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Mostrando postagens de Maio, 2013

Sobre não aturar, mea culpa e gatos mafiosos

É... eles tinham razão quando afirmavam que envelhecer tem uma baita vantagem. Aquela vantagem, ô vantagem boa... sinto os olhos brilharem só de falar. É bem verdade que curto ainda as delícias da minha ''mocidade'', como diria o meu Cartola, mas já noto os efeitos do ''ficar mais velha''. Trata-se simplesmente do maravilhoso não aturar. Eu não aturo mais. Eu me nego a aturar algo que me faça mal, algo que me encha o saco, algo que exija minha condescendência quando não existe nem rastro de uma. É bem verdade que às vezes pode demorar, mas, no fundo, eu sempre acabo optando por mim. Se eu contasse como tenho me sentido egoísta e tenho gostado de tal sensação...
O bom de envelhecer é começar a entender realmente que nada vale a sua paz. É uma autoajuda de botequim que chega a ficar chata, mas quer saber? Tem que ser repetida, reafirmada, porque é fácil, fácil de ser esquecida. Alguns dirão que tudo não passa de intransigência da minha parte. Que seja ent…

Sobre oito canções e um desabafo

Fuçando nas catacumbas musicais da internet, achei uma banda incrível, dia desses. Seu nome me chamou atenção, e eu resolvi investigar. Ok, a tal banda existe há uns trocentos anos, mas só em 2013 fomos formalmente apresentadas: essas novidades velhas com que o cotidiano nos brinda, vez que outra. (Adoro surpresas em dó maior!) Baixei uma música e achei ótima. Baixei duas, três, continuei achando espetacular. Aí lá pela quarta música, eu já comecei a ficar desconfiada: o universo não costuma ser tão camarada, meu chapa... quando a expectativa é alta, naturalmente nos decepcionamos, é da natureza do joguinho. O fato é que eu segui baixando os arquivos e ficando embasbacada. Na oitava música, eu parei. Parei, medrosa. Parei, preocupada com um possível decréscimo de qualidade dos músicos recém descobertos. "Ah, oito músicas tá louco de bom!'' - pensava, ridícula e convictamente.
Mas aí eu comecei a pensar no interessante da questão, porque eu sou um robô que só sabe pensar -…

Sobre fotos na balada e ''quaisquer coisas''

Bom, com a expressiva marca de 01 comentário - eu disse um único comentário - na última postagem, vejo que meu poder de persuasão é praticamente nulo. Óbvio, eu pensei em implorar, sabe, tipo assim: ''comenteeeeeeeeem, pelamordedeus, se forem fãs de Friends, pra gente trocar figurinhas, vai ser mó legal'', mas, enfim, só a fofa da Cris atendeu meu pedido. Não sei se vocês não são entusiastas da finada série. Ou não quiseram me dar moral mesmo. Enquanto eu sigo com a dúvida, vamos falar de outras coisas.
Como por exemplo, por que as meninas, hoje em dia, têm se curvado para tirar fotos nas suas baladinhas? Quer dizer, há uma febre geral de lordose crônica se manifestando, e eu não tô sabendo? Gostaria de entender, pois, assim como elas, também vou a festas e tiro fotos, mas nem por isso sinto necessidade de empinar meu pouco sinuoso derrière, quando algum feliz grita ''sorria!''. Bom, talvez seja pelo fato de ele ser pouco sinuoso - e aí é só ciúme galopa…

Hey, lobsters, 9 anos sem Friends!

Dá pra acreditar que há 9 anos não sabemos como vão as vidas de Joey, Chandler, Monica, Rachel, Phoebe e Ross????????? Hein, como isso??? Em 6 de maio de 2004 (oi, 1º ano do Ensino Médio. oi, fase cabulosa da minha vida) ia ao ar o último episódio da saga dos seis miguxos mais famososda TV americana, e, segundo informações exclusivas que catei no Google, bateu todos os recordes possíveis de audiência. Também pudera, né. Até hoje eu sonho saber como vai a infância da Emma, como vai a nova casa da Mon e do Chan e a vida deles com os gêmeos, como vai a vida de casada da Pheebs, como vai a vida de solteiro inveterado do Joe, até hoje........ e isso parte meu coraçãozinho em um zilhão de pedaços. Por isso me agarro às reprises como se disso dependesse minha sobrevivência. Eu queria fazer um post babaca com, digamos, os 10 episódios mais marcantes (porque tô ficando boa nisso, diz aê) da série, mas, cara, não sei escolher. Aí pensei em escolher os que eu achei mais engraçados de cada tempo…

Sobre enjoos, enjoeiras, a enjoada-mor

Eu enjoo de tudo. Eu enjoo de músicas - tirando, claro, os eleitos da vida inteira. Eu enjoo de comidas. Eu, seguidamente, enjoo da cara das pessoas - tirando, claro, os eleitos da vida inteira. Eu enjoo de circunstâncias. Eu enjoo do meu trajeto de todo dia na rua. Eu enjoo de tudo, man! Mamãe sempre esteve certa, quando afirmou que..... err......

- Bruna, tu é muito enjoada! (2001)

- Cruzes, minha filha, como tu é enjoada! (2008)

- Eu não sei, tu tá sempre enjoada de tudo! (2013)

Eu sou enjoada. Meu Deus santíssimo, como eu sou enjoada! Vocês também são assim? Eu acho que essa síndrome é meio geral, mas sempre rolam aqueles dias em que você se considera o anticristo, todo desajustado, todo inédito na enjoeira de enjoar de tudo. E aí deprime um cadim, né, ninguém gosta de se sentir uma exceção que enoja meio mundo. Enjoa meio mundo.
E fica grave, pois dedicar uma postagem à coisa é sinal de que a enjoeira vai demorar pra passar. Ou talvez não, né, já que eu também enjoo de pensar sempre…

Sobre tortas de contradição, sofrimentos e a princesa do Mario

Tem dias em que eu queria não escrever de modo tão biográfico aqui, sei lá, não me expor muito, porque isso implica algumas situações desagradáveis. Como daquela vez em que eu escrevi não-sei-que-coisa por essas bandas, e, no meio de uma discussão, me engasguei com uma deliciosa torta de contradição. Lindo de ver.

- Ué, Beltrana, mas tu já não escreveu e reafirmou tal coisa lá?

- Oi, é comigo? Cuma?

Mas nãããão, eu teimo, eu despejo todas as minhas angústias e ânsias aqui, sem o mínimo senso de ridículo, mesmo estando careca de saber que isso não é bom negócio. Eu sou uma péssima editora-chefe de mim mesma, em outras palavras. Se eu fosse uma publicação, certamente não venderia. Porque eu não sou comercial, eu nasci fora de moda. E, possivelmente, hei de honrar a sina da indiferença editorial. Contudo, vou parar com a sessão de análise, porque de coitadismo já me basta o dos meus papos com o espelho, e vocês não têm obrigação de ouvirem essas ladainhas - esse bônus é do meu gato. Excet…