Pular para o conteúdo principal

Das coisas que eu lamento

Se tem uma coisa que me deixa desnorteada da vida, é gente burra. Mas pera lá, caro leitor, há diferenças no conceito - que, sim, admito, não é lá muito politicamente correto. Aliás, EU acho que há diferenças, pode ser que para você não haja. Burrice técnica, por exemplo, que eu considero inofensiva e, digamos, reversível, é algo fácil de contornar. Não dominar um instrumento, uma técnica, um computador Mac, um celular touch (euzinha advogando em causa própria)... ah, dá-se um jeito, são chatices cotidianas. E, no mais, é possível aprender, treinar o tato, ele adapta-se às necessidades na maioria das vezes. Agora, uma burrice de pensamento, minha gente.... essa é difícil. E é a que mais se dissemina, porque traz em seu cerne uma criação, uma vivência cultural, conceitos enraizados desde muito tempo atrás, ou seja, papais burrinhos e com mentes minúsculas serão naturalmente mentores intelectuais de criancinhas preconceituosas e burrinhas desde a tenra idade. É algo que vai passando de geração a geração. E isso dói, porque a gente não pode fazer nada. Eu não posso, só me resta assistir. E lamentar.
 
Estas linhas ficaram muito pedantes, até parece que eu sou muito inteligente...

É complicado publicizar textos feitos com a raiva mais quente saindo pelos dedos, porque eu posso soar bem cretina. Penso ser burrice a falta de empatia pela situação do outro, acho que foi isso que eu quis dizer.

Acho. Eu não sei é de nada.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Isis e eu

Dia desses, um cara comentou altas grosserias numa foto minha (um feioso que estava querendo este corpinho, mas isso a Globo não mostra, uééééééé). O fato é que o moço me esculachou - ainda que, outrora, quisesse comer - dizendo para eu não me achar tanto visto que, perto de beldades como Isis Valverde, Fulana Não Sei Das Quantas (alguma boazuda fitness que nunca nem vi e que deve tirar foto olhando pro chão) e outras mulheres que não identifiquei no comentário magoado, eu era feia pra caralho. Eu, Bruna C., 28 anos, feia pra caralho e humilhada em rede social. Lamentei, claro, mas mais por ele não ter sacado o meme que originou a legenda da foto - olha, feiura até relevamos, mas não sacar um meme? Poxa, estamos falando de uma indústria brasileira vital. Mas, vamos lá, se tem algo que eu capto nessa vidinha obscura é a profundidade das coisas. Este feio incapacitado para entender ironias, achando que estava acabando comigo, só aguçou meu senso de observação.  É evidente que nunca che…

Sobre Ilha das Flores e Ilha das Flores - depois que a sessão acabou

A ideia deste post surgiu de algo bem interessante. Ontem, eu dei uma lida numa entrevista do cineasta Jorge Furtado e decidi dividi-la no perfil que tenho em uma rede social, uma vez que ele fez algumas considerações sobre jornalismo - e isso, independente de quem vier, sempre me faz dar uma parada. Gosto de ver o que estão falando, etc. Na ocasião, o repórter também nos lembrou da passagem de 25 anos daquele que parece ser um dos maiores feitos do porto-alegrense, o curta ''Ilha das Flores'', lançado em 1989 e até hoje considerado um marco em sua carreira.  Arrisco dizer que não haja ninguém que não tenha assistido a tal documentário, especialmente nos anos de ensino médio, mas, vá lá, quem sabe nem todos conheçam. Desde que o vi, fiquei encantada. Encantada, mas não num sentido ''jogo no time do Jorge Furtado Futebol Clube'', e, sim, ''que baita jeito de contar uma história, com deboche e precisão''. Trata-se de um roteiro quase lúdico…

Família Felipe Neto

Eu já queria falar sobre isso há um bom tempo, e, enquanto não criar vergonha nessa cara e entrar num mestrado para matar minha curiosidade de por que caralhos as pessoas dão audiência para pessoas tão bizarras e nada a ver, a gente vai ter que escrever sobre isso aqui. Quando eu falo ''a gente'', me refiro a mim e às vozes que habitam minha cabeça, tá, queridos? Youtubers... youtubers... sim, Bruna, está acontecendo e faz tempo. Que desgraça essa gente! Ó, pai, por que me abandonaste? Quanto tempo eu dormi? Estamos vivendo uma era de espetacularização tão idiota, mas tão idiota que me faltam palavras, é sério, eu só consigo sentir - como diria o fatídico meme. Não tem a mínima condição de manter a sanidade mental, querendo estudar, trabalhar, evoluir quando pegar uma câmera, do celular mesmo, sair falando um monte de merda e enriquecer com isso ficou tão fácil. Vamos usar um case bem ridículo aqui? Vamos.  Dia desses, esta comunicóloga que vos fala, fazendo suas comp…