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Sobre meta batida e paz de verdade

O departamento de estatística aplicada da Agridoce Enterprise declara que a meta de postagens do presente ano foi alcançada. A tentativa era a de passar o número do ano passado, sabe, bem óbvio, e então conseguimos. Aqui, fala-se de quantidade, não de qualidade, é bom que se explique.

Vejamos... nessa imersão de relembrar postagens... nossa.... tem umas aqui que, francamente, tengo ganas de me estapear por ter escrito. Não é fácil se autoanalisar. Em mais de 200 postagens (cof cof), alguma coisinha eu ia detestar depois de algum tempo, lógico, mas aí eu paro e percebo que, poxa, aquilo ali também sou eu. Não posso fugir do que eu senti no momento em que transmutava demônios em palavras. Não posso apagar nada, por mais que eu ria copiosamente do que eu já fui. Ao menos, eu me divirto. Ao menos, eu dou uma chorada eventual.

''Mas consegui, pelo menos, escrever uma canção...'' (Cê Pê Ême Vinte e Dois) 

Consegui, ao menos, escrever uns textos. A galera leu, curtiu. A vida seguiu. As palavras foram fadadas a ser o que foram. Estamos em paz. Paz é bom, recomendo.

Aproveitando o ensejo, que maravilha é estar em paz de verdade. Quando você não mente para você mesmo. Quando você não se esconde em um personagem. Quando você acredita na sua verdade e segue grudado nela, apesar de tudo que joga contra. Quando você se ama o suficiente para não desistir de nada que sonhou - antes de virar adulto e ser abarrotado pelas contas grudadas na geladeira. Quando você coloca seu coração na jogada de um jeito tão arrebatador e vibrante, que só faz esperar pelo melhor. E o melhor vem para os que cultivam esse tipo de paz. Já vi estatísticas a respeito disso também.



Auxiliou no post: 

More than a feeling - Boston 








     

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