segunda-feira, 11 de março de 2013

Todavia creio que nunca


Lá estavam os olhos mais doces do universo, mas não. Sabe, eu discordo da maioria do mulherio que afirma que a noite não serve para conhecer homem. Discordo, porque, vez que outra, eu topo com uns tipos ótimos. Claro, não é justo se apaixonar em toda santa sexta-feira, mas... mas com uma ajudazinha das estatísticas do IBGE – Instituto da Balada Goethiana Escrota - lá eu com vontade de morder... morder, você sabe o quê. É de bater o olho e gostar num lapso de segundo que agrupou todas as minhas carências e fraquezas, projetando-as num cara que parece que eu conheço faz uns mil anos. Mas eu não conheço. E talvez nem vá conhecer, porque eu queria mesmo era pular aquele capítulo de não saber o que fazer com a minha timidez, minhas mãos e meus olhos, aquele capítulo em que eu volto a ter 13 anos e agir como uma retardada sentimental – que, de fato, sou. Pular tudo isso, porque é deveras uma chatice – e um mal necessário, oh myyyyy! Pular essas páginas e já ir direto pro momento em que eu recebo um cafuné, ganho uns colos e ajo como uma piegas agraciada com a dádiva da reciprocidade, porque amar é muito brega e todo mundo quer. Até eu, que não vivo sem uma pista de dança e umas luzes coloridas, mas amo por toda uma vida a cada final de semana. Vai ver é culpa desse ascendente em Escorpião, que me faz sentir profundidade no vazio, intensidade no banal e ver a coisa onde não existe a coisa. Deve, vai. Ha...




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