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A década em que o Misha chorou

The Works é minha capa preferida do Queen. Não álbum, somente capa, ainda que nele constem ''Man on the prowl'' e ''It's a hard life'', músicas pelas quais tenho carinho especial. Em 2014, completaram-se 30 anos de seu lançamento. Fiquei viajando nisso aqui e me veio uma vontade de escrever sobre anos 80. Amo/sou. Pior que sou mesmo, nasci em 89 e fico fantasiando que carrego um resquício da inventividade dessa época dos blazers com ombreiras.
Um tempão atrás, tive uma fase obcecada pelos tais anos, ainda mais quando me caiu às mãos, num jornal onde trabalhei, um almanaque sobre a década. De ursinho Misha chorando à queda daquele murinho lá, passando por Paolo Rossi e os 3x2 da Itália contra o Brasil, eu sabia de tudo. E falava para quem nem queria escutar, insuportável que sou.
Só acho que eu não precisava ter me fantasiado de Cyndi Lauper naquela primeira festa à fantasia da faculdade, mas, pensando bem, até que foi bom. Quando mais eu poderia usar polainas com scarpin rosa pink? Não posso mais pedir desculpa por ser verde fosforescente. Os 80 foram barulhentos, escandalosos, coloridos, cafonas e incompreendidos, tal qual a Cyndi de araque aqui. Toca aí, galera.


                                                     Freddinho de All Star, awnnnnnnnn.



                                     


Vai ser difícil alguém passar os russos no quesito ''seres peludos fofuchos em Jogos Olímpicos''.







 

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