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You're gonna hear me roar

Neste dia até o sol estava brilhando mais, não? Sim, ele entrou em Leão. De 22 de julho a 22 de agosto, uma espécie de magia começa a pairar nas esquinas, no céu, nos olhos por aí... quem não nasceu leonino que aguente, né, mores?  
Salve nossa autoestima sempre! Amém, felinos! Tô com medo do inferno astral? Claro, como não? Mas vamos emanar amor e calor aos corações gelados, que tudo se ajeita. 
(Hoje eu só vou escrever merda - não que eu não escreva sempre, mas hoje estou optando deliberadamente pela merda, divirtam-se.)  

Por muito tempo reneguei meu leonismo, achava-o fútil, bobinho... lia as descrições nas revistas e fazia um muxoxo: mas nunca que isso sou eu, wtf? Só que quer saber? Eu gosto de elogio mesmo, sou uma gatinha manhosa pronta para derreter de amores e gratidão. Gosto de me arrumar mesmo! Aprecio coisas bonitas, porém detesto esnobismo - é possível gostar de um sem se corromper pelo outro, sabiam? Tenho um coração puro e bobo, que acredita, a duras penas, no bem e na bondade. Gosto de fazer a diferença na vida de quem me rodeia, sacam? Ganho meu dia se consigo ajudar alguém, qualquer alguém - até ajudar uma senhora idosa a atravessar uma rua movimentada. Mas ganho meu dia idem quando encontro uma promoção de calças jeans pois ninguém é de ferro - e eu que não quero ser, tem muito sangue correndo aqui, seria um desperdício. Amo minha juba, meus cabelos são minha inspiração - sou um Sansão de saias. Sou extrovertida mesmo, sou efusiva mesmo, converso não só encostando em ti, como tocando na tua alma - profundidade me agrada. Penso que, quando me conhecem, ou me odeiam ou me amam de cara. Não deixo margem para dúvidas. E sou egoísta, não divido doces, me escondo para comê-los. 
Sou empolgada com o que me tira do prumo - gatinhos, cerveja com minhas amigas lindas, músicas boas, homens gostosos que não valem nada, barbas ralinhas, coisas criativas e instigantes, textos bem escritos e vocativos corretos, conhecimento, biografias, gente interessante, dias bonitos, etc - e não sei não me empolgar com qualquer porcaria diferente com que meus olhos cruzem. Sou assim, um ser humano empolgado, falador de abobrinhas em demasia. E luto constantemente para meu lado escuro e pouco iluminado não dominar meus pensamentos. Sou barulhenta e esbarro em qualquer coisa inanimada, é o meu charminho. Sou perdida, perdidaça, vivo na minha própria galáxia. Odeio, odeio - puta merda, como eu odeio - gente grosseira e que não sabe ser gentil. PORRA, CUSTA SER GENTIL COM OS OUTROS, ARROMBADO? 
Ser leonino é uma delícia e uma dor, porque, no fundinho, é muito fácil passar a perna em nós. Sofremos de uma espécie de trouxismo congênito, a gente simplesmente quer acreditar que merece o melhor, que vão ser bonzinhos com nós, que vão valorizar nossos talentos e gentilezas. Compramos com louvor a ideia de que somos necessários no... glup, mundo. Pobrezinhos... tão ingênuos. Tão teatrais, tão dramáticos, tão leais, tão inundados de mortal vaidade, tão mesquinhos, tão humanos, tão românticos, tão viscerais e insuportáveis, tão generosos, tão descrentes e niilistas, tão fascinantes para quem sabe apreciar. Tão apagados quando não têm pelo que lutar. Salve nós, salve nossa época, salve o rei da selva - ao menos da nossa selva, sei que somos. ROAAAAAAAAOOOOR


                                    Tudo isso que o sol toca é o seu ego, Simba!







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