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Christine me mata

Preciso falar sobre Christine.




Não, pera, não é a Fernandes, errei. É essa aqui, ó:




Sim, essa, porque tal carro é uma menina muito temperamental. Não tá entendendo nada, né? Eu menos. Sempre fui chegada numa coisinha trash dos anos 80, quer dizer, aquilo ali é meu território. É, amigo... polainas, cabelo ridículo, cor neon, dancinhas pop, ombreiras, dramaticidade, Blitz, exagero, Cyndi Lauper... desta cafonice vim e dela renasço.
Mas me cagar de medo dessa coisa ridícula do John Carpenter depõe muito contra minha pessoa. Sim, porque eu me cago. Não literalmente, caro leitor doente, mas que fico agoniada, fico. Já procurei nos vãos mais obscuros da minha alma por que raios ela, Chris, me assusta tanto. Vai ver, eu fui morta por um Plymouth Fury 1958 vermelho e branco em outra vida, após uma perseguição básica madrugada adentro. Bem meu papel.
Pra quem não sabe, a patacoada oitentista é fruto do livro de mesmo nome do escritor Stephen King, o reizinho literário do horror - e talvez isso me absolva a little bit. Também são do americano, clássicos como O Iluminado, Carrie - A Estranha, It: A Coisa, entre outras coisinhas bizarras e horripilantes.
Ei, eu já sonhei que pegava um táxi dirigido pelo Pennywise sabe-se lá pra onde. Acho melhor parar com o deboche. Ufa, confessei.


                            Então a senhorita anda ironizando minha co-irmãzinha?




Auxiliou no post: 

Tudo pode mudar - Metrô







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