quarta-feira, 27 de julho de 2011

Por quem os sinos dobram?

           Ando com essa indagação na cabeça. Às vezes, eu pego no pé de algo que me tocou e fico semanas ruminando a respeito. O que temos para o momento é essa frase do famoso poema renascentista - e utilizada como título daquele célebre romance do Hemingway - que não me deixa, há alguns vários dias. Não sei racionalizá-la, nem quero interpretá-la no seu sentido original, pois referida passagem me remete a outras nuances... outras vastidões, ora perdidas dentro da alma.
           Por quem os sinos dobram? Por quem diabos os sinos dobram? Há quem ache que literatura é idiotice - e eu respeito, pois são poucos os que merecem reverenciá-la - mas, para mim, ela funciona como uma fuga única e indolor. É sua culpa eu ter ficado com essas palavras à toa, assim, azucrinando as idéias, fazendo eu sentir ciúme do que já foi pensado e discutido. Sei que o que essas palavras soltas provocam no meu coração é só meu e de ninguém mais. Mas, ainda assim, ele permanece.
           Por quem os sinos dobram? Isso não cansa de martelar, equacionar o que ficou vago e já me faz ser só lembrança. São tantos os significados para esse fragmento tão vulgar. Por quem os sinos dobram? "A tarde talvez fosse azul, não houvesse tantos desejos." A tarde talvez fosse azul e talvez eu soubesse a resposta. Talvez eu soubesse que eles dobram por ti.


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