Pular para o conteúdo principal

Yo soy doida pelos sultões do balanço

Dire Straits é uma banda, né? Não, não precisa nem concordar, cala a boca e escuta. Põe sua faixinha a la Knopfler na cabeça e vem com a fanática. Me lembro de ser bem pequena e ver o Mark uma vez num desses clipes antigos que passavam na televisão - e, meu!!!, ele era a cara de um tio meu muito querido, hoje até falecido infelizmente. Não sei vocês, mas eu achava a latinha mesmo. Então, para todos os efeitos, ele sempre foi da família, ainda que só mais velha eu tenha ido atrás das canções de sua bandinha inglesa (malditos ingleses e suas bandas viciantes).
Pois bem, com o delay imperdoável de um ano, vim falar dos 30 anos do lançamento de Brothers in Arms, o único disco dos sultões do balanço a figurar na lista dos 200 álbuns definitivos no Rock and Roll Hall of Fame. Para ser franca, nem é meu favorito, mas aparentemente estar nesse rol é grande coisa, então vamos entrar no joguinho - sem falar que nele repousa a belíssima música que dá nome ao álbum e é uma das minhas favoritas. Como descrever Brothers in arms? Olha, amigo, eu também não sei.   
O projeto conta com a inesquecível Money for nothing, cujo clipe foi o primeiro da história a passar na MTV europeia. Sem falar na letra, que tem um sarcasminho ótimo e faz meu coraçãozinho debochado não guentar, não. É aquela velha história: roqueiros bem-intencionados ironizando o consumo, mas sendo consumidos pelo mercado. Já So far away, uma autêntica baladinha oitentista, conta a história de um alguém que ama um outro alguém, porém está tão tão longe deste alguém. Faço das palavras deste alguém as minhas, pois I'm tired of being in love and being all alone, when you're so far away from me, I'm tired of making out on the telephone 'cause you're so far away from me. Fica a dica, tá? Então tá. Sabe aquela música das propagandas cafoníssimas da RBS promovendo campanhas comunitárias na década de 90? Pois é, é a intro de Walk of life, mas vale lembrar que ela não tem culpa de nada e segue sendo muito boa. Além disso, duvido ser possível escutá-la sem sair fazendo passinhos pela casa. Sim, nós estamos falando da canção mais alegrinha do planeta. Em suma, irmãos, Dire Straits faz bem para ela, a saúde dos ouvidos. Apreciem sem moderação. Apreciem pra caralho.






                                DESTRÓI ESSA GUITARRINHA PRA NÓIS, MARK!!!




Auxiliou no post: adivinha aí. 






                                               
     

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

5 ANOS DE BLOG - PARTICIPE DA PROMOSHARE

Hoje, nós da empresa, completamos 5 anos de blog. Vamos dar o play para entrar no clima:                         #POLÊMICA: sempre preferi o parabéns da Angélica em vez de o da Xuxa. O que não quer dizer que eu ame a Angélica, claro, por mim ela pode ir pra casa do caralho. ENFIM, VAMOS CELEBRAR! 5 ANOS DE MERDA ININTERRUPTA AQUI! UHUL, HEIN? Era 22 de dezembro de 2010, estava euzinha encerrando mais um semestre da faculdade de Jornalismo, meio desgraçada da cabeça (sempre, né), entediadíssima no Orkut, quando finalmente tomei coragem e decidi dar a cara a tapa. Trouxe todas as minhas tralhas para o Blogspot e a esperança de mudar alguma coisa. Infindáveis crônicas começaram a ganhar o mundo e a me deixar mais desgraçada da cabeça ainda: sei lá, escrever é uma forma de ficar nua, de se deixar analisar, de ser sincero até a última gota, e isso nem sempre é bom negócio. Mas, enfim, felizmente tenho sobrevivido sem grandes traumas - mas não sem grandes catarses, por isso esse n

Família Felipe Neto

Eu já queria falar sobre isso há um bom tempo, e, enquanto não criar vergonha nessa cara e entrar num mestrado para matar minha curiosidade de por que caralhos as pessoas dão audiência para pessoas tão bizarras e nada a ver, a gente vai ter que escrever sobre isso aqui. Quando eu falo ''a gente'', me refiro a mim e às vozes que habitam minha cabeça, tá, queridos? Youtubers... youtubers... sim, Bruna, está acontecendo e faz tempo. Que desgraça essa gente! Ó, pai, por que me abandonaste? Quanto tempo eu dormi? Estamos vivendo uma era de espetacularização tão idiota, mas tão idiota que me faltam palavras, é sério, eu só consigo sentir - como diria o fatídico meme . Não tem a mínima condição de manter a sanidade mental, querendo estudar, trabalhar, evoluir quando pegar uma câmera, do celular mesmo, sair falando um monte de merda e enriquecer com isso ficou tão fácil. Vamos usar um case bem ridículo aqui? Vamos.  Dia desses, esta comunicóloga que vos fala, fazendo suas

Flores no lamaçal de creme de avelã

Tenho feito um severo exercício de autocrítica nos últimos tempos - exercício esse que, somado a um problema pessoal bem pontual, me deixou sem tesão algum de escrever. Mas voltei para uma transadinha rápida e certeira. Um mea culpa inspirado nos velhos tempos - desta vez sem o deboche costumeiro. Realmente quero me retratar. H á alguns meses, q uando escrevi, estupefata de indignações diversas, sobre youtubers, eu nunca estive tão certa do que escrevia. Sigo achando que o Youtube amplificou a voz dos imbecis e vem cooptando principalmente crianças a uma sintomática era da baboseira - entre trolladas épicas envolvendo mães e banheiras cheias de nutella , criou-se um nicho bizarro cujo terreno é a falta de discernimento infantil infelizmente. Só que foi aí que residiu meu erro: reduzir a plataforma a um lamaçal de creme de avelã - e nada mais. Não me ative ao fato de que ali coexistem muitos canais interessantíssimos sobre os mais diferentes ramos do conhecimento hum ano , inclusive