terça-feira, 8 de dezembro de 2015

007 Contra Spectre

Estou há dias para escrever isso. Fui ver Spectre. Pausa pra emoção fluir. Que puta filme! Socorro! Saí meio abestalhada da sala de cinema, fazendo dancinha e tudo com a clássica musiquinha, mas com o coração esmigalhado por nosso menino prodígio da MI6 haver dito em certas entrevistas que não vai rolar continuação - não com ele. Tudo indica que Daniel Craig despediu-se mesmo de suas funções como 007 - e lá vamos nós na empreitada de achar um substituto à altura dos socos ótimos que ele levou nos últimos 9 anos. Não sou especialista em Ian Fleming - guardem as pedras, please -, mas convenhamos, o ator britânico imprimiu ao agente secreto uma veracidade que há tempos não víamos no personagem.
Bueno, nesta nova cilada, Bond, James Bond, segue sendo um moço muito do indisciplinado e viaja ao México sem conhecimento de seus superiores, a fim de investigar uma ligação - a ligação que que dá nome ao filme - e eliminar um tal Marco Sciarra, um dos tantos terroristas que o loirinho fez evaporar do planeta. Quando seu novo chefe, agora interpretado pelo ótimo Ralph Fiennes no lugar da saudosa M de Judi Dench, descobre as suas ações não declaradas, o suspende imediatamente e ordena que o simpático e eficiente Q (Ben Whishaw) implante um chip em sua corrente sanguínea com o objetivo de monitorar seus passos. E paro por aqui, porque as sequências estão é de se descabelar na cadeira. Eu fiz. Bom, eu me descabelo por qualquer coisa, não me tomem como parâmetro.
O que mais me instigou na nova história foi o modo inteligente como diretor e roteiristas entrelaçaram-na às sinopses de Cassino Royale (2006), Quantum of Solace (2008) e Skyfall (2012), isto é, se vocês acharam que havia terminado, não terminou coisa nenhuma, meus queridos. Sentem que lá vem história! E que história, queria ter contado quantas vezes coloquei a mão na boca durante as quase 3h de duração. Fiquei salivando por mais. Merecem destaque o novo vilãozão super do mal do Christoph Waltz (sim, o carinha do Django Unchained está muito diferente!!!) e a bond girl da Léa Seydoux, que interpreta, óbvio, muito mais que um reles apêndice de James Bond: a moça guarda segredos que dão fôlego considerável à trama. E se vocês estavam com saudade de ver nosso pequeno órfão inglês apaixonadinho como em Cassino, preparem-se para emoções. Bond, mais que ser letal e ter licença para matar, vai mostrar que sabe amar. Vem me amar também, Bondzinho.
As paisagens exploradas em belíssimas fotografias, como desertos, caveiras mexicanas, perseguições em ruelas italianas e alpes austríacos são uma pintura à parte: vocês sabem, Hollywood sabe como nos deixar de queixo caído. É claro, meus caros, que se vocês não viram os antecessores, vão achar tudo meio sem graça e sem nexo, mas em suma o filme é um deleite. Eu sou suspeita, sou uma entusiasta de 007 há certo tempo. Lidem com essa mácula adolescente no meu currículo. E lidem, se conseguirem, com a música-tema cantada pelo novato Sam Smith combinada a uma abertura surrealmente linda. E eu achando que ninguém superaria o vozeirão da Adele...


                                      Um martini, please! Batido, não mexido.









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