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Lindinho, porém babaca

Caio Castro - felizmente não somos parentes, dado o sobrenome - evidentemente vem povoando, há tempos, os sonhos mais indecentes das moçoilas deste Brasilzão. O guri está em todas. É um comedor nato. Um garanhão. Ninguém deve resistir aos seus encantos, suponho - nem mesmo a raivosa blogueira que vos escreve e ensaia um texto de repúdio ao que o lindinho andou falando recentemente em uma entrevista. Bom, para ser franca, tive que ir catar o vídeo, pois não assisti ao desfile de pérolas proferidas por ele quando esta passou. Mas sinto informar que já é algo que a gente espera, não é de hoje que ele se sai com afirmações desconcertantes. Na última, encheu a boca para dizer que não se sente ''apetecido'' pelo tal teatro - sim, essa ''reles'' expressão artística em que já brilharam nomes como Paulo Autran, Cacilda Becker, Augusto Boal, entre uma e outra gentinha aí sem projeção. Por que iria ele, um dínamo da televisão, requisitadíssimo para campanhas publicitárias, perder sua preciosa juventude tentando sedimentar seu inegável talento em um peça chatíssima, não é mesmo? Deixemos isso para os atores medíocres que nada têm a acrescentar. O rostinho angelical de Caio não foi feito para ser desnudado em um palco - que é onde realmente o ator pode colocar seu ofício em xeque, cativando seu público e mostrando seu âmago, sua humanidade, enquanto funde-se com o personagem. Por favor, não esperem isso dele.
Estou pegando no pé do moço aqui, eu sei, mas a verdade é que o texto não é sobre ele, e, sim, sobre esse sintoma de uma realidade doente, que esfrega na nossa cara diariamente que, ora bolas, o negócio é a aparência, a imagem, o exterior. E, velho, ele tem a minha idade!!! Essa é a minha geração! A geração que treina forte em academias, mas esquece de treinar o espírito, a mentalidade, a sagacidade - até mesmo para ter a esperteza de não dizer idiotices em cadeia nacional e virar piada perante a uma classe inteira de profissionais. A geração que se orgulha de nunca ter lido um livro na vida, de nunca ter folheado um jornal, de nunca ter trocado uma ideia e mudado uma vida. A geração de Caios Castros. Credo.











       

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