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Eu tenho riniteeeeee!

Eu nunca vou enfiar essa merda no nariz! Eu tenho riniteeeeee! Essa sou eu dizendo que nunca vou usar cocaína. Nunca, nunquinha, é nojento demais. Como que conseguem aspirar aquele pó de origem duvidosa narinas adentro com a alma leve, despreocupada? Assim, eu até queria sentir a loucura e a vibe, mas nasci muito cagona para experimentar. E cheia de rinite. Rinites infinitas e desconhecidas habitando esse narizinho lindo. Deus me livre. Não, leitor, isso não é uma versão piorada daquela propaganda bizarra da Eliana, nos anos 90, dizendo para você abrir a mão e dizer não às drogas - tampouco uma mensagem patrocinada pelo PROERD. Sou só eu, vida saudável afundada em ansiolíticos, dissertando sobre o tema após gritar a sentença acima em meio a umas 20 pessoas desconhecidas, bota micão
E os hippies, hein? Como conseguiam sair se picando adoidado nos anos 60 com aquelas agulhas pavorosas? Amigo, se eu vejo uma agulha já saio correndo. Já não é mais fobia, é algo sem nome. Adoraria, entretanto, ser um deles. O dress code? Amo, sou entusiasta, calça flare, vem ni mim. Viver pelada em cachoeiras? Fechou. Escutar rock progressivo e foder loucamente com um mozinho ou com vários mozinhos? Me parece ótimo. Protestar contra a matança americana no Vietnã e a ganância do capital? Contem comigo. Injetar coisinhas nos braços? Jura, sai fora, ewwww. LSD, também penso que não teria muita morada nesse corpo atucanado. Eu ia entrar na bad trip antes mesmo de usar o causador da bad trip, cer-te-za, é a minha cara. Ai, meu Deus, eu tô vendo o John Lennon, é ele!!!!! Bruna, calma, é só uma mancha na parede. Pensando bem... sairiam uns textos muito loucos com a ajuda do ácido do mal, isso é inegável. Se relativamente sóbria já escrevo brilhantemente (kkkkkk tá, parei), imaginem piradíssima? Talvez até o romance que está entalado na minha garganta e sabe-se lá por que caralhos não consigo pôr para fora saísse da gaveta.
Quanto à maconha, que me parece ser uma das mais inofensivas no rol das cabulosas... não sei, não me apetece numa totalidade. Ao mesmo tempo em que viver viajando na maionese - porque eu simplesmente vivo numa viagem paralela na maionese - me parece gostosinho, já me enerva porque tenha dó, que cheiro insuportável, como assim todo dia? Nada contra, tenho até amigos que são, mas me ajudem a ajudar vocês: sair se vangloriando de ser usuário enquanto o discurso proibicionista segue matando pessoas inocentes com fuzis em bairros miseráveis não me parece muito digno. Nem transcendental, rascunho de Bob, tira a legendinha ridícula da foto por favor.
E pensar que esse texto tomou forma quando gritei, a plenos pulmões e cerveja correndo nas veias, a frase que certamente não me faria amiga íntima do Cartel de Medellín... nunca tinha escrito nada aqui sobre o assunto, mas considero relevante tratá-lo com seriedade e discuti-lo, a fim de que mais vidas sejam preservadas - dos apartamentos da zona sul às favelas. Droga por droga, seguirei com as minhas, aquelas bonitinhas - e talvez tão perversas quanto - que eu compro com receita. Isso, citalopram, assim... hummmmm, que delícia, já vejo unicórnios.


                             Que velho do saco o quê! Nos anos 90 temíamos Eliana










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