quarta-feira, 29 de junho de 2016

A gata no fundo da fiorino e a conjuntura sertaneja atual

Credo, esse post sertanejo aí embaixo anda me aterrorizando a existência. Nada contra a cultura sertaneja em absoluto, até porque procedo de uma linhagem muito simpática de caipiras - interiorana que nasci. O pavor reside muito é na questão de em segundos me imaginar em um camarote de uma baladinha #top rodeada de agroboys, vendo quem gasta mais em vodkas e energéticos variados, e no dia seguinte aparecer em alguma foto na página "Os Brutos da Agricultura'', fazendo paz e amor com a palma da mão virada pra dentro. Terror da melhor qualidade. É questão de tempo para o John Carpenter filmar algo bem trash com a temática. ''O ataque zumbi de Munhoz e Mariano no Camaro amarelo'' - já imagino em neon em um universo paralelo por aí.  
Bom, como diz nosso amigo da cerveja artesanal e do post catatônico: vamos abrir os trabalhos. Ou melhor, continuá-lo. Ando postando pouco. Não que eu pense pouco, claro, isso nunca, pensadores de pensações que não levam a lugar nenhum, como eu, não entregam os pontos. Aproveitando o ensejo: até andava muito pensativa sobre os desdobramentos do sertanejo na sociedade atual. Está disseminado, entrou em nossas casas, está no ar que respiramos. Mas isso dá dinheiro, então eu acho é ótimo, viva o empreendedorismo financiado pelas calças apertadinhas do Doug e do Cezinha. Ou do Marquinho e do Pablinho. Ou quem sabe do Thiaguinho e Thieferson, a sensação do momento. Não é de todo mal, alguém precisa ir para a frente nessa vida. Que, então, sejam eles que cantam tão lindamente o amor, jogando a gata no fundo da Fiorino. 
Quem vê essas barbaridades contra esses poetas modernos, deve imaginar que eu falo que sertanejo não é cultura. Ou que odeio o mainstream e quero é pagar de profunda, escutando enlatado para vender imagem de sabichona. Longe disso, meus caros reizinhos do camarote, eu cresci ouvindo sertanejo noventista de raiz, e, olha... até que ele era bem bonitinho, uma graça. Coisas como pegar o primeiro avião com destino à felicidade ou sacar que é o amor que mexe com a minha cabeça e me deixa assim ainda repousam timidamente nessa espécie de coração, não sei bem o que é, que trago dentro. E sertanejo, inclusive essa praga do universitário, é cultura sim - o que não quer dizer que sejamos obrigados a consumi-la, claro. Estou mais interessada é em observá-la, ainda que empiricamente, e ver como consegue pautar discursos que vão de paixão à classe social - principalmente classe social. Vide os agros, esses maravilhosos que, além de serem audiência maior dos emergentes em questão, são donos dos meios de produção, alimentam nossas famílias e vestem-se todos iguais. Porém com fivelas de ouro, Bruna, é bom frisar.



                                                          Que medo!!!!! 




Auxiliou no post: 

Come on - The Jesus and Mary Chain









quarta-feira, 22 de junho de 2016

A música do violão e do cachorro

Zoei Henrique e Juliano magistralmente aqui, mas aparentemente fui castigada pelos deuses sertanejos, pois me encontro viciadíssima no arquivo intitulado "Meu violão e o nosso cachorro'', das, outrora, desconhecidas por mim Simone e Simaria - lê-se com entonação no ''ma'', não como em sesmaria, leitor. Amanhã, certamente terá passado, o encantamento é chuva de verão, conheço bem. Mas, olha, enquanto isso... gente... eu tô sentindo a dor dessa mulher aqui de casa. Como grita a coitada!

''Se o nosso amor se acabaaaaaar
Eu de você não quero naaaaada...''

CATAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAARSE
AAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHH (se joga no chão)

Tem muito sentimento ali, cara. Um sentimento que não emanou dos cores de Henrique e Juliano pra mim. Minha implicância com esses meninos baseia-se, basicamente, em um ódio platônico à primeira vista, não há nada de científico na minha análise. Pois bem, a tacada de beisebol das coleguinhas - segundo minha investigação, as bonitas são conhecidas assim - em meu cerebelo impressionável foi tanta que até clipe fui catar. Não demorou muito para eu estar tal qual Marcos Mion e Mionzinho naquele quadro engraçadíssimo do Descarga MTV (saudades, inclusive!!!) em que eles faziam playback e dramatizavam uma música qualquer. Mas, assim, eu estava gri-tan-do esta canção do violão e do cachorro. E meu gato Menelau ao lado bem admirado. Enfim...

CATAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAARSE


Eis aqui a história, com violão, cachorro - que, não duvidem, foi primordial para o sucesso do hit, pois cachorros <3 - e tudo mais. Se fosse gato, estaria eu de faixinha na cabeça? Nunca saberemos. 




AH VAI SE FODER QUE TU PEGA O SIDNEY SAMPAIO, SIMARIA? OU SIMONE, SEI LÁ EU





  

sexta-feira, 3 de junho de 2016

Yo soy doida pelos sultões do balanço

Dire Straits é uma banda, né? Não, não precisa nem concordar, cala a boca e escuta. Põe sua faixinha a la Knopfler na cabeça e vem com a fanática. Me lembro de ser bem pequena e ver o Mark uma vez num desses clipes antigos que passavam na televisão - e, meu!!!, ele era a cara de um tio meu muito querido, hoje até falecido infelizmente. Não sei vocês, mas eu achava a latinha mesmo. Então, para todos os efeitos, ele sempre foi da família, ainda que só mais velha eu tenha ido atrás das canções de sua bandinha inglesa (malditos ingleses e suas bandas viciantes).
Pois bem, com o delay imperdoável de um ano, vim falar dos 30 anos do lançamento de Brothers in Arms, o único disco dos sultões do balanço a figurar na lista dos 200 álbuns definitivos no Rock and Roll Hall of Fame. Para ser franca, nem é meu favorito, mas aparentemente estar nesse rol é grande coisa, então vamos entrar no joguinho - sem falar que nele repousa a belíssima música que dá nome ao álbum e é uma das minhas favoritas. Como descrever Brothers in arms? Olha, amigo, eu também não sei.   
O projeto conta com a inesquecível Money for nothing, cujo clipe foi o primeiro da história a passar na MTV europeia. Sem falar na letra, que tem um sarcasminho ótimo e faz meu coraçãozinho debochado não guentar, não. É aquela velha história: roqueiros bem-intencionados ironizando o consumo, mas sendo consumidos pelo mercado. Já So far away, uma autêntica baladinha oitentista, conta a história de um alguém que ama um outro alguém, porém está tão tão longe deste alguém. Faço das palavras deste alguém as minhas, pois I'm tired of being in love and being all alone, when you're so far away from me, I'm tired of making out on the telephone 'cause you're so far away from me. Fica a dica, tá? Então tá. Sabe aquela música das propagandas cafoníssimas da RBS promovendo campanhas comunitárias na década de 90? Pois é, é a intro de Walk of life, mas vale lembrar que ela não tem culpa de nada e segue sendo muito boa. Além disso, duvido ser possível escutá-la sem sair fazendo passinhos pela casa. Sim, nós estamos falando da canção mais alegrinha do planeta. Em suma, irmãos, Dire Straits faz bem para ela, a saúde dos ouvidos. Apreciem sem moderação. Apreciem pra caralho.

    
*A capa é em azul e tem a imagem das nuvens, a fim de nos fazer pensar que estamos no céu quando escutamos o álbum.................... ok, nem é, mas totalmente mentira não deve ser.  



                                DESTRÓI ESSA GUITARRINHA PRA NÓIS, MARK!!!




Auxiliou no post: adivinha aí.