terça-feira, 27 de dezembro de 2011

"NADA HAVER"

         Já havia feito um post muito didático e fofinho com dicas lindas de Português, baseadas no meu reles conhecimento na área, né? Também já falei que eu sou uma entusiasta da palavra bem escrita e empregada, né? Claro, claro, não sou isenta de erros, tenho meus deslizes, odeio escrever algo errado (dia desses, coloquei acento em "melancia" KKK), mas nunca negligencio minhas ações: ando com um dicionário fascinante a tiracolo. (e morro de amores pela minha gramática do terceirão!) Amo eles, somos grudados! s2 // Faço erratas, enfim, não me lixo para o que escrevo. Onde já se viu uma foca recém saída dos corredores acadêmicos, sem capricho gramatical? Penso que isso seja elementar, meu caro Watson.
          É bem verdade que eu apanho lindamente da ênclise, da mesóclise e da próclise e de alguns hífens cretinos, mas podem ter certeza de que o ato de usá-los corretamente já está na minha lista prioritária de coisas a se fazer no novo ano que aponta no horizonte. rs // Cara, tô enrolando e enrolando, mas a verdade é que no meio de tanto assassinato linguístico, há um que anda me irritando de uma maneira singular. Nesse mar imenso de "concertezas", "simplismentes", "encômodos" e tal, o "nada haver" tem despertado meu ódio mais insano. Não sei se há explicação plausível para o verbo haver usurpar descaradamente o lugar da preposição "a" e do verbo "ver", mas, poxa, né? O Google tá aí, lindo, leve e solto, sem falar que, hoje em dia, tanta bobagem é pesquisada na internet... penso que não custaria nada dar uma olhada em sites de ajuda e afins para tentar não escrever tanta asneira. Honestamente, nada haver não tem NADA A VER!
          Deixem titio Pasquale orgulhoso, amem a língua e não sejam relapsos: parem de se exibir com músculos e bundas e tentem ganhar a admiração alheia pelo que escrevem e dizem. Que tal? Tô tão careca de ler esse tipo de coisa, que quando vejo um "nada haver" maroto por aí, só consigo imaginar um papo indígena, galera:

- O que houve nessa taba, camarada?
- CACIQUE DIZER QUE NADA HAVER NA TRIBO, RUMM!

6 comentários:

Habylee disse...

Perfect!
=D

Bruna Castro disse...

Gracias, Sandrinha!

Mr. Gomelli disse...

Hahahaha... te falo em indignada hein... hahaha

Mas tchê, infelizmente a coisa tende a piorar... pelo simples fato de que a nova geração é criada muito mais na internet (com orkut, facebook, twitter e outros) que em meio a gramáticas e dicionários.

E a gente sabe que a internet é um "show de horrores" no quesito língua portuguesa (entre outros tantos quesitos).

Então não é o melhor lugar pra buscar textos e frases gramaticalmente e ortograficamente corretas... na hora de ler as coisas por aqui, é sempre bom ligar o sinal de alerta para erros (alguns bem absurdos) e deixar essas coisas pra "lá".

Quando pegar uma boa obra literária ou mesmo produções jornalísticas, aí sim podemos ser um pouco mais críticos com possíveis erros...

bom, acho que era isso neh...

só pra variar meu comentário virou um comentariozão (nem existe essa palavra... :p)

abraço, mocita!

- ' Juliany ' - disse...

Hahahaha! Muito bom!
Apesar do medo quase insano de te escrever algo, resolvi deixar esse recadinho, bem simples, para dizer que adorei teu blog.
Beijos da nova admiradora =)

Bruna Castro disse...

Pedro, entendi teu ponto de vista, mas quando fiz referência ao Google, quis dizer que há sites gerenciados por professores e outros profundos conhecedores da língua, como o próprio Pasquale, em que é possível fazer pesquisas muito satisfatórias. Mas concordo contigo quando tu diz que a geração mais nova está distante de livros e afins: querendo ou não, é como se o computador "corrompesse" boas intenções.

Bruna Castro disse...

Juliany, muito obrigada pelas palavras!! Muito bom saber que tu gostou do meu blog! Imagina, deixe quantos comentários quiser... apesar de o texto parecer "raivoso", só quis apelar para o humor mesmo.. AHEIAHEHIA Beijão