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Alma doidivana

Olá, meus anônimos preferidos!

       Tô passando rapidinho hoje! Nada de reflexão, diálogo ou resenha passional de filme. Vim deixar uma letra que eu amo de paixão e que serviu de inspiração para um blog que criei, em outubro de 2010 - um pouquinho antes de eu trazer minhas tralhas, em definitivo, pro endereço agridoce. Cêis sabem que eu curto música, tipo demais, né? Cêis sabem também que eu vivo grudada com meus fones de ouvido, né? Pois bem... "Cena Beatnik", do Nei Lisboa, apareceu aleatoriamente aqui no meu radim, e eu pensei em dividir com vossas senhorias a energia fofa que ela me transmite.
       Meu extinto recanto, "Alma Doidivana", me dá uma saudadinha, mas a inspiração foi para sempre. Sabem por quê? Porque, no fundo, sei que qualquer um pode ser um pouco doidivana, carregar na alma um doce devaneio, um velho desatino. Ou ter, quem sabe, no caminho, algum doidivana que inspire os mais velhos devaneios e os mais doces desatinos. Vai saber, né? Isso fica por conta da imaginação de vocês...

Já não passa nada
Já nem peço por favor
Eu tô abrindo a estrada
Que chega aonde eu for
Eu tô na madrugada
Tô na chuva pelo calor
Eu tô na luta armada
E o perigo me cercou

E o acaso me deixou na porta da tua casa
Faz silêncio e faz de conta que já me esperava
Que eu tava pra chegar
Pra ficar e pra sumir sem dar explicação
Pra me livrar da prisão

Ou só pra te ouvir dizer que não
Só pra torcer o pé
Descendo a escada
De quem não me quer

Ei, ei, ei
Alma doidivana
Doce devaneio
Velho desatino
Ei, ei, ei
Cena beatnik
Clock sem um click

Já não passa nada
Já nem peço por favor
Eu tô abrindo a estrada
Que chega aonde eu for
Eu tô na madrugada
Tô na chuva pelo calor
Eu tô na luta armada
Disfarçado de cantor

E o acaso me deixou na porta da tua casa
Faz silêncio e faz de conta que já me esperava
Que eu tava pra chegar
Pra ficar e pra sumir sem dar explicação
Pra libertar a nação

Ou só pra te ouvir dizer...

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