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Mostrando postagens de Março, 2016

O Brasil pede menos fuças

Trata-se de uma coisa que me deixa agoniada. Desconcertada. Intrigada. Meio sem palavras. Fascinada. Comovida. Dadas as circunstâncias, até meio invejosa. São tempos difíceis para se gostar da própria cara, reconheçamos o óbvio. E as pessoas conseguem. Resistem. Na tela do celular. Na capa da outra rede. Jesus Maria José, na área de trabalho do computador pessoal!!! Meus olhinhos com astigmatismo chegam a brilhar. São infindáveis as opções para se ilustrar estes espaços, vocês hão de convir comigo. O mundo está cheio de belezas. De feiuras igualmente admiráveis e passíveis de significado. Cachorrinhos. Gatinhos. Ornitorrincos. Um filhinho. Família. Mamãe. Papai. Vovozinhos. A Grande Família. O Tuco e o Popozão. Papagaios - o verde deles está em alta com essa onda verde-amarela, não acham? O lábaro que ostentas estrelado. Qualquer lábaro, até do Tio Sam tá valendo. Abaporu. O seu cu. Quadros do Romero Britto. Guernica. Capa de algum álbum do Amado Batista. Ou do Arctic Monkeys. Jorge …

¯\_(ツ)_/¯

Juro que, ao falar em política brasileira atualmente, me vem à mente esta simbólica carinha: ¯\_(ツ)_/¯ 
S o m e n t e ela.  Sério - seríssimo -, eu queria opinar simplesmente em toda e qualquer conversa política com essa carinha. E sair soberana. Eu diria que osemojisnos dão alento para viver. Porque não está fácil viver. Se está fácil pra você, faça um canal no youtube e dê umas dicas pra nós, reles mortais que estamos nos arrastando neste jogo diário de suportar o peso da existência. Argh, o peso da existência. Porque existir pesa. Dá trabalho, cansa, martiriza, produz dúvidas. Não aguento mais ler sobre política. Não aguento mais ser um ser político. Aristóteles, seu magnânimo filho da puta, como eu te odeio.   Eu só sei duvidar. Eu não aguento mais duvidar. Quem sabe, por isso, eu seja uma gênia. Mas não é assim que me sinto. Me sinto apática e completamente perdida. Não sei o que esperar dos próximos acontecimentos. Que a corrupção é uma desgraça crônica da nossa pátria, já sabemos. …

Feminista eu? Tá louca, Bruna!

O rótulo ''feminista'' assusta, né? Onde já se viu ser chamada dessa coisa horrenda aí. Eu não sou feminista, sou feminina, meu bem. Argh, pausa pra vômito. Como se uma coisa excluísse a outra. Nenhuma mulher deve ser coagida a se denominar feminista, mas fazer suposições sobre uma palavra cujo significado verdadeiro se desconhece é desonestidade intelectual. Burrice, sabe.
Eu já elenquei neste espaço os momentos que despertaram em mim uma consciência feminista e não vou entrar em detalhes novamente, mas queria deixar claro que eu também morria de medo de ser ''tachada'' de. Sei lá, não me sentia confortável. Mas isso era quando eu não tinha lido nada profundamente. Pois aí eu fui ler, estudar - sim, porque é um estudo - e aprender. Em suma, sair das trevas da ignorância.
Você, amiga que me lê no momento, pode até espernear e dizer que não é feminista, mas, se por algum motivo, já se sentiu discriminada única e exclusivamente por ser mulher, devo dizer …

Mulher de verdade

Sou uma feminista medíocre, raramente milito em detrimento de minhas rotinas pessoais. Mas nunca fui escrachada ou tive minha ''carteirinha'' confiscada no movimento. Sigo me depilando, usando maquiagem e sendo uma romântica insuspeitíssima (é a vênus em libra, perdoa). Eu sou uma mulher de verdade, sabe? Mas também tem mulher de verdade que não é feminista. Mulher de verdade que nem sabe o que é feminismo e por algum motivo acha-o dispensável em sua vida. Também tem mulher de verdade que é feminista e, ao contrário de mim, escolheu não se depilar, usar maquiagem ou acreditar no amor. E tá tudo bem igual. Todas são mulheres de verdade. Todas têm suas dores e vivem segundo as circunstâncias que acharam em seus caminhos. Tem mulher de verdade que gosta de rosas e mulher de verdade que acha isso um saco, tipo eu. Posso receber minha parte esmagando gatinhos?
Tem mulher de verdade que já abortou, muita mulher de verdade que ainda vai abortar. Tem mulher de verdade que já t…