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Festa da vinda

         Por muito tempo (digamos que uns 10 anos, rs), eu detestei fazer aniversário. Pode ser que se sintam solidarizados com a causa, uma vez que também aniversariam todo o ano, né, amados? Pois bem, não sei se já tiveram esse ódio incontrolável pelo dia de vossos nascimentos e pela obrigação de estar em paz consigo mesmo e bla bla super resolvida com todos os setores da minha vida, não mais velha, melhor e bla bla bla. Não sei se curtem aniversariar, não sei se têm calafrios só de pensar... talvez isso role com everyone... talvez eu seja the only one... mas hoje vou lhes contar uma história pra boi dormir.


15 MINUTOS DEPOIS


          Demorei??? Tava lá mandando um e-mail pra Marthinha. Sim, a Medeiros, a escritora, aquela criaturinha genial e porto-alegrense... aniversariamos no mesmo dia, e - desde que eu soube - vivo me gabando do feito por aí, porque, né? Ela é uma das minhas favoritas (sei que de vocês também, rs)... e eu mando e-mails emocionados, desejando mais livros incríveis, mais crônicas fabulosas, mais tudo de melhor... poxa, ela merece, vive enchendo minha, aliás, nossas vidas de poesia e encantamento! Ela nunca me viu, nunca trocamos um ''oi'' sequer, mas acho super justo. Martha não me conhece, mas eu a conheço! E parece que é de tempos... de muito antes de ela começar a povoar de crônicas os Donna ZH dos domingos... vai saber, né??? Well, sobre o que falávamos? Ah, sim, sobre o quanto fazer aniversário me enchia de angústia. Me enchia o saco. Bom, o que posso dizer? tudo no passado. Não que eu morra de amores agora, claro, sempre fico naquela paranoia de acontecer alguma catástrofe e meu dia ficar marcado com alguma lembrança ruim. Ou de eu passar o dia inteiro de pijama, com o cabelo em estado deplorável, curtindo uma friaca federal e sendo privada do calorzinho tímido dos clássicos veranicos de Agosto - como aconteceu ano passado, aliás. (Foi realmente um diazinho detestável, creio ter sido um dos piores aniversários. Superou até o de 13 anos, época em que eu tinha 87485748 espinhas na cara, não pegava niente, e entrava naquele looping aterrorizante de pré-adolescência, vivendo naquela minisociedade chamada colégio e sofrendo todos os traumas possíveis e característicos da idade...) mas, ainda que haja essa ansiedade natural de que as coisas terminem bem, eu definitivamente decidi assumir uma postura ''brigadora'' nesse joguinho tinhoso.
          Mais um ano passou, mais um ano!!! Mais um ano novinho em folha para eu viver. Mais uma folha de caderno  para eu rascunhar. Mais um recomeço, mais uma continuidade, mais erros, mais acertos, mais experiências, mais amores, mais gente nova para conhecer, mais amizades, mais mudanças de opinião, mais brigas, mais raivas entaladas, mais encontros inesperados, mais decepções, mais sorrisos, mais piadas sem graça, mais banhos de chuva, mais dias ensolarados do jeito que eu gosto. Mais vida cheia de vida!!! -  que eu disposta a morder com todos os dentes, essa parte eu não negocio. Foi-se o tempo em que eu me sentia apática e intrigada com o fato de estar ''envelhecendo sem talvez não estar aproveitando tudo''. Hoje, eu não fico mais velha, fico melhor. Para mim, para o mundo, e para quem tem o prazer de cruzar comigo por aí (sempre modesta, rs). Os 22 se despedem e abrem alas para os 23.

''Apesar de todo erro, espero ainda que a festa do adeus seja a festa da vinda..." (Cartola)








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