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Ode a Chandler Bing

Eu curto caras abobados. Vou explicar.

Há tempos, venho confirmando que, do sexteto que monopoliza o Central Perk descaradamente, Chanandler Bong é o que mais me arranca contorcionismos provenientes de riso. Ai, riso. Quem não gosta de ter alguém irresistivelmente engraçado ao lado? Quem não quer companhia passível de fazer rir em qualquer momento da vida? Ai, preciso, desculpa. Eu gosto é de gente abobada, dá licença. Caras abobados, então, passam na fila do meu coração facim facim. Curiosa, ao menos, eu vou ficar.
Porque o abobado, geralmente, ele sabe rir de si mesmo. E pessoas que sabem se zoar são uma graça e um alento neste mundinho de esquetes prontas e gravando. Af.
Mas, voltando ao Bing, o Bing é uma delícia. E eu seguidamente me reconheço em cada imbecilidade que ele faz.

MENHA NOSSA, EU SOU UM CHANDLER DE SAIAS

Por aí. A identificação beira o ridículo. Seguidamente, coloco as mãos no rosto: não aguento me assistir duas vezes. Chandler é muito zoado. Chandler se dá muito mal no amor - aliás, ele não sabe lidar com a práxis do amor. Exceto quando finally percebe a Monica, mas não vou dar spoilers (como se houvesse alguém que ainda não conhece a história, né, mas ok). Às vezes, lembro de umas vozes que já ecoaram em minha mente: ''tu não é uma pessoa séria, Bruna, tu não é uma pessoa séria.....''
E, então, fazer esse texto também serve como terapia.
Enquanto houver Chandler Bing dançando daquele jeito fascinante e peculiar, existirão festas para mim, para que eu finja que me levo muito a sério. Haverá vida para mim. Obrigada por existir, amor. Obrigada por este sarcasmo maravilhoso - e que, não raro, afasta as pessoas. Eu fico contigo.





ESSA CARA







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