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Mostrando postagens de maio, 2018

Um corpo que cai é show

Achou que eu não ia falar dos 60 anos de Vertigo ? Achou errado, otário! Vertigo - ou "Um corpo que cai'' em português, pois o brasileiro é uma raça fabulosa - foi lançado em julho de 1958 e é considerado um dos melhores filmes de todos os tempos, sempre figurando nas listas dessa gente muito entendida de cinema que ganha a vida tecendo comentários sobre a sétima arte. O último rol, de 2012, atesta o que vim dizer com esta resenha meia-boca ou esse simpático choque de cultura : o tiozinho que tem umas tonturinhas protagoniza um filme show! Já diria nosso raivoso motorista da Towner azul-bebê - ou não, Renan é indecifrável.  Devo confessar que falar de Vertigo me causa certa melancolia: jamais ficarei novamente com o coração na boca ao visualizar o final da trama, que me deixou completamente perturbada e me fez questionar tudo que assistira até ali. Hã? Cuma? Quê? Volta ali, pera, como foi? Foram algumas das frases proferidas por esta simpática leiga ao encerrar a emprei...

Um ser incrível

Não acredito em relações perfeitas e abnegadíssimas - todas são uma via de mão dupla. Nem mesmo nas de mães e filhos, ainda que o mito da maternidade venda a ideia de que esses seres incríveis estão ali para o que der e vier. Mas imaginar que há um colo me esperando independentemente do que aconteça é alentador, conforta meu coração burro e infantil. O mundo não é um lugar legal, ele está pouco se importando se estou gripada, se levei o casaco para o caso de esfriar, se tomei meus remédios, se comi direito. O mundo quer mais é que eu me foda. E, às vezes, ele consegue. O mundo certamente não teve mãe.  Mas eu tive e tenho, e tem sido sempre uma experiência reveladora ter alguém tão bom para mim, mesmo quando nem mereço. Ter alguém que me ama de verdade - vocês têm ideia do que é ser amado de verdade? - torna as coisas bem mais fáceis. Será possível alguém amar um ser além da própria vida? Ou tudo não passa de construção social? Será possível essa relação aparentemente impossível d...