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Fazenda ecológica faz história no RS

(Estão achando que o blog é só bagunça? rs // Aqui vai uma matéria que fiz, em novembro do ano passado, e que é uma das minhas preferidas - uma espécie de diário de bordo sobre um dia muito agradável.)
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Localizada no coração de Viamão, a fazenda Quinta da Estância Grande foi, antes de tudo, fruto de uma tentativa de inovar quanto ao aprendizado de temas rurais e ecológicos para crianças e adolescentes. Sônia Goelzer, educadora e idealizadora do projeto, conta que sempre buscou formas atrativas de trabalhar conteúdos durante suas aulas. Logo, em 1992, a idéia já estava lançada e começava a ganhar contornos: desenvolver práticas pedagógicas em um ambiente que propiciasse conhecimento sobre questões ambientais e áreas preservadas para um turismo ecológico de qualidade.
O biólogo Fabrício Bonfiglio, que é um dos monitores do local e trabalha lá desde setembro de 2007, explica que o processo de seu trabalho se apoia muito no fato de ele gostar de trabalhar com crianças e de ser um apaixonado pela natureza: “Aqui, consigo, de modo fácil e prático, passar uma idéia bacana de consciência ambiental para os visitantes”, diz. Para ele, trata-se de uma proposta de contato direto com a realidade das relações da natureza com os seres vivos: “A garotada vê na Quinta, tudo que aprende na sala de aula, de um modo dinâmico e proveitoso, principalmente, se levarmos em conta que, com o avanço das cidades, esses momentos de proximidade com o verde estão cada vez mais raros”, observa.
Hoje, a fazenda - que é única do segmento no estado - conta com 42 monitores/professores cadastrados, todos formados e desempenhando funções específicas. Só no ano de 2009, recebeu grupos vindos, além do estado, de Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Distrito Federal e até do Uruguai – um total estimado em mais de 60 mil pessoas.

  Fabrício comemora o sucesso das atividades  
 
Escola de Cruz Alta conferiu as instalações da Quinta
 
No último dia 18, a escola cruz-altense Arnaldo Ballvé esteve em Viamão e pôde tirar suas próprias conclusões sobre a fazenda mais querida do estado. Estive junto com o pessoal, que viajou cerca de 5 horas de ônibus, até se esbaldar nas águas e ares do complexo – que, além de abrigar diversos animais em extinção, como uma ilustre família de bugios, e convidar a belíssimas trilhas mata adentro, também é palco da prática de esportes radicais e de várias outras atividades saudáveis.
Para a professora e diretora do colégio Aline Roese, levá-los a conhecer a fazenda foi um fator de estímulo ao aumento da consciência ambiental, pois estudantes têm a obrigação de assimilar com racionalidade o mundo em que vivem: “Isso aqui é muito bonito e merece ser prestigiado”, encerra.

                Alunos na travessia de percurso com obstáculos 


Como alpinista, sou uma ótima pseudo-repórter


Alunos puderam testar seus conhecimentos efetivamente

Olhos curiosos e um pouco receosos, afinal, não é toda hora que se vê um ofídio ser tratado com tanta indiferença. Enrolada à mão do biólogo Fabrício, a serpente, mais conhecida como cobra do milho, é observada por cerca de trinta crianças e alguma mães - sedentas por ouvirem que o animal é isento de peçonha. São feitas perguntas clássicas sobre répteis e aí os pequenos podem, de fato, mostrar se estão aproveitando bem as aulas de biologia. 
O monitor, após receber várias informações desencontradas, finalmente, esclarece não haver perigo algum e os convida a tocarem o bicho - um singelo prêmio por terem escutado tão compenetrados sua explanação sobre alguns temas inerentes ao mundo dos temidos seres rastejantes. 


Crianças aproveitam a serenidade do folclórico
Alfredo - a cobra de estimação




 

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