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Soneto de humilhação


A toda razão da minha dor de corno serei atenta 
Só não vou mais mendigar teu amor, otário
Porém, não sei se consigo tirar tuas roupas do armário
E me desfazer das tuas balas de menta

Eu me humilho, porque é tua minha raiva mais sedenta
E em teu louvor continuarei a comemorar aquele dia do calendário 
E rirei de desespero desse meu amor solitário
Enquanto eu não desistir de ser patética e birrenta 

E, assim, farei uma novena para que volte contente
Quem sabe a minha vida dessa obsessão se livre
Quem sabe, através da solidão, tão solícita comparsa

Eu possa ouvir do amor que nunca tive:
Que não seja imortal, posto que foi farsa
Mas que seja infinito até que minha dignidade aguente



                               



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