque o fato, meus caros, é que nem todos sonham em casar, constituir família, morar junto, ter horta, criar filhos e etc. Alguns milhões querem, lógico. E que bom para eles. Mas essa não é uma verdade universal, por mais que as propagandas de margarina insistam na jogada.


Em tempo: eu amo crianças. Com suas respectivas mamães.
HAHAHAHAHAHAHA

Não, sério, foi só para dar uma brincada. Eu gosto e muito de crianças, elas têm uma sinceridade nata que me encanta. Adoro sua pureza e o jeito como descobrem o mundo. Mas, por mais fofas e lapidáveis para o bem que sejam, elas ainda não têm o dom de se criarem de forma autodidata. E é aí que reside o drama, uma vez que nem sempre contam com tutores dignos da tarefa de educá-las. Muitas têm sorte. Outras, nem tanto.


Besitos, nos vemos.






domingo, 3 de novembro de 2013

Quando um jornal sobre coxas fala por ti

Se me permitem, hoje, vou nostalgicar. E inventar um neologismo, que o momento pede - e eu tenho crédito com o Pasquale.

Eu ando remexendo gavetas. Gavetas, gente, gavetas! É sempre um mundo à parte, vocês hão de convir comigo. Nem sei bem o sentimento que me invade, só sei que eu precisava divagar sobre. Ah, tem isso também: eu ando divaguenta (digo, dois neologismos). Não que eu não seja divaguenta desde sempre - só o fato de a pessoa se prestar a atualizar um blog fodido simpático com regularidade professoral, já pressupõe que o ser humano é fã duma conversa fiada - mas, nos últimos tempos, eu chego a estar piegas. Ternuras estranhas têm escorrido do meu coraçãozinho quando divago sobre a minha vidinha. Acho que foram as gavetas, essas sabidas.
Porque a gaveta sabe do nosso passado, ela fica, ali, à espreita, esperando nossa volta. E a gente sempre volta - nem que seja para procurar um boleto vencido, uma prova perdida de faculdade, um gosto ou uma sensação. Ela sabe dos vacilos, das glórias, de tudo. A gaveta é você, a gaveta sou eu. Somos gavetas.

Pois eu, fuçando nas minhas, achei até um jornaleco que eu mesma redigi, lá nos idos de 2003 - no auge dos meus 14 anos e do meu mariachuteirismo inveterado (perdão, três neologismos). Quer dizer, desde que me conheço por gente, sou entusiasta de coxas masculinas jogando um futebolzinho arte, mas, como boa adolescente, à época, o negócio floresceu. E lá fui eu escrever uma espécie de top 10 dos mais jeitosos meninos dos gramados do certame nacional - uma tosquice abismante. E hilária, vocês deviam ler. No quesito gostosura suprema, Unidos do Dieguinho de Vila Belmiro foi nota dez, por dois anos seguidos - sim, referida eleição seguiu em 2004, mas, felizmente, não deixei nenhum papel para a posteridade.

E aí que os risos gritados, depois de feita a digestão da publicaçãozinha marota, me fizeram cair na real. Eu sempre fui jornalista. Eu bem que tenho cara de repórter decadente do Ego mesmo.


Ricardinho Izecson era outro que sempre figurava na lista do amor.