domingo, 26 de janeiro de 2014

Não queremos mozão nenhum

Que coisinha bem escrota essas cronistas medíocres que, na esperança de angariarem mais leitores, publicam postagens de cunho extremamente pessoal, né, não???? ((((eu))))

A real é que a última listinha do mal foi fruto de uma conversa arriada sobre preferências... e, entre uma gaitada e outra, eu resolvi publicizar, só para ver no que ia dar. Não deixou de ser uma chance de queimar sem-noção. Sim, eu sei que isso é bem quinta série, mas no fundinho, bem no fundinho, a gente guarda alguns resquícios, faz parte. E, brincando, brincando, foi uma postagem que acabou recebendo muitas visitas - fato este que, francamente, me deixou desconcertada!!! Poxa, me puxo legal em vários textos por aqui, e, muitas vezes, os coitados ficam às moscas, mas aí eu resolvo falar de supostas dicas (nada como um título malicioso para fazê-los clicarem, hein?) para que algum possível candidato me aqueça no inverno sulino, e geral cai matando??????? Ou eu estou cheia de pretendentes anônimos, ou vocês são uns urubuzinhos mesmo, sedentos por uma polêmica, por um escândalo, por algo com aura de segredo que, ops, alguém resolveu contar. Quem explica isso? Fiquei a pensar...
É um tipo de interesse intrigante. Por que a vida do outro nos chama tanta atenção? É como se fosse um (perdão pela colocação nem tão pertinente) voyeurismo meio latente em nós: da observação diária da vida alheia, busca-se um alento, uma motivação para a nossa própria. Sei que não devia ser assim, mas é. Arrisco dizer que os itens supracitados vieram ao encontro dos anseios de boa parte das gurias que leem o blog, pois, do contrário, eu não teria recebido feedbacks tão positivos, não? Mas, sei lá, não foi isso que me deixou confusa, e, sim, a quantidade de visualizações de um post idiota em que eu enumero minhas preferências sobre os homens - eu, que sou uma anônima completa, uma completa imbecil. Acho que meu projeto de vida amorosa não deveria importar tanto a vocês. Só acho, hein.
Parece a releitura daquele clássico, quando, recém chegados a um novo local, tratamos de despejar histórias sobre nossas vidas pessoais, a fim de ganhar a confiança alheia - tipo um ''veja, eu sou de carne e osso como você, me dê sua fidelidade''. Tipo um código íntimo da sedimentação das amizades, afinal, só confio em quem já passou pelo que eu passei. Ou, quem sabe, um ''isso aí, guria, escreve o que eu quero ler, porque eu não tenho teu culhão, vai lá, sua ridículaaaaaaaa''. Foram várias as impressões, daria um livro. E olha que não queremos mozão nenhum. A propósito, cafonice tem limite: mozão força, né?





Auxiliou no post:

Here's where the story ends - The Sundays







 

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